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06/24/2015
Por
MJV Team

4 Lições do Design Thinking para a criação de aplicativos

As grandes marcas do varejo estão na vanguarda do processo de transformação digital das suas operações, criando novas ferramentas para os seus colaboradores e clientes, como Aplicativos de Vendas Mobile.

O Design Thinking traz uma visão holística para a Inovação e imerge no negócio, passando a conhecer seus tipos de clientes e a experiência dos usuários (UX) internos e externos. Nesse post você vai conhecer, através de um exemplo do mercado de varejo, 4 lições do Design Thinking na criação de aplicativos.

Lição 1: Pesquisa de Imersão profunda

Descobrir como será a interação dos usuários com o App da loja e a fluidez desse processo é parte de uma boa Pesquisa de Imersão, pois o varejo possui necessidades específicas na sua logística de vendas.

O Design Thinking estuda os fluxos internos entre os stakeholders, por exemplo entre a gerência e os estoquistas. O time da loja é estudado a fim de que seja mapeado o sistema de trabalho e sua eficiência, além de oportunidades adjacentes. O aspecto humano do negócio é algo fundamental!

Conhecendo os processos do Varejo

Mapeamento de Stakeholders em Imersão no Design Thinking - MJV Tecnologia & Inovação Imagem: Relação entre o Back Office, o Front Office e o Cliente

Para inovar em qualquer processo de venda, seja offline ou online, é necessário conhecer:

    • No(s) ponto(s) de venda(s), é preciso ver como o vendedor se relaciona com o cliente, com o estoque, qual a sua autonomia e flexibilidade para negociação, como é feito o cadastro dos clientes e como é feito o acompanhamento da venda.
    • No estoque, é necessário saber como é o reconhecimento dos produtos, o controle do estoque, verificando a percepção dos colaboradores a respeito dessa experiência.
    • Da gerência, é relevante checar quais são seus métodos de acompanhamento, planejamento e processos de mudança.
    • Do consumidor, é fundamental obter opiniões, sentimentos, sugestões e saber selecionar aquelas que auxiliem na Inovação.
    • Dos funcionários, são pedidas descrições e ideias retiradas do seu dia-a-dia: dificuldades e motivações são informações valiosas.

Lição 2: Criando Personas

No Design Thinking, identificar personalidades que irão usar o sistema a ser criado é chamado de Método Personas.

A relação entre o Back Office, o Front Office e o Cliente, quando estudada profundamente, pode gerar também as soluções de tomadas de decisão a partir dos dados, melhorando a gestão do relacionamento com o cliente.

Lição 3: Cocriação de soluções, a Ideação

Com esse mapeamento, será possível saber as necessidades do negócio para as funcionalidades desse(s) App(s), inteligentes e conectados com a verdadeira cultura organizacional da empresa, já propondo a melhoria de algum processo, caso necessário. Daí parte-se à fase de Ideação, em que são propostas muitas soluções, de maneira conjunta.

A Cocriação é parte de uma tendência global da Inovação, em que as ideias são geradas coletivamente, em Workshops ou outros eventos junto aos funcionários, gestores ou clientes.

Lição 4: Tudo integrado, operação e Apps: o Ecossistema Digital

A depender da atuação da empresa, não servirá apenas um aplicativo, mas serão vários integrados: um Ecossistema Digital. E tratando-se de produtos digitais, o aprimoramento e a avaliação são sempre necessários. E mais, é preciso definir KPIs (Indicadores Chaves de Performance) para avaliação desses resultados.

As soluções digitais são personalizadas para cada empresa, atendendo às demandas identificadas durante o processo de Imersão. Por exemplo: informações do estoque podem ser atualizadas para os vendedores e para os clientes através dos Apps. Os vendedores podem dispor de um aplicativo que os conecte com o Back Office e o cliente pode dispor de um App pensado especialmente para ele, tendo como foco a melhor e mais rápida experiência de compra possível.

Conclusão

O percentual de Aplicativos que são rapidamente esquecidos é muito alto. Tanto é verdade que a Google criou a expressão “app-nésia” para descrever o que os usuários fazem com os Apps inúteis, lentos ou sem funcionalidade: deletam-no o mais rápido possível!

As características de um bom App são, basicamente: ser simples, direto e facilitar a vida dos usuários. Por isso, seguir o processo de Design Thinking traz lições valiosas das reais demandas envolvidas, a fim de remover obstáculos ao objetivo final do App.

Gerando conhecimento sobre os desafios, é possível criar ideias e engajar as pessoas interessadas nas soluções digitais inovadoras. Por fim, será preciso prototipar e testar as melhores propostas.

E o trabalho continua. Qualquer mudança no mercado, cenário ou fluxo interno poderá exigir atualização do App. A navegação precisa de um brainstorm próprio, pois as telas de Abertura, Login, Busca, Compra, e todas as que forem necessárias devem ser totalmente práticas e intuitivas.

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