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08/19/2020
Por
MJV Team

Big Data e a implementação da cultura de dados na sua empresa

É um fato: tudo mudou no tão falado “novo normal”. A pandemia da Covid-19 colocou a maioria da população mundial em casa. O isolamento social e a impossibilidade de seguir a rotina de sempre só poderia causar uma reação: o consumo e a produção de dados pela internet explodiram e alcançaram patamares nunca vistos antes.

Se os dados já eram importantes, passaram a ser inevitáveis. 

Hoje, mais do que nunca, tudo são dados. Eles estão simplesmente em todos lugares: nas lives do Instagram (que já são mais concorridas que o horário nobre da televisão), os posts compartilhados no LinkedIn, as fotos do Facebook, o que você compra, os materiais que você consome, o que você preenche e até mesmo o que você come. 

Não tem para onde correr: todos nós produzimos uma massa incontável de dados 24 horas por dia – mesmo sem nem se dar conta desse movimento. E é aí que entra o Big Data. 

Você provavelmente já deve ter ouvido falar nele, já leu algum material ou esbarrou no termo em suas pesquisas. Porém, explicar o que é Big Data continua sendo uma tarefa complexa. 

Assim como muitos outros conceitos, ele assume inúmeras facetas de acordo com os avanços da tecnologia – o que dificulta uma definição estática sobre seu significado. Mas isso não significa que é impossível entender o que, de fato, é o Big Data. E isso é justamente o que queremos mostrar neste artigo.

Quer saber como obter o máximo de valor a partir do Big Data? Então continue conosco para entender o que significa esse conceito e a importância de refinar dados para criar uma cultura analítica no seu negócio!

O que é Big Data

A Gartner, maior empresa de pesquisas em Tecnologia da Informação (TI) do mundo, sintetiza o conceito de Big Data como “ativos de informações de alto volume, alta velocidade e/ou alta variedade, que exigem formas inovadoras e econômicas de processamento de informações e que permitem insight aprimorado, tomada de decisão e automação de processos”.


Portanto, quando falamos em Big Data, estamos nos referindo à geração exponencial de  dados, bem como o processamento e o compartilhamento extremo dessas informações — em quantidade e velocidade.

O termo Big Data também é usado frequentemente para descrever aplicações e metodologias utilizadas para ordenar e analisar grandes volumes informação. Para se ter uma ideia da importância disso, de acordo com a SNS Research, as ferramentas e serviços baseados em Big Data deverão movimentar cerca de 72 bilhões de dólares no mundo todo até 2020.

Big Data x Small Data: onde sua empresa está?

Tão importante quanto conhecer o Big Data é entender o conceito de Small Data. O nome é auto-explicativo e, em síntese, refere à dados em um volume e formato menores, tornando-os mais acessíveis, informativos e acionáveis.

Os dados dentro da categoria Small Data geralmente fornecem insights que respondem uma pergunta, abordam um problema ou informam sobre indicadores de desempenho específicos. Exemplos vão desde relatórios de inventário, passando por registros de direção, dados de vendas, medições biométricas, históricos de pesquisa, previsões do tempo, etc.

Poderíamos dizer que o Small Data, além de mais acessível (e menos difícil de ser coletado e processado), pode nos ajudar a chegar em insights mais certeiros.

É fundamental entender se a empresa está preparada para trabalhar com Big Data ou se o melhor a se fazer é aproveitar o potencial que o Small Data pode oferecer. Em alguns casos, é possível trabalhar as 2 abordagens paralelamente — mas isso deve ser analisado por especialistas na área. 

Dados são o novo petróleo

Não é exagero dizer que podemos comparar dados com petróleo. Aliás, com a derrocada do recurso não-renovável e evolução exponencial da produção de dados e da tecnologia, nós apostamos que o jogo vai virar em breve.

Na era dos dados, o volume de informações produzidas e compartilhadas a cada segundo é tão grande que os métodos tradicionais usados para refinar esse conhecimento, não são mais adequados. Por isso, há uma verdadeira corrida na indústria de TI para o desenvolvimento de técnicas e ferramentas capazes de encontrar insights úteis. 

E as empresas também precisam acompanhar esse movimento, pois é dos dados coletados tanto internamente quanto de fontes externas que podemos extrair informações valiosas para embasar decisões mais certeiras e inteligentes.

