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7 erros comuns na adoção das metodologias ágeis

Mais importante do que adotar as Metodologias Ágeis na sua corporação, é adotá-las de forma correta. Confira o que não fazer na hora de virar a chave para o mindset Ágil!


A palavra do momento é agilidade. De olho no crescimento de muitos negócios, sobretudo startups, as empresas têm encontrado nas Metodologias Ágeis novas formas de trabalho para atingir seus objetivos.

Produtividade, dinamismo, eficiência, engajamento do time. Parece o resultado perfeito, certo? Exceto pelo fato de que muitas empresas cometem erros no caminho até ele.

Por que será que muitos negócios cometem equívocos ao implementar as metodologias ágeis? Quais são as principais falhas? O que fazer para evitá-las?

Continue lendo e descubra os 7 erros mais comuns na adoção de metodologias ágeis.

Mundo remoto, mundo Ágil

Com a mudança no cenário da maioria das corporações ao redor do globo, o mundo passou a ser totalmente remoto. Isso trouxe diversas mudanças na rotina dos colaboradores e das empresas. 

A adaptação foi obrigatória. E teve que ser rápida, eficiente e… Ágil.

Nesse cenário, as Metodologias Ágeis ganharam ainda mais destaque quando colocamos em perspectiva fatores como produtividade, eficiência, engajamento de times

Para projetos dinâmicos, com entregas feitas em partes, podemos dizer que o Ágil se tornou praticamente obrigatório e fundamental para o bom desempenho dos times envolvidos. 

O mercado escolheu o Ágil. E abraçou tudo o que vem nesse pacote: seus processos, frameworks, ferramentas e cerimônias. A Transformação Ágil é, antes de tudo, um mindset. Entenda porquê.

Nesse contexto, muitas empresas aceleraram a implementação das Metodologias Ágeis. O que parece uma decisão bastante sagaz. Porém, ao realizar o processo às pressas, corre-se o risco de que algumas etapas fundamentais fiquem pelo caminho. 

Listamos aqui os principais erros na adoção das Metodologias Ágeis. Confira nossas dicas e entenda como não fazer. 

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7 erros comuns na adoção das metodologias ágeis

Vamos começar com uma dica importante: não existem atalhos. Quer conferir outras? Então acompanhe a lista que preparamos com os 7 erros mais comuns na hora de trazer o Ágil para a sua corporação.

1. Fazer uma virada de chave radical

Mesmo tendo em vista que as Metodologias Ágeis são o menor caminho para equipes organizadas e engajadas e resultados exponenciais, também é importante frisar que uma mudança de modelo corporativo é algo que precisa ser feito com muito cuidado e responsabilidade.

Se você estiver pensando em virar a chave e implementar as Metodologias Ágeis na sua empresa, tenha em mente que não é algo que deve ser feito do dia para a noite. Inclusive, é aí que mora o perigo.

As Metodologias Ágeis são adaptáveis e fáceis de implementar. Portanto, é fácil cair no erro de trazer o Ágil para a rotina de forma rápida e súbita. Porém, não é indicado.

Existem processos que precisam ser feitos ao trilhar esse caminho que não podem ser ignorados para que uma mudança seja bem-feita e bem-sucedida. Vamos falar de alguns deles ao longo dessa lista.

2. Não saber por onde começar

Esse é um erro normal. Ao olhar para a sua rotina, seu setor e até de forma macro para a sua empresa, você percebe que existem muitos processos que estão errados e que precisam de melhorias.

Porém, o que fazer primeiro? Qual deve ser a prioridade? Que setores devo priorizar na hora de começar a adoção das Metodologias Ágeis?

As perguntas são muitas. E isso é normal. O que não pode acontecer é, nesse momento, se guiar pelo achismo. Por mais tentador que seja, não é hora de seguir sua intuição.

Nesse primeiro momento, o Design Thinking pode ajudar um bocado a responder as perguntas, mapear as dores e trazer caminhos possíveis. 

3. Não saber qual framework utilizar

É bem comum que aconteça uma confusão de termos dentro das Metodologias Ágeis. Existe muito conteúdo e todo tipo de informação sobre isso. 

Scrum? Lean? Kanban? Smart? SAFe?

São muitas opções e uma parece melhor do que a outra? Ou fica difícil decidir qual a melhor para a realidade e os objetivos de negócio da sua corporação? Isso é perfeitamente normal.

