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Bioeconomia: como a biodiversidade, tecnologia e inovação podem gerar oportunidades para as empresas

A Bioeconomia, combinada com os valores de ESG, pode possibilitar uma série de soluções nas empresas. Saiba como se preparar pra essa nova era antes que seja tarde!


Bioeconomia é exatamente a junção dos conceitos que formam a palavra: biologia e economia. É um campo de estudo transdisciplinar, que reconhece a interdependência entre esses dois pilares

Quer saber como a Bioeconomia pode gerar oportunidades e valor para o negócio? Confira!

O que é Bioeconomia?

Bioeconomia ou Economia ecológica é um modelo econômico que estuda os sistemas biológicos e recursos naturais aliados à utilização de novas tecnologias.  

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a bioeconomia é a “produção, utilização e conservação de recursos biológicos, incluindo os conhecimentos relacionados, ciência, tecnologia e inovação, para fornecer informações, produtos, processos e serviços em todos os setores econômicos, visando uma economia sustentável.

De uma forma muito resumida: 

A Bioeconomia é a ciência do futuro no presente.

Vamos explicar o porquê. 

Representa o futuro porque é um modelo de produção industrial baseado no uso de recursos biológicos de forma sustentável, preservando sua capacidade de conservação ou de manutenção no longo prazo.

Sua meta é atender às necessidades econômicas dos sistemas de produção no presente, aumentando também a capacidade das gerações futuras de todas as espécies de atenderem às suas próprias necessidades – algo que precisa urgentemente começar a ser feito.

Isso parece bem óbvio para todo mundo, caminhar em direção ao desenvolvimento sustentável se tornou uma urgência de cunho definitivo. Não só na agenda das empresas de todos os setores, mas da sociedade como um todo. 

Sim, no mundo dos negócios também. Não tem para onde correr: a sustentabilidade está em jogo. E as corporações que só pensavam em lucro, já estão expandindo seus horizontes e pensando em soluções de Bioeconomia através da sustentabilidade empresarial.

Bioeconomia: Inovação + Ciências Biológicas

Vamos explicar melhor como funciona essa equação e como ela surgiu. 

Bioeconomia =Inovação +Ciências Biológicas

A Bioeconomia surgiu como resultado de uma série de inovações aplicadas no campo das Ciências Biológicas. É um conceito que, tanto na teoria quanto na prática, está diretamente ligado ao desenvolvimento e ao uso de produtos e processos biológicos nas áreas da saúde humana, da produtividade agrícola e da pecuária e, também, da biotecnologia.O tema envolve vários segmentos – que, inclusive, já abordamos aqui –, como ESG, Indústria 4.0, Automação de Processos (RPA) e Robótica.

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Tudo sobre ESG: a sigla que vai mudar o mercado em 2021

Como a Bioeconomia pode contribuir com o desenvolvimento sustentável?

Como falamos anteriormente, a Bioeconomia também é chamada de economia sustentável. O conceito gira em torno do consumo consciente, o equilíbrio com o meio ambiente e os recursos naturais. 

Além disso, a Bioeconomia atua com aliada e viabilizadora de alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, que também está sendo pauta nas empresas, como o ODS 12 (consumo e produção responsáveis),  o ODS 15 (vida terrestre) e o ODS 9 (indústria, inovação e infraestrutura). Temos um texto só sobre ODS.

O objetivo aqui é também (mas não somente, explicaremos a seguir) construir uma economia pautada na utilização de recursos de base biológica, recicláveis e renováveis, mas não para por aí. A sustentabilidade é muito mais ampla que o aspecto ambiental.