Ao ter uma boa estratégia de Big Data/Small Data, é possível, entre outros benefícios:

  • Conhecer melhor seus clientes.
  • Dimensionar o que eles dizem, pensam e sentem.
  • Criar produtos e serviços mais aderentes.

Neste contexto, as organizações mais competitivas são aquelas que são orientadas a dados e, portanto, tratam suas informações como ativos.

5 passos para implementar a cultura de dados

Aqui estão algumas dicas para a implementação de uma cultura de dados em seu negócio. 

  1. Trabalhe o ‘mindset de dados’

A transformação digital segue a todo vapor nas empresas e dados já é um assunto recorrente. No entanto, nem todas as organizações conseguem desenvolver conscientemente essa linha de ação para criar uma cultura de dados sólida.

É preciso colocar todo o negócio na mesma linha de pensamento: os dados como protagonistas na estratégia. Esse esforço está calcado na conscientização de que a transformação digital não envolve apenas coletar mais dados. As empresas se transformam para modernizar, e modernidade significa aproveitar todo o conhecimento possível sobre os dados — internos e externos. 

Para alcançar o sucesso em longo prazo, portanto, é preciso priorizar a infraestrutura e os recursos necessários para alavancar e extrair dados em todo o seu potencial.

Também é preciso fazer com que todos os colaboradores entendam o poder dos dados e estejam capacitados para melhor aproveitá-los. Aí é necessário investir em palestras,  cursos de capacitação e treinamento. 

  1. Esteja preparado para o Big Data

Em seguida, é preciso tomar decisões baseadas em dados. E isso implica em ter dados. Considerando como as plataformas de software baseadas em nuvem são baratas, não há realmente nenhuma desculpa para não coletar, armazenar e analisar grandes quantidades de dados caso seu negócio exija. 

Você deve analisar os dados gerados internamente (em ferramentas como Google Analytics, CRM, ERP, BI etc.) e aqueles coletados em fontes externas (mídias sociais, dados de concorrentes, de mercado etc.). 

As ferramentas de coleta e as técnicas de análise de dados de hoje permitem que você transforme qualquer coisa em dados. Logo, se o mindset data-first é realmente incentivado, deixe a imaginação da equipe correr solta.

  1. Defina metas mensuráveis

Definir metas que são mensuráveis obriga você a analisar o porquê de não ter conseguido atingir uma meta. 

A única maneira de entender o que deu errado é olhar os dados. Isso deve ajudá-lo a ver quais variáveis ​​afetam quais partes do seu negócio. Tudo o que você faz deve ter alguma saída mensurável. 

Esses “objetivos” não são apenas de alto nível, eles também devem ser usados ​​para projetos considerados menores no cotidiano do negócio. Isso não apenas o ajuda a avaliar desempenho, mas deve ajudar seus funcionários a sentirem que estão contribuindo para o resultado final da empresa.

  1. Torne os dados disponíveis para todos

Depois de coletar e armazenar todos esses dados, você precisa ter certeza de que eles estão disponíveis para todos na sua organização. 

Os dados não deveriam estar apenas nas mãos dos cientistas de dados ou no departamento de TI. Para promover uma cultura orientada por dados, cada departamento precisa apropriar-se das informações de que precisa para tomar decisões relevantes e em tempo hábil. Para que isso seja possível, treinar os funcionários para que sejam mais instruídos em termos de dados é bastante recomendado.

  1. Busque ajuda especializada

Por fim, uma dica bastante importante, especialmente para as empresas que estão começando essa jornada: busque auxílio especializado. 

Uma boa consultoria poderá ajudá-lo a criar um projeto de Big Data e Analytics, orientá-lo na contratação de profissionais qualificados, indicar ferramentas e inserir metodologias inovadoras no dia a dia da empresa. 

Como você viu, mais do que saber o que é Big Data e Small Data, é importante se conscientizar de que os dados são ativos essenciais na atualidade. Eles devem ser tratados de maneira estratégica. E tudo começa pela cultura.

A cultura de dados é um diferencial competitivo fundamental nos negócios – de qualquer porte e em qualquer segmento. É isso que define a continuidade da história corporativa em um mercado cada vez mais competitivo e implacável.

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