Nesse momento, um Agile Coach vai ajudar. Após o mapeamento das dores (que fizemos no item anterior, lembra?), ele poderá dizer qual framework faz mais sentido. 

É importante destacar que não existe a “melhor metodologia”. A busca é pela solução mais adequada dentro do contexto da sua empresa.

4. Não realizar as cerimônias

Dores mapeadas, metodologia implementada, framework funcionando. Agora é hora de colocar as cerimônias em prática, certo? Nem sempre isso acontece. E realizar as cerimônias é parte fundamental desse processo. 

Vamos detalhar algumas das cerimônias do Ágil para que você entenda qual o objetivo de cada uma e porquê não pode deixar de ser realizada.

  • Daily: reuniões diárias para alinhamento da equipe. 

Essa cerimônia tangibiliza a transparência tão pregada nas Práticas Ágeis. É na daily que toda a equipe toma pé do que todos estão fazendo e em que momento da evolução do projeto, produto ou solução todos estão.

  • Review: é a validação das entregas.

O time entrega tudo que foi executado durante a sprint para o Product Owner. Trazer sponsors para essa reunião é uma ótima ideia. Gera uma alta taxa de comprometimento do time com o projeto e empodera a equipe, que é responsabilizada pelo valor das entregas realizadas.

No Review é possível gerir os erros e compartilhar os aprendizados, a gestão do erro, os ajustes e as novas prototipagens.

  • Retrospectiva: é a hora em que o time e o Scrum Master se juntam para lavar a roupa suja.

Cada SM tem a responsabilidade de trazer as melhores dinâmicas para motivar seu time – independente dos resultados e da taxa de performance.

Aqui mora a melhoria contínua, a garantia que o processo está fluindo da melhor forma possível. O que não funciona é descartado e o que está funcionando ganha ares de modus operandi.

5. Ter somente produtividade como foco

A produtividade é importante, mas não perca as pessoas de vista. Elas são parte fundamental do processo, são elas que vão construir a solução. 

É o time que coloca a mão na massa, que executa as demandas, faz a roda girar e tira a ideia do papel. Eles são os agentes táticos que transformam uma ideia em uma solução.

Dentro das Metodologias Ágeis, é o time que comandar a execução das demandas. O Product Owner cuida da estratégia; o Scrum Master é o guardião da agilidade; e o time toma conta da tática.

Acredite: para ser produtivo é preciso focar no que realmente deve ser realizado. Por isso, siga sempre a máxima: para uma demanda que entra, é uma demanda que sai. 

6. Não adaptar a Gestão Ágil à realidade da sua empresa

Como falamos, as Metodologias Ágeis são flexíveis e se ajustam à realidade e objetivos de diferentes perfis de corporações. Logo, é preciso ter em mente que essa virada de chave será feita de acordo com a sua realidade.

Por mais bem-sucedida que seja a forma como é feita a Gestão Ágil em outra empresa, pode ser que determinado modelo ou framework não funcione na sua. E a recíproca é verdadeira. Foque no seu objetivo de negócio, nas suas dores e nas necessidades do seu time!

7. Não aculturar o Ágil entre os colaboradores

É de suma importância que todos estejam aculturados com as Metodologias Ágeis e, mais do que isso, engajados com essa transformação dentro do seu ambiente corporativo.

Toda mudança assusta e causa um certo receio, principalmente quando é top down. Portanto, além de criar a cultura ágil e incentivar esse mindset entre os colaboradores, certifique-se de que eles não estão inseguros e entendem o que está acontecendo.

Essa é para anotar no caderninho e nunca esquecer:

Os colaboradores são a força motriz de toda transformação dentro do ambiente corporativo.

Uma dica fundamental? Peça ajuda. 

O caminho não é simples, mas fica muito mais fácil se for compartilhado com quem entende do assunto e pode guiar a sua corporação nesse processo. 

Além das Metodologias Ágeis, o Design Thinking pode ajudar bastante a mapear as suas dores. Depois disso, um Agile Coach entra em cena para priorizar o que deve ser resolvido a curto, médio e longo prazos.

A partir daí, as transformações se tornam uma consequência, os setores começam a rodar dentro das Metodologias Ágeis de forma orgânica, aumentando a produtividade. Tudo está interligado. 

Uma consultoria de inovação, como a MJV, pode ajudar bastante na implementação de Metodologias Ágeis no seu time. Nossos especialistas entendem do assunto e podem guiar esse processo de transformação. Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco!

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