Fique por dentro! Assine nossa newsletter

07/30/2020
Por
MJV Team

Open Banking: públicos, comportamento e experiências do mercado financeiro

Já faz um tempo que começamos a falar do potencial disruptivo que existe no Open Banking. Quando mergulhamos nessa jornada, ainda não havia nem o cheirinho das regulamentações, nem de sua chegada no Brasil. Mas isso já é passado.

O Open Banking já bate à porta: sua previsão está agendada para o dia 30 de novembro desse ano e a estimativa é que em outubro de 2021 toda a transição esteja completa. 

Que tal seguir com a gente para ver quais os impactos que a inovação aberta vai causar no mercado financeiro e o que você já pode fazer para se alinhar a esse novo cenário? 

A história do novo normal

Nos últimos anos, fomos atingidos por intensas e rápidas mudanças tecnológicas, que transformaram a vida cotidiana. 

Nos bancos, não foi diferente. A indústria sofreu forte aceleração em um curto espaço de tempo. Inteligência artificial, moedas virtuais, inteligência do consumidor e inovação aberta são só alguns fatores que já apontavam para um novo normal que emergia

Uma nova forma de oferecer serviços financeiros estava saindo do papel. Nesse combo, notamos a ascensão do Open Banking. Muitos gestores do segmento trouxeram o tema para suas agendas. 

Open Banking em 3, 2, 1

Temos aqui um combo matador

descentralização do dinheiro + usuários donos de seus dados

É isso que o Open Banking promete trazer para o segmento. 

Mas porque isso está acontecendo?

A tecnologia avança exponencialmente, e não costuma poupar nenhum segmento dos seus impactos. A regra é simples: é preciso se adaptar para sobreviver nos novos normais que se desdobram dela. 

O mercado financeiro não podia – até agora – ser considerado um segmento muito competitivo. Olhando sem romantismo podemos dizer que:

  •  A evolução sempre foi bem lenta
  • A falta de autonomia do usuário também era uma questão marcante

Vamos só dar um checada rapidinha na definição de Open Banking – ou banco aberto ou, ainda, sistema bancário aberto: 

O Open Banking propõe a abertura das APIs dos bancos. Sim, o compartilhamento de informações entre as instituições financeiras e terceiros, que podem ser fintechs ou até mesmo aplicativos. E assim temos o início de um novo ecossistema de soluções para os usuários. 

O objetivo é acelerar a inovação do segmento, sem investimentos exorbitantes em pesquisa e desenvolvimento.  

E o que essas APIs do Open Banking vão fazer? 

A promessa, como já dissemos, é colaborar com a inovação dos bancos para 

aumentar ofertas de serviços e dar mais autonomia para o usuário. Em um mundo cada vez mais user-driven, a solução cai como uma luva.

Antes de falarmos das APIs públicas, vale destacar que: 

olhando de relance, parece que o Open Banking pode canibalizar os serviços já oferecidos pelos bancos, sendo um grande vilão. 

Sabemos que mudanças costumam incomodar. No entanto, tem um potencial inovador que vale muito a pena. 

Agora, vamos de APIs!

A partir da abertura das APIs ao público, terceiros – fintechs e aplicativos – podem oferecer um ecossistema inteirinho de soluções aos clientes dos bancos. Dificultando bastante verticais de produtos. 

Atenção: Reter clientes passa a ser uma demanda de alta prioridade para todo o setor bancário. 

APIs são ótimas oportunidades para criar novos modelos de negócios bancários, iniciando o – tão necessário – processo de Transformação Digital, responsável por tirar as instituições financeiras da zona de conforto e guiá-las rumo à estratégias fundamentadas no usuário. 

O Open Banking propõe a elaboração de produtos e serviços 100% digitais e gera vantagens para o usuário final. 

Sim, a ideia não é resolver o problema do banco e de seus desenvolvedores, mas o do consumidor

O cenário criado pelo Open Banking

Nota-se a entrada de uma nova camada de tecnologia

Plataforma do banco (core  dos serviços bancários) 
Plataforma de API (publicação, gerenciamento, proteção, monitoramento, monetização) 
Plataforma de Fintechs e apps (customer experience)
Usuário

Quais os impactos do Open Banking? 

O sarrafo do UX subiu

Não há mais segurança em amarrar os clientes a uma série de serviços, criando uma forte dependência do usuário

O design ganha status de grande aliado para trazer diferencial, fidelizando e retendo o cliente.  O que isso significa?

O Open Banking exige a abertura do mercado financeiro, o que aumenta bastante a competitividade

Até então, a posse da informação era unicamente do banco. 

Mas as APIs públicas pedem a mobilidade dessa informação, dando acesso à outras empresas. 

O consumidor deixa de ser tão dependente assim das instituições. 

Identificar o que o cliente do seu banco quer e precisa para decidir ficar é a sua meta e prioridade. 

A gente já vai adiantar a resposta: experiências encantadoras

Usabilidade. Solução rápida de problemas. Facilidades. É isso que todas as fintechs vão se empenhar para oferecer. Na verdade, enquanto você lê esse texto, elas já estão se empenhando. 

