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M&A: como as fusões e aquisições estão chacoalhando o mercado?

M&A é o termo em inglês para fusões e aquisições de empresas. Confira como o movimento está impactando diversos setores e as diferenças entre essa e outras ventures.


Até mesmo para os mais desatentos, a notícia da compra da Kabum pela Magazine Luiza não passou incólume. A operação fez parte de um M&A, abreviatura de “mergers and acquisition”, termo em inglês que pode ser adaptado para “fusões e aquisições”.

O fato é que essa operação impacta o mercado do e-commerce e do varejo. Mas você sabe como e por que empresas se fundem? Conhece a diferença desse tipo de venture para outras colaborações e parcerias com outras empresas?

Acompanhe o post até o final e entenda tudo o que você precisa saber sobre M&A, o impacto de fusões e aquisições mais recentes no mercado e as diferenças desse tipo de venture para outras colaborações entre empresas.

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Ecosystem: o futuro dos modelos de negócios

O que é M&A?

O M&A é um tipo de Corporate Venture. Ocorre um M&A quando duas ou mais empresas se unem para criar um novo empreendimento.

  • Fusão: uma fusão ocorre quando duas ou mais empresas se unem para a criação de um novo empreendimento novo, que lhes sucederá em todas as obrigações legais. Neste formato, as empresas envolvidas deixam de existir para dar lugar a uma nova sociedade.  
  • Aquisição: uma aquisição acontece quando uma empresa adquire parte das operações de outra Nesse caso, a empresa compradora mantém inalterada a própria identidade jurídica e assume as obrigações legais da empresa adquirida.

Há 2 objetivos principais para se realizar um M&A:

  1. Trazer para dentro de casa expertise que auxilia o negócio a aprimorar seu produto e/ou serviço;  
  2. Ampliar o escopo do serviço, trazendo para dentro da empresa um diferencial ou modelo de negócio novo.

Quais são as vantagens de uma MA?

Há vários motivos para se realizar uma fusão ou aquisição de empresa, entre eles:

  • Entrada em outros segmentos de mercado
  • Diversificação de investimentos
  • Mudança de modelos de negócios
  • Ampliação de modelos de receitas
  • Expansão das operações

Entretanto, antes de fazer um M&A é preciso mapear minuciosamente os prós e contras que serão incorporados por ambos os lados. Por isso, há 2 processos essenciais que a empresa adquirente não pode preterir: o valuation e a due diligence. Confira o que são esses conceitos a seguir.

Valuation

Valuation é o processo de estimativa do valor de uma empresa de forma sistêmica, utilizando um modelo quantitativo como base. Entretanto, cada vez mais esse tipo de análise conta com critérios adicionais, subjetivos. Por exemplo, qual é o tamanho do valor de um ativo como uma base de dados grande e bem trabalhada? Essa projeção faz parte do processo de valuation.

Due diligence

Due diligence é um processo de avaliação minuciosa para identificar pontos críticos na estrutura jurídica da sociedade e outras questões relevantes na esfera legal, buscando mapear riscos e possíveis passivos legais das empresas a fim de quantificar o valor desses compromissos.

“E é sempre assim que funciona?”Não. As startups unicórnios, por exemplo, aquelas que possuem valor de mercado estimado na casa do bilhão, muitas vezes resistem ao ímpeto inicial de grandes empresas e optam por realizar rodadas de captação de investimento para que se mantenham independentes.

Dessa forma, tornaram-se a sensação dos mercados nos últimos anos e deram o pontapé inicial em diversas tendências que se consolidaram hoje, uma obsessão pela a experiência do usuário e a confirmação da premissa de que toda empresa seria de tecnologia.

São as “techs”. Fintechs, insurtechs, edtechs, healthtechs, retailtechs, foodtechs, martechs, entre outras.

Não tem certo e errado. Existem objetivos e oportunidades de mercado.

Por que empresas optam por um M&A?

O objetivo das empresas que fazem um M&A, como você já viu, é o mesmo de toda empresa é o mesmo de toda Corporate Venture: aumentar sua zona de atuação e influência no mercado.

Ok, mas o que está por trás disso?

Estamos assistindo à abertura de diversos setores da indústria, como o do setor bancário por meio de fenômenos como o Open Banking/Open Finance, estão gerando uma aproximação entre as indústrias.

Falamos um pouco sobre este fenômeno na publicação Por que toda empresa quer ser fintech?. Vale a pena olhar.

O objetivo? Criar um ecossistema tecnológico, logístico e de geração de insumos comportamentais orientados por dados que permita à uma empresa expandir os negócios e até mesmo eliminar intermediários.

Não por acaso, podemos ver varejistas aderindo às carteiras digitais, utilizando-se de um conceito que ficou conhecido como banking-as-a-service. Também falamos sobre isso neste artigo.

→ Leia também: Carteiras digitais: o que são e por que implementar no seu negócio?

O que é Corporate Venture?

O termo, também conhecido como Corporate Venture Capital (CVC), pode ser definido como um tipo de fundo de investimento de alto risco criado por uma grande empresa para financiar o desenvolvimento de empresas inovadoras.

Diferentemente dos investimentos de fundos de capital de risco convencionais que respondem apenas a uma lógica financeira, o retorno do investimento desses fundos também é estratégico. 

Os fundos do tipo Corporate Venture têm uma diversidade ainda maior de perfis, pois além dessa segmentação por tamanho, cada setor tem suas especificidades e cada empresa define sua política de investimento.

Existem vários segmentos de fundos de capital de risco: de investimentos em sementes (empresas que ainda não obtêm renda significativa) a fundos regionais e setoriais – e até mesmo “desenvolvimento de capital”, visando uma futura capilaridade geográfica por meio de um M&A, por exemplo.

Em suma, é o tipo de investimento realizado em empresas de alto valor inovador, que pode compartilhar uma expertise em tecnologia e/ou abrir caminhos para parcerias ou até mesmo a entrada em novos nichos de mercado para o investidor.

O investimento de Corporate Venture Capital precisa ser em uma startup?

Não! O mercado de fusões e aquisições existe desde que o mundo é mundo. No caso mais recente no contexto brasileiro, a Magazine Luiza adquiriu a varejista de games Kabum, que não se encaixava na definição de startup – e sim na categoria e-commerce.

Por outro lado, em 2020 a Nubank (startup unicórnio) anunciou a aquisição da Easynvest, também startup. Relembrando: como ambos os casos foram aquisições, você muito provavelmente ainda verá o Kabum e a Easynvest por aí.

E as startups com isso?

Contudo, não podemos ignorar que o surgimento das startups aqueceu novamente esse tipo de movimento mercadológico e os tornou mais estratégicos.

Uma startup é uma empresa de operação enxuta, criada para criar e validar um modelo de negócios projetado para escalar rapidamente, com foco em uma única solução (ou poucas) de alto impacto – e geralmente irrestrito pela geografia. É isso o que as diferencia de outras empresas pequenas.

Essas empresas funcionam de maneira peculiar, que é ao mesmo tempo aderente em diversos setores e contextos, mas focado em sanar uma dor específica, eliminando todos os possíveis intermediários ou requisitos tradicionais de um serviço.

Com essa fórmula, essas empresas ganharam relevância global e redefiniram antigos dogmas de vários setores.

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