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06/10/2020
Por
MJV Team

Open Banking e Blockchain: oportunidade ou nova realidade?

Vivemos um cenário mundial de incertezas. O novo normal e o pós normal ainda são grandes pontos de interrogação na cabeça das pessoas, dos países e das empresas. E a partir dessa nova configuração da realidade, a pergunta passou a ser: como será o futuro?

Dentro do ecossistema do setor bancário, muitas mudanças estão acontecendo. A mais expressiva foi a regulamentação do Open Banking no Brasil. Isso muda as regras do jogo para os bancos — e para os clientes. 

O mais importante, dentro desse contexto, é pensar na mudança como uma oportunidade de garantir um sistema financeiro resiliente, seguro e “anti-quebra” por meio de um novo portfólio de produtos e serviços user-centric. 

Sim, o centro do universo passa a ser o cliente. E a segurança de suas informações e dados precisa estar no topo da lista de prioridades. É aí que entra o Blockchain. Vamos falar mais sobre esse casamento nesse blog post. Acompanhe! 

Open Banking: a nova realidade do mercado financeiro mundial

No início de maio deste ano, o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central anunciaram a regulamentação do Open Banking em nosso país. Isso já era um movimento esperado e já estava no radar de muitas instituições financeiras. 

As regulamentações bancárias abertas aumentam a concorrência e a eficácia da prestação de serviços financeiros. Ao mesmo tempo, é preciso ter como prioridade a proteção dos dados pessoais dos clientes de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Nesse novo contexto, o Open Banking será como um norte para todo o sistema bancário, colocando-o a par da inovação global neste setor. 

O que muda exatamente? 

Essa transição não vai acontecer do dia para a noite. Para o Open Banking entrar em vigor é preciso que todas as etapas dessa regulamentação sejam realizadas dentro dos prazos. Se tudo ocorrer como planejado, o sistema funcionará plenamente no segundo semestre de 2021. 

O primeiro passo precisa ser dado pelas instituições financeiras, instituições de pagamentos e demais instituições. Elas precisam rodar de acordo com as regras que garantem o correto funcionamento do sistema e a segurança dos dados dos clientes. 

O usuário autoriza a utilização de seus dados. E as empresas entram com um protocolo de segurança robusto para que esses dados sejam transportados. Se cibersegurança ainda não estava na agenda da sua corporação, essa é a hora de voltar todos os olhares para isso.

Blockchain: criptografia e cibersegurança 

Blockchain é uma tecnologia baseada em um sistema distribuído. Ou seja, um sistema de transação online onde a própria rede é o validador. 

Nesse sistema distribuído, todos os pontos se conectam entre si, não existindo um ponto central. Todos os indivíduos são responsáveis por serem agentes reguladores das transações. São eles que dirão se a transação foi feita e se é válida. 

Cada bloco da cadeia carrega uma determinada quantidade de informações, como se fosse um histórico das transações que aconteceram entre os usuários. Essas informações dependem do tipo de bloco. 

Como isso acontece? Com matemática e criptografia.

Dessa forma, o Blockchain garante a segurança em qualquer transação. Ou seja, os clientes poderão ficar mais tranquilos — ou menos preocupados — em relação a possíveis roubos ou rastreamento de dados. E a cereja do bolo é que o Blockchain funciona para grandes e pequenas instituições financeiras.

Blockchain pode ser a solução que garante a viabilização do Open Banking. Até o Banco Central já está cogitando utilizar a tecnologia para viabilizar essa iniciativa. 

Open Banking e Blockchain: o banco do futuro?

Entendemos que o Open Banking e o transporte dos dados não serão aceitos com facilidade em um primeiro momento por parte dos clientes. É natural que exista uma resistência em compartilhar suas informações. Gera um desconforto. 

Nesse contexto, uma estratégia casada de Blockchain no contexto do Open Banking pode ser a aposta ideal para garantir a segurança no “transporte” dos dados dos usuários, de forma que eles fiquem mais seguros e confortáveis. Essa estratégia pode ser um grande diferencial para as empresas do setor financeiro.

O uso de Blockchain tem fit total com a realidade do Open Banking ao colocarmos em perspectiva dados e cibersegurança. 

Esta solução está em constante evolução e deve passar a ser utilizada com mais intensidade em um curto espaço de tempo. Inclusive, alguns especialistas e cientistas de dados acreditam que pode ser que o Blockchain não seja exatamente o viabilizar do Open Banking. Porém, será alguma outra tecnologia que terá o Blockchain como embrião. 

Criptomoedas serão o novo dinheiro?

Depois de entender como funciona o Blockchain e como essa tecnologia pode representar a viabilização do Open Banking no Brasil, tente responder a pergunta que originou esse blog post. Você acha que esse casamento seria uma oportunidade ou será a nossa nova realidade?

Aqui na MJV, nós apostamos que é uma oportunidade no presente e será uma realidade no futuro. Resta saber o que esse casamento pode trazer em médio e longo prazo, como a nossa realidade será afetada em termos práticos. Será que estamos falando de uma migração em massa para utilização das criptomoedas? Ou até mesmo do fim do dinheiro físico? Agora é só esperar as cenas dos próximos capítulos. 

O que é urgente no momento é que as empresas se conectem por empatia em toda a jornada do consumidor. Entendendo os estágios da vida do cliente e seu nicho de mercado se torna muito mais fácil criar uma boa solução para sua dor. E é aí que entra a tecnologia. Ou melhor, as tecnologias. 

Aqui, falamos especificamente de Blockchain. Mas muitas outras tecnologias virão para apoiar essa nova frente. UX, Devops, Blockchain, Data Science, IoT, RPA, Data Lake, Big Data… são apenas alguns exemplos. São elas que vão propiciar os princípios básicos do Open Banking: disponibilidade sistêmica, interoperabilidade e modularização dos serviços.
O que é importante ter em mente é que novos modelos de negócio vão aparecer; novos produtos financeiros vão aparecer. É preciso estar preparado.

Como sua corporação está olhando para o futuro? Já estão preparados para os novos desafios do setor financeiro? Vamos tomar um café (remoto) e conversar sobre isso. Entre em contato com os nossos especialistas!

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