11/11/2019
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MJV Team

Quais são os novos papéis do Marketing

Entre todas as áreas que sofreram mudanças significativas com a revolução digital que vivemos, o Marketing talvez seja a que mais teve que abandonar velhas práticas. E esse movimento é contínuo; o que funcionava bem até o ano passado começa a ser questionado agora, e assim será por muito mais tempo

Não importa em que segmento do mercado sua empresa atua, seu Marketing está vivendo uma revolução neste momento. Mas nem todas as organizações ainda têm consciência disso. 

Neste artigo, vamos trazer à luz essa reflexão sobre os novos papéis do Marketing. Continue lendo e entenda quais são eles e por que é importante prestar atenção nesse fenômeno!

Marketing muito além da atração e retenção do cliente

Nas últimas cinco décadas, o Marketing  acompanhou e enfrentou os saltos altíssimos da tecnologia. Mas nada se compara à chegada da Internet com seu poder avassalador.

Hoje, o mundo é digital e também data driven. É a partir desse lugar que esse novo marketing é estruturado.  Nunca antes se pôde ter tanta previsibilidade, poder de análise e mensuração de resultados.

No nível estratégico, as tradicionais funções do Marketing (de planejar, executar e mensurar produto, preço, praça e promoção) também foram atualizadas.

Já não é possível resumir a explicação da existência de um departamento de marketing simplesmente por “atração e retenção de clientes”.

O novo papel do Marketing é operar na linha de frente, conhecendo e compreendendo o cliente em seu contexto. Além de distribuir esse conhecimento de volta às demais áreas de negócios.

Sob esse guarda-chuva estão funções práticas como:

  • tornar a estratégia de mercado orientada a dados para fornecer inteligência a todos os níveis do negócio.
  • mapear e analisar grandes volumes de dados comportamentais.
  • estruturar campanhas em nível exponencial, potencializando vendas futuras, não apenas em curto prazo.
  • potencializar a inovação em produtos, serviços, processos e novos modelos de negócios.

Isso tudo tem gerado mudanças através de vários meios — estrutura organizacional, requisitos de habilidades, qualificação de talentos, tecnologia e automação. 

Esse novo cenário coloca o CMO tradicional um bocado obsoleto, abrindo caminho para o Chief Growth Office, mais orientado à expansão dos negócios como um todo.

Growth Marketing: potencializar vendas e não só vender

As empresas mais antenadas com esse movimento têm desenhado estratégias de Growth Marketing, que reúnem uma série de experimentos e testes orientados para o marketing, visando a exponencialidade.

Na abordagem do Growth Marketing, os profissionais tomam decisões 100% baseados em dados.

Também buscam maneiras inovadoras de impulsionar a aquisição de usuários, manter os clientes envolvidos, retê-los e, finalmente, transformá-los em advogados da marca.

Em outras palavras, os profissionais de marketing de crescimento são experimentadores-mestre em todas as etapas do funil.

Trabalham em estreita colaboração com toda a empresa para obter os melhores insights. Por isso, estão sob a liderança do Chief Growth Office, cuja atuação ultrapassa as paredes do Marketing.

Estudo do Cliente: a moeda forte do “novo Marketing” 

O “novo Marketing”, que na verdade é uma evolução, tem um trunfo na manga: o estudo aprofundado do cliente.

Faz isso, pois dispões de tecnologia, métodos e, principalmente, dados para ir além do que é declarado em pesquisas de mercado ou observado de maneira empírica. 

Bebendo em fontes como Big Data e Business Intelligence, os profissionais de Marketing conseguem um nível profundo de conhecimento dos clientes –  conseguem criar perfis e analisar o público-alvo em um nível quase que inconsciente.

Lembre-se de Freud e sua teoria,  o ser humano tem dimensões subconscientes; essas camadas são reveladas, ou podem ser lidas, nos hábitos de pesquisa na internet, nas interações nas redes sociais e por aí vai.

Para se ter uma ideia, profissionais de marketing que orientam suas ações a dados alcançam resultados que podem ser 5 vezes maior do que o ROI. 

Construa um time para acompanhar essa nova conjuntura do Marketing 

Outro ponto que merece bastante destaque dentro dos novos papéis do marketing é a equipe. Conforme já adiantamos, o CMO agoradá ligar ao CGO.  Então é preciso reorganizar o tabuleiro no nível analítico e operacional também.

Confira, a seguir, as principais skills que você precisa avaliar na hora de construir um time preparado para lidar com o Marketing orientado a dados e com o Growth Marketing.

Atuação orientada a dados

Os dias de tomar decisões com base no instinto acabaram. O mesmo vale para a tomada de decisões baseadas exclusivamente no uso da estratégia HiPPO (opinião da pessoa mais bem paga).

O comerciante em crescimento moderno mergulha profundamente nos dados para descobrir quais estratégias estão funcionando e se sente confortável usando todas as ferramentas que permitem essa análise.

Criatividade

Parece um lugar comum, mas os melhores profissionais do “novo marketing” estão realmente dispostos a pensar de forma criativa. Eles nunca dizem “isso nunca foi feito antes, então por que tentar?”

Sem isso, o Airbnb nunca teria a ideia de fornecer serviços de fotografia profissional gratuitos para todas as pessoas listadas em sua plataforma.

O que alguns pensavam ser louco ou desnecessário, veio de uma sugestão de um funcionário; e acabou sendo um mecanismo fantástico para impulsionar seu crescimento.

Mentalidade hacker

Um profissional de Growth Marketing precisa saber se virar em todas as posições — e saber a quem recorrer quando não domina uma habilidade.

Em qualquer dia, ele pode criar um vídeo, otimizar a cópia do anúncio, implementar um novo teste A/B ou até mesmo codificar. Quanto mais e variado o conjunto de habilidades, mais ele pode agregar valor à organização.

Gostar de tecnologia

Por fim, todo e qualquer profissional de marketing que busca ser competitivo deve ser “tech friendly”. 

Não significa que um publicitário precise conhecer tecnicamente um sistema, mas ele deve saber da existência da aplicação, para que ela serve, como operá-la, a quem recorrer para aprender mais. 

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