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08/18/2020
Por
MJV Team

FMCG: que tecnologias promovem as maiores revoluções no setor

Preparamos esse post para falar sobre os maiores desafios das indústrias do Varejo e das Fast-Moving Consumer Goods e como a tecnologia tem potencial para solucionar esses complexos desafios.

A transição é digital. 

Antes de seguirmos nosso post, vamos afirmar o seguinte: os dados superaram definitivamente o petróleo e são o ativo mais valioso do mundo. 

A gente sabe que não tem muita novidade nessa assertiva, mas é um ótimo fio condutor para o que vamos falar aqui. Logo aí embaixo, vamos explicar rapidinho como o petróleo perdeu o posto.

Segundo a Revista Forbes e a Brand Finance, essas eram as empresas mais valiosas do mundo em: 

2010 

  1. Exxon mobil (petróleo e gás) 
  2. Apple (tecnologia) 
  3. Berkshire Hathaway  (investimento) 
  4. General Electric (variados) 
  5. Wallmart (varejo) 

2019

  1. Apple  (tecnologia)
  2. Google (tecnologia)
  3. Microsoft (tecnologia)
  4. Amazon (varejo)
  5. Facebook (mídia)

2020 

  1. Amazon (varejo)
  2. Google (tecnologia)
  3. Apple (tecnologia)
  4. Microsoft (tecnologia)
  5. Samsung (tecnologia)

Note: em apenas 9 anos, as empresas de tecnologia desbancaram os demais setores.

Não há dúvida, em pouco tempo todas as empresas serão orientadas a dados – algumas já estão nessa jornada – e isso não é diferente quando falamos das Fast-Moving Consumer Goods (FMCG). 

Os impactos da pandemia, o largo avanço tecnológico, as questões ambientais somados às mudanças no comportamento do consumidor são drivers que apontam para a urgência da transformação digital nas FMCGs. 

Esperamos que esse conteúdo colabore com direcionamentos para o Planejamento Estratégico do seu negócio em 2021. 

Os pain points do Varejo e das FMCGs

Antes de falar das tecnologias em si, vamos trazer um panorama  do que está acontecendo – e também para acontecer – com esse mercado, o que mudou e quais os desafios mais latentes. 

Com o desenho desse cenário ficará mais fácil entender em que tecnologias investir. 

O segmento das Fast-Moving Consumer Goods sempre foi B2B. Sua logística conta muito com o pequeno varejista, por isso é bem pulverizado. Grande parte da sua produção é vendida por minimercados, padarias e restaurantes. Dessa forma, a logística das empresas depende bastante de outros negócios para a venda. 

A pandemia gerou uma série de impactos econômicos nesses pequenos negócios. É justo aí mora uma incerteza capaz de assombrar um bocado o mercado:

  • Será que essa imensa carteira de pequenos varejistas volta com musculatura para sustentar esse modelo de negócio? 
  • Será que eles vão falir?

Nasce a preocupação do segmento de FMCG em ajudar o pequeno varejista. Por outro lado, torna-se mais latente a urgência em promover a digitalização de alguma forma e explorar outras frentes de negócios para escoar a produção. 

Há também um caminho em tornar-se um negócio B2C – vendendo também diretamente para o usuário final. 

É preciso levar em consideração a estrutura que o setor teve até agora – por ser B2B, é muito grande e muito pesada. Como seria a jornada de entrega de pequenos pedidos – uma latinha ou 1 litro de refrigerante – diretamente para o cliente?

Hoje, dentro da estrutura vigente (B2B), entregar pedidos pequenos é muito caro. Eles não contam com jornadas pensadas para o usuário final. Tudo gira em torno desse ecossistema de pequenos varejistas. 

Temos 4 grandes desafios do mercado aqui: 

B2C

Há oportunidades enormes por trás desse olhar para o desenvolvimento last mile. Até porque, hoje, não há nada estruturado para a demanda. É necessário criar esse nova rede e cadeia logística last mile quase do zero.  

A pergunta que fica é: o que muda (deve mudar) dentro do setor é a abertura dessa frente last mile

É importante lembrar que, mesmo para empresas de grande porte, há uma série de obstáculos até que isso seja implementado e faça parte da natureza do negócio. 

