Spin-off acadêmica: projetos digitais na velocidade de startups

Nesse artigo, você entenderá melhor o que é Spin-off acadêmica e apontaremos caminhos para você se beneficiar da estratégia para reduzir os riscos no esforço de inovação e manter o foco no seu core business.

Continue lendo para ver como um processo de Spin-off acadêmica pode ajudá-lo a “startupzar” seu negócio, aproveitando a transformação digital em projetos rápidos e eficientes!

O desafio da transformação digital nas empresas

Para começar, vamos a uma contextualização rápida! Recentemente, a MJV conversou com 300 gestores de diferentes indústrias para entender o panorama da Transformação Digital no Brasil. Assim, descobrimos que 87,8% dos entrevistados atuam em negócios que estão passando por um processo de digitalização. E mais: cerca de 80% afirma que isso está acontecendo de maneira consciente, com estratégia.

Apesar disso, grande parte dos executivos que responderam ao estudo (70%) assume que é preciso se esforçar mais neste sentido, sob o risco de perder mercado, uma vez que a disrupção já deixou de ser uma novidade; ela é uma necessidade no mundo corporativo.

Na prática, o que as empresas já estabelecidas querem é ser tão inovadoras e digitalmente flexíveis quanto as startups. Mas como fazer isso? Uma estratégia de spin-off acadêmica pode ser a alternativa mais eficiente, como vamos defender a seguir.

O que é uma spin-off

No mundo corporativo, normalmente o conceito de spin-off tende a ser confundido com o de franquia. Não, uma spin-off não é uma franquia. Ela é uma oferta surgida dentro de um projeto específico (que pode ou não ser uma startup patrocinada pela empresa-mãe).

A spin-off herda toda uma estrutura desse projeto (ou startup) e seu uso não é permitido a terceiros, como no caso das franquias — onde a marca e os produtos ou serviços são distribuídos pelos franqueados.

O que é uma Spin-off acadêmica

A conceituação de Spin-off acadêmica vem de Scott Shane, um professor e pesquisador norte-americano. Em seu livro Academic Entrepreneurship (Edward Elgar Pub – 2004), ele usa o termo para designar “uma empresa criada para explorar uma propriedade intelectual gerada a partir de um trabalho de pesquisa desenvolvido em uma instituição acadêmica”.

Na prática, Shane e outros autores emprestaram esse termo das startups, que normalmente surgem de um modelo de negócios disruptivo e transformam uma descoberta específica em sua oferta principal. Aos poucos ele foi ganhando o mundo dos negócios em geral e chegou até as universidades, especialmente com a força da transformação digital.

Logo, podemos resumir que se uma spin-off é uma oferta que ganha “vida própria” em startups e companhias tradicionais (neste caso, porque está fora do core business “original”), uma spin-off acadêmica é a mesma coisa só que advinda de uma instituição de ensino superior.

Se quisermos exemplos de grande proporção para demonstrar como processos acadêmicos de Spin-off são benéficos às empresas, basta olharmos para o Vale do Silício, nos Estados Unidos, e para os entornos de Cambridge e Oxford no Reino Unido.

As inovações digitais mais impactantes dos últimos anos aconteceram em startups que saíram das salas de aula e dos laboratórios das universidades — muitas delas em acordos de inovação aberta com a iniciativa privada; outras incorporadas por organizações posteriormente.

Por que processos de Spin-off (acadêmicos e corporativos) são benéficos aos negócios

Nos últimos anos, empresas dos mais variados portes e em diversos segmentos do mercado, em todo o mundo, perceberam que ter uma estratégia de Spin-off ajudaria a executar projetos digitais e inovar mais com a mesma destreza das startups.

Assim, elas criaram condições para que startups surgissem dentro das suas estruturas ou se aliaram a universidades para isso. Ou seja, elas seguiram focando esforços em seus core business originais, mas ampliaram as possibilidades ao dedicar uma ou mais equipes à pesquisa e desenvolvimento de produtos e/ou serviços digitais de uma maneira independente.

Entre as vantagens mais significativas dessa estratégia, destacam-se:

  • incentivo ao intraempreendedorismo;
  • atração e retenção de grandes talentos;
  • possibilidade de obter aprendizados e tecnologias que dificilmente surgiriam no negócio principal;
  • ampliação das possibilidades de desenvolvimento de ofertas que não se encaixam no core business;
  • ganho de inovação e competitividade sem comprometer o core business já estabelecido — e na mesma velocidade das startups — inclusive em processos, que podem ser incorporados pelo negócio principal;
  • obtenção de lucratividade com um novo produto ou serviço;
  • melhoria no desempenho das ações — no caso das companhias de capital aberto.

Além disso, ao criar uma estratégia de Spin-off, a empresa também pode concentrar os riscos (financeiros, fiscais, de imagem etc.) relacionados a um novo modelo de negócio em um ambiente fora do core business original. Até que a oferta desenvolvida ganhe corpo, o restante do negócio não é afetado pelas eventuais perdas.

Estratégia via inovação aberta

Como você viu, o conceito de Spin-off acadêmica pode ser usado de maneira estratégica no esforço de inovação aberta das empresas. Por mais tradicionais que sejam, elas podem inovar e realizar projetos digitais com a mesma facilidade que as startups. Para isso, precisam criar condições internas e unir forças com programas de inovação de universidades e institutos de ensino superior.

Aqui na MJV, nós temos trabalhado para isso. Tanto que firmamos parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para criar o Spin off Studio – UFRJ. Ele é um programa voltado para fomentar a criação de equipes de colaboradores da UFRJ, com potencial de se transformar em uma Spin off, cujo objetivo é executar um projeto específico de desenvolvimento de soluções digital, valorizando a velocidade e cultura de inovação.

Sua empresa está preparada para executar projetos digitais como fazem as startups? Fale conosco e veja como podemos ajudar! Aproveite também o e-book Open Innovation: A Revolução da Inovação!

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