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06/05/2020
Por
MJV Team

Descubra quais os maiores drives de mudanças no comportamento da sociedade

Não é novidade para ninguém que entramos em um novo normal. A pandemia da Covid-19 ao redor do globo modificou completamente a nossa rotina, nossos hábitos, nossos sentimentos. São tempos sem precedentes, é verdade.

Quando chegarmos ao pós-normal, seja ele como for, seremos indivíduos completamente diferentes. E essas mudanças comportamentais da sociedade como um todo vão drivar muitas outras — inclusive, no cenário corporativo. Na verdade, muitas corporações já estão fazendo esse movimento. 

Aí entram algumas questões que ainda estão nebulosas. Que transformações serão essas? O que vai mudar exatamente? Como será a adaptação à essa nova realidade? Como minha empresa pode se adaptar? Ainda não temos essas respostas, mas algum spoiler do que acreditamos que será o futuro já podemos dar. Acompanhe!  

Que mudanças foram essas?

A pandemia mundial e o isolamento social para conter a proliferação do vírus abalaram as estruturas de tudo que conhecíamos: sociedade, relações corporativas, relações interpessoais e até mesmo o psicológico e o emocional. 

As empresas tiveram que adaptar seus planos de negócios e fazer um replanejamento estratégico para trazer soluções que fizessem sentido para o consumidor e suas novas dores e necessidades.

Vamos conferir algumas delas! 

Telemedicina

Os consultórios foram fechados, os médicos tiveram que se dedicar somente aos atendimentos de emergência em hospitais. Porém, a demanda para consultas médicas continuou existindo — de certa forma, até cresceu, pois os pacientes passaram a evitar hospitais de emergência médica para diminuir a possibilidade de contágio com outros pacientes infectados pela Covid-19.

E aí entra a tecnologia e possibilita que os consultórios sejam a casa do médico e a casa do paciente. A telemedicina já era um assunto comentado, mas ainda em fase embrionária no Brasil. A pandemia e o isolamento social não só aceleraram o processo, como o tornaram realidade.

Alguns planos de saúde entraram em campo, desburocratizando o processo do atendimento médico e possibilitando que profissionais credenciados atendessem através de suas plataformas — após treinamento e regulamentações. A vídeo-chamada do WhatsApp também tornou-se uma opção para os pacientes que não possuem plano de saúde e optam por consultas particulares. 

Você deve estar se perguntando: e se eu precisar de uma receita médica para adquirir um remédio? O CRM (Conselho Regional de Medicina) pensou nisso e lançou uma certificação digital para todos os médicos. A receita vai com um QR-code para ser lido na farmácia. Simples, rápido e seguro para o profissional e para o paciente. 

E mais rápido do que poderíamos imaginar, a logística do atendimento, diagnóstico e jornadas dos pacientes estava transformada. 

Pagamentos digitais e Invisible Money

Até o momento do isolamento social, muitas pessoas ainda podiam escolher se embarcavam ou não no mundo digital. O pagamento por sites e aplicativos ainda era visto como opção. 

A pandemia acelerou — ou praticamente obrigou — a adesão das compras pela internet. Vendedores ambulantes, idosos e pessoas sem banco são empurrados para essa realidade: abrindo contas digitais para receber apoio ou simplesmente pedir compras. 

Esse processo é chamado de “alfabetização digital”. E, à medida que ele aumenta, as empresas podem tirar proveito desse novo “mercado” e desenvolver um relacionamento

com novos produtos e serviços. 

O que era uma tendência para o mercado de varejo, passou a ser uma realidade. A grande maioria dos pagamentos de transações comerciais não envolvem mais o dinheiro físico. É o que chamamos de “Invisible Money” — ou dinheiro invisível. 

Para comprovar a força dessa tendência, pedimos que você tente se lembrar quando foi a última vez que usou dinheiro em espécie para comprar alguma coisa. Se foi difícil, provavelmente você já está totalmente adaptado aos pagamentos digitais e ao Invisible Money. E a tendência é que esse costume passe para outras gerações.  

Bem-vindo à era da Low-Touch Economy: a economia de pouco (ou nenhum) contato!

Delivery e logística

O sistema de entrega nunca foi tão fundamental para a saúde das empresas do setor de varejo. Passou de uma opção de entrega para a única opção para se manter no mercado. E executar essa adaptação rápida não foi uma tarefa simples, pois envolve planejamento, logística, segurança e adaptação para as boas práticas.

Nesse contexto, empresas de logística, marketplaces e varejo online entenderam que possuem uma responsabilidade cívica. E tiveram que fazer (muitas!) adaptações em suas dinâmicas de funcionamento. 

  • Procedimento correto para entrega e retirada
  • Classificar os produtos que podem ser enviados 
  • Padrão correto de embalagem de mercadorias 
  • Organização para pedidos em dias e horários de pico 
  • Atendimento e chat em vários canais: aplicativos, WhatsApp, Instagram etc.
  • Cuidados no manuseio de utensílios e máquinas
  • Recomendações para entregadores 
  • E principalmente: os cuidados que todos os estabelecimentos devem ter com a saúde de clientes, entregadores e funcionários. 