Quando falamos de desenvolvimento sustentável estamos também nos referindo aos pilares econômico e social, e não somente o ambiental. Nesse sentido, a bioeconomia pode ser uma aliada das empresas para colocar em prática a sustentabilidade na íntegra, em todos seus aspectos trazendo benefícios como:

  1. Aproveitar a biodiversidade brasileira para promover inovação sustentável e avanço tecnológico;
  2. Melhorar a imagem do Brasil no exterior, atraindo investidores e parceiros no exterior, e portanto aumentando o potencial de prosperidade das empresas brasileiras;
  3. Promover a geração de novos empregos.

As corporações precisam, cada vez mais, entregar valor agregado e ações realmente de impacto, não somente produtos e serviços. É preciso estar realmente conectado com as causas socioambientais, mais do que isso, é preciso estar comprometido para promover mudanças reais.

Sobre isso, Greta Thunberg afirmou, em seu Instagram:

“Muitas (pessoas) querem fazer parecer que a indústria (…) está começando a assumir a sua responsabilidade, gastando quantias fantasiosas em campanhas em que se retratam como ‘sustentáveis’, ‘éticas’, ‘verdes’, ‘neutras para o clima’ e ‘justas’”.

E a adolescente e ativista climática sueca que sacudiu o mundo inteiro falando sobre a urgência da sustentabilidade completa:

“Mas sejamos claros: isso quase nunca é nada além de puro greenwashing. Não se pode produzir (…) em massa ou consumir “de forma sustentável” nos moldes atuais”.

O que queremos dizer aqui, ecoando as palavras de Greta, é que, a Bioeconomia apresenta um caminho concreto para contribuir com o desenvolvimento sustentável, mas para isso é preciso que as empresas estejam abertas a repensar  seus modelos de negócio – urgentemente.

É preciso dar alguns passos agora mesmo. Essa pequena lista vale anotar. Pegue o caderninho aí!

Checklist do desenvolvimento sustentável no mundo dos negócios

  • A corporação precisa estar amparada em boas práticas de governança
  • ESG já precisa ter passado pela agenda dos tomadores de decisão e precisa ser um tema transversal e integrado às diferentes práticas da empresa (entenda porque aqui)
  • Mais do que nunca, foque em boas práticas ambientais e sociais e no valor que sua empresa está comprometida a entregar para o mundo e para a humanidade para além do valor financeiro.
  • Acredite: pode até parecer que não, mas essa virada de chave vai influenciar os ganhos econômicos, a competitividade e o sucesso da sua organização.

Bioeconomia e mindset sustentável: construindo soluções de impacto positivo

A Bioeconomia, combinada com os valores de ESG, pode possibilitar uma série de soluções nas empresas. Algumas delas são o fomento de pesquisas, o desenvolvimento tecnológico e a inovação. 

A Bioeconomia é a chave para uma cooperação estratégica entre empresas que visam uma virada de chave definitiva para o mindset sustentável.

Vamos falar sobre o que a Bioeconomia possibilita contando um pouco como funciona o nosso pilar de Transformação ESG. Aqui, deixamos uma explicação breve, mas se quiser entender melhor como funciona e em que a Bioeconomia pode te ajudar, entre em contato agora mesmo com os nossos especialistas.

5 pilares para construção de grandes experiências

Durante muitos anos, focamos nosso posicionamento em 4 pilares estratégicos: 

  1. Design Estratégico
  2. Transformação Digital
  3. Transformação Cultural
  4. Experiência e Interação

A integração desses pilares estratégicos produz uma visão holística dos problemas, transformando-os em oportunidades de alto impacto para as empresas.

Nossas soluções sempre foram centradas no ser humano. Isso porque acreditamos no valor que essa abordagem trás para que as empresas sejam capazes de solucionar as reais necessidades das pessoas, resultando em impactos positivos que garantem o retorno e o sucesso das inovações. Logo, faltava integrar um pilar.

Foi aí que entrou o nosso quinto pilar: Transformação ESG

Desenvolvimento e implementação de soluções de impacto positivo considerando aspectos de todo o seu ecossistema, olhando para o negócio, as pessoas e o planeta.