Fábricas Inteligentes

Quando o assunto são as fábricas, há uma urgência pela indústria 4.0. Não há dúvidas que as fábricas inteligentes possibilitam uma enorme redução de custos aliada, ainda, a ascensão da eficiência.

Mas é preciso notar que estamos falando de um segmento que conta com enormes plantas fabris. Antes de embarcar nesse caminho sem volta, é necessário aculturar esse modelo sem contato humano.

Uma dica importante: com certeza, um bom início é a automação dos processo mais simples que geram menos riscos à produção. 

Consumidor 

O consumidor está mudando – bastante – seus hábitos de consumo, as prioridades na hora de decidir uma compra, a forma com que se relaciona com marcas e causas. 

Outro desafio, ainda no âmbito dos novos padrões de comportamento dos usuários, é o crescimento da ingestão – e da escolha –  de alimentos mais naturais. 

Novas equações aparecem carregando pontos como sustentabilidade, preço, qualidade, propósito e verdade. 

Mergulhar nas águas profundas do comportamento do consumidor é o início dessa jornada. O divisor de águas aqui mora na importância de saber, antes mesmo do que o próprio usuário, o que ele vai querer, o que vai procurar, precisar, gostar e digitar. 

Essa é uma reflexão mais do que necessária, pode anotar: 

como pensar nessa demanda de personalização sem esquecer da margem, do modelo fabril e da escala? 

É preciso pensar em produtos e serviços para outros nichos – pequenos clusters e pequenos mercados -, mas sem deixar de lado os objetivos de negócio. 

Vale lembrar que muitos projetos morrem por conta dessa falta de alinhamento com uma das pontas (usuário-negócio). As soluções até nascem com potencial, mas não levam em conta a própria natureza do negócio – modelo fabril em larga escala. 

O resultado, nesses casos, são margens de lucro muito baixas. O investimento em planta de fábrica para sustentar o novo produto é muito alto para o retorno. 

A esteira de inovação acaba não gerando resultados muito satisfatórios. O valor para a companhia da inovação não está alinhado, não faz sentido. 

Home office 

O trabalho remoto também prejudicou bastante o setor. Grande parte dos lucros vem dos single servers (pacotes unitários). 

Note que quando o usuário não está em casa, ele consome esses pacotes unitários. Porém, no modelo remoto, o consumidor passa a escolher os pacotes família. 

Por mais que o consumo dentro de casa tenha aumentado, a margem de lucro acaba sendo menor. Esse é mais um desafio que pinta no setor. 

Disrupção de mercado: os motores das mudanças 

Migração 

A adoção da gestão de trabalho remota cria possibilidades para o êxodo das cidades. E esse comportamento gera desdobramentos para uma produção própria de alimentos. 

Impressora 3D

As impressoras 3D prometem, já nos próximos anos, imprimir mais de 30 materiais diferentes – inclusive comida.

Entender o que o consumidor vai escolher comprar pronto no mercado, o que irá produzir em casa e o que ele vai preferir imprimir é o passo 1 para se alinhar ao potencial de mudanças que a impressora 3D carrega em si.  

Comida

O desenvolvimento de comida em laboratório, como é o caso da proteína (vegetal e animal), está cada vez mais próximo da vida dos usuários. 

Há um cenário que começa a se mostrar: 

Hoje, o gado é caro e a produção de proteína animal gera bastante poluição. 

Dessa forma, a alimentação mais sustentável ganha força. A diminuição do consumo de  carne de animais – por conta até da facilitação de pandemias – ganha cada vez mais adeptos e faz cada vez mais sentido. 

Calma! Nem tudo está perdido. Apresentamos os pain points. Agora, vamos às tecnologias que podem colaborar com a solução desses desafios. 

A transformação é digital: invista em tecnologia 

Uma nova economia já está entre nós! Já dá até para sentir o cheiro. É lógico que ainda não está pronta, nem rodando em plena capacidade. Mas já está aqui, desenhando o futuro. 

Esse futuro que aporta é, sem sombra de dúvida, digital. Na verdade, 100% digital. A pandemia só nos fez experimentá-lo mais cedo. Não há como fugir da Transformação Digital.  

