12/17/2018
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MJV Team

Modelo Cascata x Modelo Ágil: qual usar em seu negócio?

Uma das primeiras decisões que os gestores de projetos de desenvolvimento enfrentam é: qual metodologia usar? Modelo Cascata ou modelo Ágil? Essa é uma escolha que define a forma como a produção de uma aplicação de software será gerenciada, os recursos que serão necessários, entre outros aspectos.

Elencar as diferenças entre as duas abordagens é um bom começo. E é justamente isso que propomos neste artigo. Continue lendo para conhecê-las em detalhes e fazer a melhor escolha!

O modelo Cascata e suas particularidades

Tradicional, o modelo Cascata é uma abordagem linear que conta com uma sequência de eventos mais ou menos essa:

  • Reunir e documentar requisitos;
  • Desenhar;
  • Código e teste unitário;
  • Realizar o teste do sistema;
  • Executar o teste de aceitação do usuário;
  • Corrigir qualquer problema;
  • Entregar o produto acabado.

Em um projeto onde o Modelo Castaca é usado, cada ponto desses representa um estágio distinto de desenvolvimento de software, e cada estágio geralmente termina antes que o próximo possa começar. Os requisitos geralmente são revisados e aprovados pelo cliente antes que o projeto possa ser iniciado.

Há coisas boas e ruins nessa abordagem. Confira, a seguir.

Os aspectos positivos do modelo Cascata

No modelo Cascata, desenvolvedores e clientes concordam sobre o que será entregue no início do ciclo de vida de desenvolvimento. Isso torna o planejamento e o design mais simples; o progresso é medido mais facilmente, pois o escopo completo do trabalho é conhecido antecipadamente.

Durante todo o esforço de desenvolvimento, é possível que vários membros da equipe estejam envolvidos ou continuem com outros trabalhos, dependendo da fase ativa do projeto. Por exemplo, os analistas de negócios podem aprender e documentar o que precisa ser feito, enquanto os desenvolvedores estão trabalhando em outros projetos. Os testadores podem preparar scripts de teste a partir da documentação de requisitos enquanto a codificação está em andamento.

Outra vantagem do modelo Cascata é que, exceto para revisões, aprovações, reuniões de status etc., a presença do cliente não é estritamente necessária após a fase de requisitos.

E mais: como o design é concluído no início do ciclo de vida de desenvolvimento, essa abordagem presta-se a projetos em que vários componentes de software devem ser criados (às vezes em paralelo) para integração com sistemas externos.

Por fim, o software pode ser projetado de forma completa e cuidadosa, com base em um entendimento mais completo de todos os produtos da aplicação. Isso proporciona um melhor design com menor probabilidade de “efeito fragmentado”, um fenômeno de desenvolvimento que pode ocorrer na medida em que pedaços de código são definidos e subsequentemente adicionados a um aplicativo em que eles podem ou não se encaixar bem.

Os possíveis problemas do modelo Cascata

Uma área que quase sempre fica aquém nesse modelo tradicional de trabalho é a eficácia dos requisitos. Reunir e documentar requisitos de uma forma significativa para um cliente é, muitas vezes, a parte mais difícil do desenvolvimento de software.

Os clientes às vezes são intimidados por detalhes; e detalhes específicos, fornecidos no início do projeto, são necessários no Modelo Cascata.

Além disso, os clientes nem sempre conseguem visualizar um aplicativo a partir de um documento de requisitos. Wireframes e mockups podem ajudar, mas não há dúvidas de que a maioria dos usuários finais têm alguma dificuldade em reunir esses elementos com requisitos escritos para chegar a uma boa imagem do que vão ter em mãos.

Outra possível desvantagem do desenvolvimento no modelo Cascata é a possibilidade de o cliente ficar insatisfeito com o software entregue. Como todos os produtos são baseados em requisitos documentados, um cliente pode não ver o que será entregue até que esteja quase concluído. Nesse momento, as mudanças podem ser difíceis (e caras) de implementar.

O modelo Ágil e suas particularidades

O modelo Ágil é uma abordagem iterativa que enfatiza a entrega rápida de uma aplicação em componentes funcionais completos.

Em vez de criar tarefas e programações, todo o tempo é dividido em fases chamadas “sprints”. Cada sprint tem uma duração definida (geralmente em semanas) com uma lista de entregas planejada em seu início. Entregas são priorizadas pelo valor do negócio, conforme determinado pelo cliente. Se todo o esforço planejado para o sprint não puder ser concluído, o trabalho é redimensionado e as informações são usadas para o planejamento futuro.

À medida que o trabalho é concluído, ele pode ser revisado e avaliado pela equipe do projeto e pelo cliente, por meio de compilações diárias e demonstrações de final de sprint.

A metodologia Ágil depende de um nível bastante alto de envolvimento do cliente durante todo o projeto, mas especialmente durante as revisões.

Da mesma forma que o modelo Cascata, há também coisas boas e ruins no modelo Ágil. Confira, a seguir.