E – EnvironmentalS – SocialG – Governance
Elementosligados aos valores ambientaisElementos referentesaos fatores sociaisElementos relacionados às questões de governança corporativa

Os pilares ESG versam diretamente com a Bioeconomia no sentido em que representam uma virada de chave definitiva para o mindset sustentável, principalmente nas grandes corporações.

Bioeconomia na prática: o que já está acontecendo

Os investimentos ESG estão cada vez mais em alta e, segundo especialistas, vão pautar a agenda pelos próximos anos. Algumas informações importantes sobre Bioeconomia para ter no radar:

Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que, em 2030, as biotecnologias serão responsáveis por:

  • 80% da produção de fármacos
  • 50% da produção agrícola
  • 35% dos produtos químicos
  • 2,7% do PIB dos seus estados-membros (número que pode ser ainda maior no Brasil, que dispõe de grande biodiversidade a ser explorada)

O que esses números podem nos dizer?

Já estamos vivendo uma corrida da ciência para o desenvolvimento de novas tecnologias para construir produtos e serviços que estejam alinhados ao conceito de Bioeconomia. 

Nesse sentido, a palavra de ordem será cooperação para que novas estratégias e ações em Bioeconomia sejam estabelecidas no mundo todo. E isso só será possível através da integração de universidades, institutos de pesquisa, governos e corporações públicas e privadas.

É essa colaboração que vai possibilitar que a sociedade, como um todo, enfrente uma série de desafios.

Cooperação pelo bem maior: instituições financeiras se unem pelo desenvolvimento sustentável

Para mostrar como isso funciona na prática, trouxemos um case de cooperação pelo bem maior. Itaú, Bradesco e Santander agindo em conjunto para promover mudanças.

As 3 instituições financeiras promovem iniciativas voltadas a frear mudanças climáticas e a jogar luz sobre a importância de investimentos sustentáveis.

Para isso, os bancos firmaram um acordo para que o desenvolvimento sustentável da Amazônia atue em 3 frentes distintas:

  1. Conservação ambiental;
  2. Investimento em infraestrutura sustentável;
  3. Garantia dos direitos básicos da população da região amazônica.

Entre as iniciativas, estão:

  • Atração de investimentos e promoção de tecnologias relacionadas à Bioeconomia;
  • Apoio a lideranças locais;
  • Promoção do mercado de ativos com lastro verde;
  • Incentivo ao desmatamento zero no setor de carnes.

Falando especificamente do nosso país, saiba que o Brasil é detentor de cerca de 20% da biodiversidade do planeta, a maior do mundo, o que deve ser visto como um ativo econômico com muitas oportunidades de negócios. E essa também é uma das razões pela qual todos os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia e sua preservação.

Segundo dados do Portal da Indústria, a Bioeconomia movimenta no mercado global cerca de € 2 trilhões e gera cerca de 22 milhões de empregos. No Brasil, ela já movimentou o equivalente a US $285,9 bilhões e representou 13,8% do PIB em 2018.

Bioeconomia é o futuro!

Pensar globalmente e agir localmente ganha força dentro da nova modalidade de capitalismo. Não que isso seja algo novo no mundo dos negócios, mas vem ganhando cada vez mais força e emergindo como pauta prioritária nas agendas das corporações que querem se manter competitivas.

Sua empresa está preparada? Quais são seus maiores desafios para trazer a Bioeconomia para a realidade de suas operações? Quer saber como se antecipar e estar preparado para essa nova era – antes que seja tarde?

Se precisar de ajuda para responder essas perguntas, entre em contato com os nossos especialistas. Vamos conversar sobre os próximos passos rumo à sustentabilidade. 

Quer se aprofundar sobre  “ESG” e entender o conjunto de práticas de compromisso social, corporativo e ambiental que oferecem informações sobre a qualidade de gestão e o nível de estruturação de um negócio para investidores? Confira nosso guia agora mesmo!

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