E agora damos três passos à frente para pensar nos desdobramentos dessa nova realidade.

  1. Os e-commerces automatizados e sistemas de entregas, combinados com trabalho remoto, permitiram que muitas pessoas não perdessem o contato com a civilização. Inclusive com mudanças residenciais, optando pela vida no campo, por exemplo. 
  1. Os entregadores dos aplicativos estão sendo chamados de heróis pela função fundamental que estão desempenhando. Porém, estão sujeitos a um perigo enorme, arriscando a própria saúde e a de seus familiares. 
  1. Carros sem motorista e entregas por drone. Seria esse o resultado da pressão que os grande aplicativos de entrega estão sofrendo por conta do risco que seus entregadores estão correndo? Isso poderia significar uma onda ainda maior de desemprego para esses trabalhadores. 

Lojas autônomas

As lojas autônomas, em que o cliente precisa apenas de um celular e um aplicativo para fazer e pagar suas compras, já eram uma realidade.  Interagir com atendentes e enfrentar filas para pagar já estava se tornando algo obsoleto. 

Com a pandemia e as medidas de segurança para prevenir o contágio do coronavírus, contato virou sinônimo de risco. Cada vez mais, tocaremos menos. Voz e reconhecimento de retina passam a ser as novas regras para realizar compras. 

Nesse contexto, as lojas autônomas ganham ainda mais protagonismo. Em um mundo cada vez mais omnichannel, esse novo modelo ganha ainda mais força. Se você ainda não passou por esse experiência de comprar em uma loja autônoma, pode ter certeza que em breve passará. 

A Amazon Go, nos Estados Unidos, e a Bingo Box, na China, saíram na frente e iniciaram a corrida entre os fabricantes de software e hardware para aprimorar cada vez mais a tecnologia. 

Já era um caminho sem volta. E a pandemia veio para chancelar ainda mais essa nova tendência. Novamente, a era do Low-Touch Economy prova que veio para ficar.

O novo entretenimento

Independente de como você se divertia antes da pandemia, certamente não é a mesma forma que se diverte agora, certo? Nossos hábitos mudaram drasticamente e foram adaptados para essa nova realidade. 

Consumo, entretenimento e telecomunicações atingiram um nível totalmente novo. Vamos conferir algumas mudanças que o novo normal trouxe em termos de entretenimento. 

1- A febre das lives

As lives no YouTube e Instagram viraram uma febre entre os “quarenteners”. Sejam shows de músicas, espetáculos de teatro e circo ou até debates políticos, as pessoas passaram a se reunir na sala ou fazer vídeo-chamadas para assistir juntos, como uma forma de manter a socialização. 

Isso modificou radicalmente a lógica da televisão em relação ao conteúdo. O vídeo disparou na frente do texto e da imagem. O Instagram desbancou os canais de TV e até mesmo o YouTube e passou a ser o “dono” do horário nobre. 

Isso ressignifica totalmente o monopólio da informação. Para falar e ser ouvido, hoje, não é preciso nada mais que um perfil no Instagram e um conteúdo interessante, que toque seus espectadores. 

2- Exercícios 

Se antes você frequentava a academia ou praticava atividades ao ar livre, agora certamente adaptou um cantinho da sua casa para realizar os treinos orientados por aplicativos ou lives de treinadores e personal trainers no Instagram. 

3- Encontros virtuais

Somos seres sociais. E, em isolamento, o que não falta são posts nas redes afirmando o quanto sentimos falta da rotina de encontros e interações. 

Como não podia deixar de ser, mais uma vez a tecnologia trabalha a nosso favor. Encontros virtuais, seja para trabalho ou diversão, permitem que possamos nos movimentar, apresentar ideias, compartilhar slides, explicações e, claro, emoções.

4- VR e AR

Seja para quem não dispensa uma volta no shopping com direito a entrar em várias lojas antes de escolher suas compras, seja para fins corporativos em salas de reuniões virtuais, para estudos e palestras em salas de conferência ou até mesmo para matar as saudades do escurinho do cinema, os ambientes de VR (Realidade Virtual) e AR (Realidade Aumentada) foram as soluções que “substituíram” essas atividades. 

Conclusão

As dificuldades desse momento são comuns para a maioria das pessoas no mundo todo. Nunca estivemos tão unidos no combate ao mesmo problema. O mesmo ocorre no cenário corporativo: as empresas estão enfrentando desafios iguais ou muito parecidos. 

E não tem jeito. O momento pede adaptação, colaboração e resiliência. É hora de reestruturar seu plano de negócios, calibrar as estratégias e se adaptar a um novo caminho — ou descobri-lo. Não é uma tarefa fácil, mas é possível.

Que tal conversarmos sobre isso com um café remoto e pensarmos juntos em soluções para sua empresa? Entre em contato conosco!

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