Os aspectos positivos do modelo Ágil

No modelo Ágil, o cliente tem oportunidades frequentes e antecipadas de ver o trabalho sendo entregue e de solicitar mudanças ao longo do o projeto; ele ganha um forte senso de propriedade, trabalhando extensivamente e diretamente com a equipe.

Se o tempo de comercialização de um aplicativo específico é uma preocupação maior do que liberar um conjunto completo de recursos no lançamento inicial, o método Ágil ajuda a produzir mais rapidamente uma versão básica funcional que pode ser construída em sucessivas iterações.

Por fim, outra vantagem dessa abordagem é que o desenvolvimento é mais focado no usuário, provavelmente como resultado de uma direção mais frequente do cliente.

Os possíveis problemas do modelo Ágil

Um aspecto comumente visto como uma desvantagem dessa abordagem é que o alto grau de envolvimento do cliente, embora ótimo para o projeto, pode ser desconfortável para alguns clientes que simplesmente não têm tempo ou interesse por esse tipo de participação.

A metodologia Ágil também funciona melhor quando os membros da equipe de desenvolvimento são completamente dedicados ao projeto. E como ela se concentra na entrega e na redefinição frequentes, é possível que alguns itens não sejam concluídos dentro do prazo previsto. Sprints adicionais podem ser necessários, aumentando os custos.

As relações de trabalho próximas em um projeto Ágil são mais fáceis de gerenciar quando os membros da equipe estão localizados no mesmo espaço físico, o que nem sempre é possível. No entanto, existem várias maneiras de lidar com esse problema, como webcams, ferramentas de colaboração etc.

Por fim, a natureza iterativa do desenvolvimento ágil pode levar a uma refatoração frequente se o escopo completo do sistema não for considerado na arquitetura inicial e no design. Sem essa refatoração, o software pode sofrer uma redução na qualidade geral. Isso se torna mais pronunciado em implementações de maior escala ou com sistemas que incluem um alto nível de integração.

7 grandes diferenças entre o Modelo Cascata e o Modelo Ágil de desenvolvimento

Depois de rememorar os conceitos e verificar os pontos fortes e fracos dos modelos Cascata e Ágil, vamos agora colocá-los lado a lado para evidenciar suas diferenças. Confira:

  1. O processo de desenvolvimento de software é dividido em diferentes fases no modelo Cascata, enquanto a metodologia Ágil separa o ciclo de vida de desenvolvimento do projeto em sprints;
  2. Cascata é uma metodologia estruturada que muitas vezes pode ser bastante rígida, enquanto a metodologia Agile é conhecida por sua flexibilidade;
  3. No modelo Cascata, o desenvolvimento de software deve ser concluído como um único projeto, que é então dividido em diferentes fases. No entanto, a metodologia Ágil pode ser considerada como uma coleção de muitos projetos diferentes, que nada mais são do que as iterações das diferentes fases com foco na melhoria geral do software com feedbacks dos usuários ou da equipe de qualidade;
  4. No modelo Cascata, não há espaço para alterar os requisitos uma vez iniciado o desenvolvimento do projeto. A metodologia Ágil, por outro lado, é bastante flexível e permite que sejam feitas mudanças nos requisitos de desenvolvimento do projeto, mesmo após o planejamento inicial ter sido concluído;
  5. Todas as fases de desenvolvimento do projeto, como design, desenvolvimento, testes etc. são concluídas uma vez no modelo Cascata, enquanto que, como parte da metodologia Ágil, elas seguem uma abordagem de desenvolvimento iterativo. Como resultado, planejamento, desenvolvimento, prototipagem e outras fases podem aparecer mais de uma vez durante todo o ciclo de vida do desenvolvimento;
  6. Uma das principais diferenças entre Ágil e Cascata é sua abordagem individual em relação à qualidade e aos testes. No modelo Cascata, a fase de teste vem depois da fase de construção, mas, na metodologia Ágil, o teste é tipicamente executado simultaneamente com a programação ou pelo menos na mesma iteração;
  7. O modelo Cascata é um processo interno e não exije a participação de clientes; a abordagem Ágil se concentra na satisfação do cliente e, portanto, envolve a participação dele durante praticamente todo o projeto.

Conclusão

Como você deve ter concluído ao longo da leitura, o modelo Cascata pode ser considerado como um processo sequencial rigoroso, enquanto o modelo Ágil é um processo altamente colaborativo, levando a uma melhor participação da equipe e à resolução mais rápida de problemas.

O modelo Cascata é mais adequado para projetos que têm requisitos claramente definidos e nos quais a mudança não é esperada, enquanto o desenvolvimento Ágil suporta um processo no qual os requisitos devem mudar e evoluir. Assim, se você estiver planejando desenvolver um software que exigiria revisões frequentes e tiver que acompanhar o panorama tecnológico e os requisitos do cliente, o Ágil é a melhor abordagem a seguir.

Por fim, acrescentamos que modelo Cascata exibe uma mentalidade de projeto e foca seu foco estritamente na conclusão do desenvolvimento, enquanto a metodologia Ágil introduz uma mentalidade de produto que se concentra em garantir que a aplicação desenvolvida satisfaça seus clientes finais e se modifica conforme os requisitos mudam.

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