02/20/2019
By
MJV Team

Inovação Aberta e Fechada: quais as diferenças?

Quando pensamos a Inovação Aberta, é tentador associá-la ao oposto da Inovação Fechada, aquela tradicional, gerada por esforços próprios nas organizações, sem o auxílio de entidades e agentes externos. Não siga esse caminho.

Na verdade, o melhor a se fazer é pensar esses dois conceitos como complementares. A abertura do negócio para inovações externas vem para ampliar os horizontes, proporcionar mais meios de seguir se desenvolvendo e competindo em um mercado que exige cada vez mais inventividade e disrupção.

Sobre isso vamos refletir ao longo deste artigo. Continue lendo para entender o que diferencia as estratégias abertas e fechadas de inovação e onde estão seus pontos de complementaridade!

O que é Inovação Aberta?

Comecemos por rememorar que o termo Inovação Aberta foi cunhado por Henry Chesbrough, pesquisador da Universidade da Califórnia. Ao analisar as atividades das indústrias na virada do século, Chesbrough percebeu que as mais disruptivas, aquelas que geravam produtos realmente fora da curva, eram as que buscavam inspiração e auxílio de agentes externos.

“A inovação aberta pressupõe que as empresas podem e devem usar ideias e caminhos externos, bem como internos, à medida que buscam avançar em seu processo de inovação. Ela é o uso de fluxos de entrada e saída de conhecimento intencionais para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para uso externo”, escreveu o pesquisador.

→ Saiba mais neste artigo: Inovação Aberta: o que é, quais tipos e benefícios!

O que é Inovação Fechada?

Se olharmos de uma maneira bastante criteriosa para o tema, veremos que a Inovação Fechada, como conceito, é praticamente impossível. Sempre será necessário olhar para fora, buscar referências e conhecimentos externos.

Logo, é melhor falarmos em estratégia de Inovação Fechada. Aí sim temos um bom paradigma, pois o que é estratégico tem a ver com escolhas.

Uma empresa que opta por manter seus esforços de inovação fechados têm seus projetos desenvolvidos apenas dentro de limites claramente definidos. Know-how, tecnologia, processos e propriedade intelectual permanecem sob o próprio controle; sem colaboração com outros agentes do mercado ou universidades, por exemplo.

Em suma, segundo o próprio professor Henry Chesbrough, a Inovação Fechada é baseada na visão de que as inovações são desenvolvidas internamente. Da geração de ideias ao desenvolvimento e marketing, o processo ocorre exclusivamente dentro da empresa.

O cientista arremata dizendo que esse conceito refere-se ao “modelo tradicional de integração vertical, no qual as atividades internas levam a produtos e serviços gerados em casa e então distribuídos”.

Onde estão as diferenças entre a Inovação Aberta e a Inovação Fechada?

Relembrados os conceitos, agora podemos apontar em quais pontos a Inovação Aberta é diferente da Inovação Fechada. Confira a seguir.

A Inovação aberta busca o melhor, esteja onde estiver – importação e exportação conscientes de conhecimento para melhorar e acelerar as próprias inovações. Promove o intercâmbio de ideia e experiência para além dos limites da empresa.

As organizações aproveitam seus melhores talentos e buscam reforços no mercado (em universidades, consultorias, parceiros de negócios etc.). Geram aproveitamento máximo das ideias internas e externas. A liderança da competição, não está  em oferecer as melhores ideias, mas em aproveitar ao máximo as ideias que surgem. O norte é o desenvolvimento de um modelo de negócios melhor, não em ser o primeiro no mercado a inovar.

A Inovação Fechada está calcada na convicção de que as soluções podem emergir dos recursos internos disponíveis. As ideias costumam vir dos gestores de projetos e seus liderados. Por conta dessas características, é necessário garantir a contratação e a retenção dos melhores talentos (pesquisadores, técnicos, especialistas etc.), o que muitas vezes sai bem caro. Há forte crença que para liderar a competição, é necessário oferecer as melhores ideias. O vencedor é quem traz a inovação ao mercado primeiro.

Qual das duas estratégias é melhor para a sua empresa?

Como você viu, o lugar da Inovação Fechada é dentro da própria empresa. Ela é uma estratégia que coloca demandas muito altas sobre os funcionários, por isso é preciso contratar funcionários altamente qualificados, além de proteger a propriedade intelectual em conformidade.

Já a Inovação Aberta está mais ligada à colaboração, muitas vezes, vinda de fora da empresa.

Cabe a cada organização, dentro da suas prerrogativas, decidir qual dos modelos lhe é mais aderente. O que os especialistas no assunto — entre os quais o próprio professor Henry Chesbrough — recomendam é a combinação das duas estratégias.

As atividades de inovação de atores externos, como clientes, fornecedores, universidades ou parceiros de negócios, devem ser vistas como um complemento aos próprios esforços da organização. O pré-requisito básico para isso é a estruturação de processos de inovação estáveis, a fim de integrar facilitar a colaboração e absorver os resultados obtidos.

MJV Innovation Lab

Essa iniciativa de inovação aberta tem como principal objetivo conectar a universidade ao mercado, a partir da administração do capital humano. Com ela, é possível buscar por soluções que forneçam oportunidades para os mais de 52 mil membros da comunidade , entre professores, estudantes, pesquisadores e outros funcionários, gerando receita para os investidores.

O Lab de Inovação, parceria entre a MJV e a UFRJ, foi criado dentro do Parque Tecnológico da universidade para desenvolver projetos nas áreas de Design Thinking, Gamificação, Big Data/Analytics, Metodologia Ágil, Estratégia Digital e Internet das Coisas.

Estamos à sua disposição para auxiliar a sua empresa a implementar uma estratégia de inovação aberta. Por meio do Innovation Lab MJV podemos auxiliá-lo nesse esforço.

Faça contato conosco e veja como podemos ajudar!

Que tal, você entendeu as diferenças entre Inovação Aberta e Inovação Fechada? Para se aprofundar ainda mais neste assunto, baixe agora mesmo o nosso e-book “Open Innovation: A Revolução da Inovação”!

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