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02/09/2021
Por
MJV Team

O que são microsserviços e como funcionam?

Para explicar o que são microsserviços e como eles funcionam de forma prática, vamos fazer um paralelo com uma metodologia que está mais do que incorporada à realidade da MJV – algo que corre em nosso DNA: as práticas ágeis.

Imagine a seguinte situação: você tem a missão de mover uma grande pedra de um lado a outro de uma sala. Você pode fazer de duas formas diferentes, certo? 

  • Primeiro: mover a pedra toda de uma vez, fazendo um esforço enorme e demorado. Ao final, ainda corre o risco de ter levado a pedra para o lugar errado e ter que recomeçar todo o processo, gerando retrabalho e perda de tempo (e dinheiro!).
  • Segundo: dividir a pedra em várias pequenas partes e ir levando peça por peça até seu destino final. Caso aconteça algum imprevisto nesse processo, basta replanejar e redirecionar os esforços – ou melhor, as pedras. São pequenas partes que se complementam ao longo de um esforço para chegar ao objetivo final. 

Imaginamos que você saiba que a segunda forma de fazer é a que está relacionada com agilidade. E é dessa forma que funcionam os microsserviços: cada pedaço de uma aplicação é feito separadamente, diminuindo a possibilidade de erros. 

Vamos te dar outra situação hipotética para ilustrar. Provavelmente, essa faz muito mais parte da sua rotina do que mover pedras: fazer uma compra online

Você entra no site e clica na busca. Pronto! Já acessou o primeiro microsserviço. Depois, seleciona o que deseja incluir no carrinho. Segundo microsserviço. Agora você ficou em dúvida do que escolher e deu uma olhadinha no sistema de recomendação de produtos. Bingo! Mais um serviço!

A arquitetura de microsserviços funciona assim: segmentando cada função essencial de uma aplicação para que ela funcione de forma independente da outra, porém trabalhando juntas, é claro! Dessa forma, proporciona a diminuição de falhas inevitáveis, escalabilidade, granularidade e uma aplicação bem mais leve. Isso sem falar na facilidade muito maior de integrar novas funcionalidades quando necessário. 

É quase como levar pequenas pedrinhas de um lado para o outro de uma sala, só que não tão simples assim. A arquitetura de microsserviços é mais do que um mero acoplamento flexível das funções essenciais de uma aplicação. Estamos falando de uma restruturação das equipes de desenvolvimento e da comunicação entre serviços. 

Mas nem sempre foi assim… antes dessa arquitetura ser uma realidade, existia um grande e único bloco. Sim, mais ou menos como a grande pedra do exemplo lá de cima. Vamos explicar melhor no próximo item. Confira! 

A Arquitetura Monolítica ficou para trás? 

Na abordagem tradicional monolítica, toda a aplicação é criada como um único bloco. Nessa estrutura, os serviços dependem uns dos outros – grosso modo, como um monolito, daí o nome.

Dessa forma, até as alterações mais simples de uma aplicação demandavam uma atualização da versão completa. Isso leva tempo e atrasa o trabalho de muitas equipes que dependem da aplicação para desempenhar suas atividades. 

E se essa atualização simples causar um erro? Aí não tem jeito: é preciso desativar a aplicação inteira para corrigir o problema. 

Parece uma estrutura do passado, mas não é tanto assim. Algumas empresas ainda rodam dentro dessa arquitetura monolítica. Veja: ela é viável para aplicações pequenas. 

Por ser mais antiga, essa arquitetura ainda é utilizada. Uma grande fatia do mercado de desenvolvimento de software ainda não aderiu ao “hype” dos microsserviços e ainda roda na arquitetura monolítica.

Porém, esse cenário tende a mudar cada vez mais rápido. O mercado está fazendo um movimento de mudança diretamente ao (adivinhe só!) desenvolvimento ágil. 

A rápida ascensão do Ágil foi inversamente proporcional a adesão da arquitetura monolítica. Isso porque esse tipo de arquitetura e o desenvolvimento ágil não formam uma dupla, vamos dizer, com encaixe perfeito. Lembra da pedra? Pois é. 

As corporações que contavam com desenvolvimento de aplicações robustas optaram rapidamente pelos microsserviços – mesmo que fossem necessários muitos deles. Isso porque uma única alteração poderia ser responsável por comprometer o funcionamento de muitas outras. 

Logo, grandes empresas em expansão não podem mais se dar ao luxo de sofrer com seus serviços fora do ar, com erros ou inativos. Isso pode representar um prejuízo incalculável, dependendo do tempo necessário para reparo. 

Uma informação importante: não precisa migrar da noite para o dia. É possível uma união de arquitetura monolítica e de microsserviços. E isso pode ser até realizar a migração completa ou o funcionamento normal da sua área de desenvolvimento. 

Você pode estar se perguntando: em que fase de maturidade está a minha TI? Será que teríamos estrutura para fazer essa migração robusta de uma arquitetura para outra? Calma. Foi pensando exatamente em ajudar as empresas a entenderem em que nível sua TI está que construímos a ferramenta Teste de Maturidade da TI. 

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5 benefícios da arquitetura de microsserviços

Como você pode imaginar, o novo hype do setor de TI já tomou de assalto algumas gigantes do mercado. Ninguém menos que Netflix e Spotify já divulgam a receita do sucesso ao transformar sua gigante aplicação em mais de 500 microsserviços.

Josh Evans, da plataforma de streaming, divulgou um vídeo em que fala sobre como microsserviços podem ser caóticos, mas ao mesmo tempo abrem um universo inteiro de possibilidades.

Mas por que essa adesão tão rápida? 

Bem, com os microsserviços, suas equipes e demandas do dia a dia se tornam mais eficientes através do desenvolvimento distribuído. 

Além disso, lembre-se da história da pedra: é possível desenvolver vários microsserviços ao mesmo tempo. Sim, você pode ter vários desenvolvedores trabalhando ao mesmo tempo em uma mesma aplicação.

O que isso representa? Menos tempo gasto com desenvolvimento

Além desses que já falamos aqui (e ao longo de todo esse artigo), separamos mais 5 benefícios da arquitetura de microsserviços para você conhecer. Confira!

E aí? Conseguimos te mostrar um caminho alternativo à tradicional arquitetura monolítica? Aqui na MJV, nós juntamos inovação e tecnologia para pavimentar o caminho de nossos clientes e parceiros rumo ao sucesso no novo normal. 

Acreditamos que tecnologia e inovação não funcionam sozinhas. Precisam estar juntas para conduzir as empresas até a vanguarda do mercado. E você: preparado para virar a chave do monolito para os microsserviços?

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