A usabilidade empodera o cliente a resolver, em poucos cliques, seus problemas e ter seus desejos atendidos. Isso mantém a satisfação sempre ativa

Vale anotar no caderninho:

O Design cria uma vinculação. Sim, todo cliente que já tem o hábito de usar  determinado aplicativo para solucionar suas necessidades, sofre ao ter que mudar e se adaptar novamente a outra experiência, ou melhor, outra interface. 

Público: a amplificação do acesso 

Cerca de um terço da população mundial não é correntista de nenhum banco — são os chamados desbancarizados. Segundo o IBGE, no Brasil, esse número chega a 60 milhões de pessoas, metade da população economicamente ativa do país.

E-wallets e QR codes trazem uma enorme fatia de consumidores que não participavam do sistema bancário para o jogo. 

Entender esse target e pensar em soluções que satisfaçam seus desejos e necessidades podem proporcionar um bom incremento na rentabilidade dos bancos.

Nessa fatia, você vai encontrar variedade gigante de perfis: de prestadores de serviço, passando por motoristas de aplicativo, freelancers, profissionais do mercado informal, esbarrando nos youtubers, instagrammers e blogueiros até chegar nos usuários que não apresentam a renda mínima para obter serviços bancários.

Confira: Projetamos uma nova experiência bancária para democratizar o acesso de clientes de baixa renda aos serviços financeiros de um dos maiores bancos da América Latina. Vale ver esse case

O novo comportamento do usuário 

Os consumidores mudaram. E continuam mudando a cada dia. Hoje, sem dúvida, é totalmente deles o protagonismo, pois se tornaram (e continuam se tornando) muito mais exigentes e interativos. 

Os Millenials – ou Geração Y – surgiram nos anos 1980 e mudaram totalmente o comportamento de consumo em relação à geração anterior. Eles passaram a priorizar empresas, marcas e serviços que estivessem alinhados com suas prioridades, entendessem suas necessidades e, principalmente, oferecessem uma relação mais transparente com o consumidor. 

O interesse deles vai muito além de adquirir um produto ou contratar um serviço. O que eles querem é garantir uma experiência incrível

Mas não se faz um banco só de Millenials. E aqui voltamos a falar dos bankless. Eles não utilizam bancos em sua rotina. Não possuem contracheque, comprovação de renda, cartão de crédito, poupança e nenhum tipo de seguro. Mas consomem. E muito.

Não se esqueça da Geração Z. O segmento de público nascido entre 1995 e 2010 é nativo da Era Digital e representará 40% do mercado consumidor mundial ainda esse ano. Seus próprios hábitos de consumo refletem a força das mudanças tecnológicas. 

E agora, o que priorizar?  

Vamos listar aqui o que não pode faltar no seu plano de ação para oferecer experiências encantadoras. 

Propósito 

Surge a necessidade de ultrapassar as barreiras da própria organização e se comprometer com uma missão que impacte o mundo de forma positiva. 

Comunicação

É crucial produzir conteúdos relevantes. Dessa forma, seus consumidores terão condições de fazer escolhas cada vez mais conscientes em relação a qualquer produto. Priorize sua estratégia de relacionamento. Esteja disponível em diversos canais.

User Experience

O objetivo do UX é criar uma experiência realmente encantadora. Há um tempo, os consumidores exigem mais das marcas em troca do seu coração (e do seu dinheiro, claro!). 

Produtos e serviços sozinhos não são suficientes para desenvolver um negócio lucrativo e sustentável durante muito tempo.

Gestão de Riscos 

Não há risco maior do que o de interromper a continuidade do negócio

Manter um olho no presente e o outro em futuros possíveis é uma boa saída para isso. 

Quem já se rendeu ao design de futuros, possivelmente tinha cenários, como o que estamos vivemos agora, mapeados. Dessa forma, já tinha no cofre estratégias para se adaptar rapidamente e sem perder o ritmo.  

Processos

Novos tempos pedem novos processos também.  O cafezinho e o aperto de mão, tão frequentes na vida dos colaboradores, não fazem mais parte desse momento. 

Mas isso não quer dizer que o relacionamento com o cliente acabou. É necessário ressignificar esses micro-momentos, tão importantes para fechar um negócio. 

Há um ecossistema enorme de ferramentas capazes de promover essa proximidade – mesmo em um ambiente 100% digital. 

Confiança 

Crises. Indisponibilidade de informações. Altas taxas. Comunicação fria. Falta de interações digitais. Fraudes. Boom das redes sociais. Esses são os 7 responsáveis pelos arranhões nas instituições financeiras. 

Construir credibilidade é um importante passo para sair na frente nesse mundo remoto e digital. Ser transparente é a única saída – comprometa-se com o acesso à informação e lembre-se que ela sempre deve ser clara. 

Cultura Analítica 

Hoje, não há como ser competitivo sem Data Science e Analytics.

Nesse cenário de mudanças, ter operações mais inteligentes e orientadas por dados, sem perder a visão humana, é essencial para uma transição de sucesso. Entender o usuário é a força motriz dessa transformação tão urgente.  

É tempo de Meaningful Banking. Realinhe sua estratégia para uma mais humanizada, verdadeiramente conectada com seus clientes e colaboradores, ágil e totalmente digital. 

Podemos te ajudar nessa transição. Quer conversar sobre seus desafios na virada de chave dos bancos? Entre em contato com os nossos especialistas. 

Voltar

Fique por dentro! Assine nossa newsletter