Indústria 4.0 

É o fenômeno da adoção de ferramentas, recursos e serviços tecnológicos inovadores para otimizar a gestão dos mais variados aspectos industriais. 

Isso nada mais é do que a automatização de aparelhos, dispositivos, máquinas, processos ou sistemas, criando a possibilidade de migrar esses colaboradores para tarefas mais estratégicas. 

Aposte nesse processo, se tem como objetivo: 

  • Incrementar a agilidade dos seus processos de negócios.
  • Melhorar a experiência do cliente.
  • Mudar o escopo dos funcionários, torná-los menos operacionais e mais estratégicos, gerando mais satisfação e resultados. 
  • Redução de custos. 
  • Obter dados dos processos fabris, produzindo mais insights e tomadas de decisões mais analíticas.
  • Uma gestão orientada a dados.
  • Potencializar a margem de lucro – produzir mais, com mais velocidade, em menos tempo e com custos menores. 

Big Data 

Quando falamos em Big Data, estamos nos referindo à geração exponencial de  dados, bem como o processamento e o compartilhamento extremo dessas informações — em quantidade e velocidade.

Não é exagero dizer que podemos comparar dados com petróleo. Aliás, com a derrocada do recurso não-renovável e a evolução exponencial da produção de dados e da tecnologia, nós apostamos que o jogo vai virar em breve.

Invista em uma estratégia de Big Data, se quer:

  • Conhecer melhor seus clientes.
  • Dimensionar o que eles dizem, pensam e sentem.
  • Criar produtos e serviços mais aderentes.
  • Tomar decisões com mais agilidade e eficiência. 
  • Orientar seu negócio a dados. 

Gêmeos digitais 

Os Digital Twins são representações digitais de ecossistemas físicos. Mais especificamente, são ativos virtuais de produtos, processos e operações industriais. Simulações que redesenham linhas inteiras de produção em minutos, levando a tomada de decisão a outro patamar.

Para entender o que há por trás desses irmãos, listamos quatro aplicações: 

  • Analisar e simular condições do mundo real
  • Responder às mudanças
  • Melhorar operações
  • Tornar as tomadas de decisões mais eficientes

Vale considerar a tecnologia, se precisa de resultados como:

  • Redução de custos
  • Previsibilidade dos ganhos 
  • Mitigação de erros
  • Soluções inovadoras
  • Cultura de teste
  • Governança de Dados

Blockchain

Ao escutar a palavra Blockchain, muitas vezes parece que estamos falando unicamente sobre as famosas bitcoins. Mas ele está muito longe de ser só isso. 

A tecnologia é uma solução potente para o setor. Ainda mais quando o assunto é exportação. A partir do Blockchain é possível promover a rastreabilidade dos alimentos. 

A transparência da informação nunca foi tão relevante – e isso tem a ver com um Meaningful FMCG. Mas, veja, não estamos falando apenas da LGPD e da GDPR. Aqui a questão é a como esses alimentos são produzidos. 

O Blockchain é capaz de rastrear a origem e o destino de cada alimento que vai para a prateleira, passando por todos os elos da cadeia de suprimento – da produção até o usuário final.  

Data Science 

É um fato: dados e Ciência de Dados vão permear o futuro. Ainda mais agora, com os impactos da pandemia. Nesse contexto, estamos aumentando ainda mais a produção desses dados. E isso é notório para todos.

Nesse processo de transição que vivemos, em que o novo ainda não está pronto e o velho não funciona mais, trazemos um pequeno spoiler: há muitas oportunidades além do core business. Essa é uma boa hora para olhar isso. E a Ciência de Dados vai ajudar bastante. 

Data Science é a tecnologia que você precisa, se está buscando solução para: 

  • Processar, armazenar e a visualizar dados.
  • Entender a dimensão dos dados do seu negócio: modelando e resumindo grandes conjuntos de dados.
  • Criar insights mais alinhados.
  • Entender a realidade que nos cerca.
  • Automatizar processo, otimizando e acelerando análises.
  • Criar sistemas mais inteligentes e com menos falhas.
Acesso ao Ebook Design Driven Data Science
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