04/18/2018
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MJV Team

Fases do Design Thinking: entenda o que é e como funciona cada etapa

O Design Thinking é um conjunto de métodos e processos utilizados para identificar e abordar problemas, com o qual se gera um pensamento criativo.

O DT auxilia empresas que atuam em diferentes áreas e não está necessariamente associado à tecnologia, mas à inovação. Pressupõe o levantamento de informações sobre problemas reais do usuário, o entendimento da sua jornada e a proposta de soluções tangíveis.

Em uma tradução literal, Design Thinking se refere à maneira do designer pensar, um tipo de raciocínio “fora da caixa”. Uma das máximas é que não podemos resolver um problema com o mesmo pensamento que o originou.

A seguir, vamos mostrar como funcionam as 4 fases do Design Thinking.

Imersão: mergulhe no problema

É nessa fase que nos aproximamos do problema. A equipe começa a entender as implicações do desafio, estudando tanto o ponto de vista da empresa quanto do usuário final. 

Existem duas etapas de Imersão: a Preliminar e em Profundidade.

A fase preliminar acontece antes mesmo do kick-off do projeto. Serve para que a equipe tenha o primeiro contato com o problema e conheça o assunto. Algumas ferramentas utilizadas nesse momento são:

  • Reenquadramento
  • Pesquisa exploratória
  • Pesquisa desk

Depois, temos a etapa de Imersão em Profundidade. É nesse momento que o designer descobre como as pessoas agem, o que pensam e como se sentem. Para atingir esse objetivo, são utilizadas as seguintes ferramentas:

  • Entrevistas
  • Cadernos de sensibilização
  • Sessões generativas
  • Técnica de sombra

Análise: conheça o cenário

A etapa seguinte é a Análise, momento em que sintetizamos as informações coletadas para a geração de insights. Posteriormente, esses insights são organizados para identificarmos padrões, possibilitando a compreensão do problema em sua essência.

É justamente na fase de Análise que o designer consegue entender com clareza em qual cenário os stakeholders estão envolvidos, o que será fundamental para a etapa seguinte: a Ideação.

Confira algumas técnicas utilizadas nesse processo:

  • Cartões de insights
  • Diagrama de afinidades
  • Mapa conceitual
  • Critérios norteadores
  • Personas
  • Mapa de empatia
  • Jornada do usuário
  • Blueprint

Ideação: pense fora da caixa

A Ideação é a fase em que as ideias são apresentadas sem nenhum julgamento. É o momento de pensar fora da caixa e propor soluções para o problema.

Para isso, utilizam-se práticas de estímulo à criatividade, o que ajuda na geração de soluções que estejam de acordo com o contexto trabalhado. Não há limite de ideias nesta fase. 

É muito aconselhável que haja variedade de perfis das pessoas envolvidas, incluindo as partes beneficiadas com as soluções propostas.

Conheça algumas técnicas que você pode utilizar nesse momento:

  • Brainstorming
  • Workshop de cocriação
  • Cardápio de ideias
  • Matriz de posicionamento

Prototipagem: tire a ideia do papel

Prototipar é tangibilizar uma ideia, é a passagem do abstrato para o físico de forma a representar a realidade – mesmo que simplificada ainda – e propiciar validações.

Portanto, a prototipagem é a fase de validação das ideias geradas. É a hora de aparar as arestas, ver o que se encaixa no projeto, juntar propostas e colocar a mão na massa. 

Com o protótipo em mãos, é possível testar o produto junto ao usuário, refinando e melhorando até que se transforme em uma solução que realmente esteja alinhada às suas necessidades e possa gerar lucro.

Apesar de ser apresentada como fase final, a prototipação pode acontecer em paralelo às outras fases. Conforme as ideias forem surgindo elas podem ser prototipadas, testadas e, em vários casos, até implementadas.

Nessa etapa, as ferramentas mais importantes são:

  • Protótipo em papel
  • Modelo de volume
  • Encenação
  • Storyboard
  • Protótipo de serviços

Perceba que não existe uma hierarquia entre as etapas e que elas não seguem uma ordem cronológica. Todas estão interligadas e podem acontecer simultaneamente. Isso se dá porque somos capazes de aprender algo novo a todo instante.

Problemas de usabilidade de um protótipo podem nos revelar algo sobre o usuário, por exemplo. Por outro lado, uma ideia nova pode trazer um olhar diferenciado sobre o problema, que precisa ser analisado.

O Design Thinking é, portanto, um trabalho de aprendizado constante. A proposta é fazer com que as empresas deixem de ser reféns do problema e passem a agir de forma proativa. Essa é a força-motriz da inovação.

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