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04/26/2016
Por
MJV Team

UPDATE OR DIE: Design Thinking para inovação empresarial

Desde a Revolução Industrial, a consolidação das grandes marcas veio acompanhada pela boa reputação de seus modelos de gestão. De lá até aqui, é fácil constatar que a oferta de serviços e produtos se multiplicou. A propaganda ganhou novos ecos e, com isso, aumentou também o nível de competitividade.

Com tantas opções, planejamento e posicionamento passaram a ser ainda mais fundamentais para se manter na prateleira de opções dos consumidores. 

No século XXI, uma marca de sucesso não é necessariamente a mais tradicional, mas aquela que consegue se comunicar bem, oferecer soluções eficientes e transmitir valores que seus clientes se identificam. Como, então, alcançar esses fatores? Um dos caminhos para a inovação sistemática é o Design Thinking.

Grau de Inovação no Brasil: uma curva ascendente

Apesar da concordância sobre a necessidade de inovar, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, em 2015, apontou que 62% dos empresários brasileiros consideram o grau de inovação no país muito baixo – apenas cerca de 1,2% do PIB é direcionado para pesquisa e desenvolvimento. O reflexo é visto no ranking global de inovação do Information Technology and Innovation Foundation (ITIF), que avalia políticas mundiais de incentivo à inovação; dos 56 países avaliados, o Brasil ocupa a 41ª posição.

Motivos variados justificam os números, como falta de incentivo fiscal e de investimentos para o setor, recursos tecnológicos e falta de cultura organizacional voltada à inovação. Por isso, inovar exige entendimento mútuo entre empresa e funcionários.

A inovação não é imposta, e sim construída e incentivada.

Para haver uma mudança real, é necessária uma mudança de comportamento em todas as áreas da empresa. Desta forma, inovar torna-se consequência de toda uma cultura empresarial.

Mas, você sabe o que é inovação?

Por definição do dicionário, inovação é criação ou novidade. Porém, é importante ressaltar que, em termos empresariais, novidade nem sempre será inovação. Para inovar, é preciso gerar valor, ser útil e proporcionar avanço. Por isso, inovar significa ajudar pessoas, aprimorar serviços, processos ou produtos, de forma focada nos objetivos organizacionais.

No livro A Bíblia da Inovação, o economista e um dos maiores autoridades no campo do Marketing Philip Kotler explica que a diferença entre uma ideia e uma inovação é que a esta última oferece maior valor para o cliente. Ele lembra, ainda, que é impossível inovar sem considerar o consumidor final.

O alerta é compreensível, uma vez que, por muito tempo, a inovação foi sinônimo de tecnologia. Com essa visão limitada, a inovação ficou restrita a engenheiros ou profissionais da área da Informática. Nesse sentido, para falar de inovação é preciso, antes de tudo, entender melhor as palavras tecnologia e design.

First things first…

Tecnologia é toda técnica ou instrumento desenvolvidos para atividades humanas. Não necessariamente estarão associados à modernidade e aos estudos sobre Informação.

design significa projeto e não desenho, como popularmente se traduz. Quando inserimos o design apenas na perspectiva de desenhos gráficos, limitamos não só seu sentido como sua aplicação. Projetar atividades, produtos ou serviços que melhorem a vida que nos cerca são também atribuições de um designer.

Inovação Disruptiva: isso muda sua vida

Soluções inovadoras são aquelas que representam formas aprimoradas ou totalmente novas de responder demandas ou oportunidades do mercado e, muitas vezes, podem ser traduzidas em ideias simples. É do professor de Harvard Clayton M. Christensen a teoria da chamada inovação disruptiva,  o fenômeno pelo qual uma inovação transforma um mercado ou setor onde o alto custo é o status quo, trazendo simplicidade, conveniência e acessibilidade.

Quer um exemplo?

Uma bela inovação disruptiva é o computador pessoal, o famoso PC. Os primeiros computadores, chamados mainframes, tinham custo altíssimo, ocupavam grandes espaços e apenas engenheiros conseguiam operá-los. Na década de 70, uma famosa empresa multinacional de computadores e softwares aplicou as funcionalidades dos computadores em equipamentos menores, transformando os mainframes em computadores que qualquer pessoa poderia utilizar.

Desta forma, a empresa revolucionou o mercado, atendendo a uma demanda existente. Como afirma Christensen: “as inovações disruptivas tornam os produtos e serviços mais acessíveis e baratos, deixando-os disponíveis a uma população maior”.

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