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04/26/2021
Por
MJV Team

Como promover a Sustentabilidade Empresarial no seu negócio

A pauta da sustentabilidade está ganhando cada vez mais relevância no mundo corporativo e promete inaugurar uma nova ética na forma de fazer negócios.

A sustentabilidade empresarial é o futuro dos negócios. Consumidores e investidores dão sinais de que, em um futuro próximo, exigirão das empresas maior compromisso em relação a temas como o desenvolvimento sustentável.

Agora, decisões de negócios devem estar alinhadas às questões relevantes do nosso tempo. E empresas que demonstram ações coerentes com essas demandas comunicam à sociedade maior capacidade de contribuir para a solução de problemas atuais.

Você conhece todos os aspectos da importância da sustentabilidade empresarial? Fique conosco e entenda tudo o que você precisa saber sobre o tema!

O que é sustentabilidade empresarial?

Sustentabilidade. Responsabilidade social. Economia circular. Eco-inovação. Há uma série de termos que denotam a necessidade da preocupação das empresas com questões que vão além da rentabilidade.

Cada vez mais, a separação entre negócios e sustentabilidade tem ficado para trás. É consenso que valores como a sustentabilidade e a valorização humana devem ter peso estratégico no dia a dia da empresa e orientar suas ações e comunicação. Mas essa nova responsabilidade, é claro, vem acompanhada de uma série de desafios. 

E aqui entra o tema da sustentabilidade empresarial.

A sustentabilidade empresarial vai além da responsabilidade socioambiental. Ela existe para assegurar a estrutura e o planejamento necessários para apoiar uma mudança cultural e transformação operacional sustentáveis. É sobre manter negócios de pé – e preparados para atender às demandas da sociedade.

A sustentabilidade corporativa ancora-se no Triple Bottom Line, um framework de desenvolvimento sustentável criado pelo consultor de negócios John Elkington, em meados da década de 90.

O método é capaz de unir 3 pilares para uma atuação que alia a rentabilidade a iniciativas de valorização das pessoas e redução do impacto ambiental, princípios que mais tarde ficaram conhecidos como 3PL: people (pessoas), planet (planeta) e profit (lucro).

E qualquer semelhança com os parâmetros ESG não é apenas coincidência.

Traduzido como tripé da sustentabilidade no Brasil, o 3PL exige uma sinergia entre os 3 pontos principais para que a estratégia de sustentabilidade corporativa esteja em equilíbrio – do contrário, os esforços podem não ser suficientes para atender às expectativas da sociedade sobre a atuação da empresa.

Sustentabilidade empresarial não é só ESG

Mas é também. Explicamos.

Você deve ter notado uma semelhança entre os e os parâmetros ESG, certo?

Os critérios ESG são um conceito moderno, que exige das empresas caminhos de negócios em maior compasso com as necessidades da sociedade e do planeta. Esses parâmetros referem-se a frentes de negócios específicas e bem descritas, focando na convergência de iniciativas de governança corporativa com os novos valores sociais e de sustentabilidade.

Tendo 2 desses princípios como pontos de partida (social e ambiental), podemos dizer que a sustentabilidade corporativa busca soluções para viabilizar financeiramente a transição da empresa para operar em acordo com as atuais demandas socioambientais.

Por que esse assunto é importante?

Hoje, há uma discussão aberta no mundo corporativo: o lucro, por si só, deveria ser a maior métrica de sucesso de negócios? Investidores apontam que não.

As ciências econômicas há muito consideram uma diferença fundamental entre os conceitos de crescimento econômico e desenvolvimento econômico, que, apesar de macroconceitos, podem ser transpassados para a lógica empresarial

Enquanto o conceito de crescimento refere-se ao aumento de receita por um ou mais períodos de tempo, o de desenvolvimento abrange critérios que aliam a lucratividade à qualidade de vida e sociedade em geral, por exemplo.

O movimento realizado por grandes investidores do mercado a partir da popularização dos parâmetros como o ESG, alerta para uma mudança iminente em curso: a transição da lógica hegemônica de crescimento para desenvolvimento sustentável dentro do contexto corporativo.

E, de certa forma, também no contexto econômico global. Afinal, o que é um macro contexto econômico, senão a soma de inúmeros micro contextos, não é?

Quais são os benefícios?

Os benefícios da adoção de práticas mais sustentáveis nos negócios são muitas – e vão desde a economia de recursos, passando por uma maior eficiência nas operações, até mesmo a descoberta de novas fontes de receitas.

Entretanto, destacamos 2 das vantagens mais evidentes:

  • Relacionamento com o público consumidor – a convergência entre o discurso empresarial e as ações de impacto socioambiental, gera maior transparência na comunicação – e consequentemente aumenta o engajamento do público com a marca/empresa, gerando maior aproximação e confiança.
  • Melhora na reputação – quando há uma preocupação genuína dos atores envolvidos em iniciativas de impacto socioambiental positivo, os resultados dessa ação logo ganham o reconhecimento da opinião pública. Portanto, uma atuação proativa das empresas nesse âmbito, de fato, contribui para a melhoria da reputação – e até mesmo novas oportunidades de negócios.

Entretanto, a recíproca também é verdadeira. É importante frisar que, na era das mídias sociais, o “telhado de vidro” das empresas está exposto às intempéries 24/7. Portanto, a sinergia entre posicionamento estratégico, comunicação e ações e impacto deve ser preciso.

O greenwashing – ações superficiais de marketing com roupagem verde, mas que não apresentam resultados significativos – não é mais tolerado por consumidores e stakeholders. A sustentabilidade é, antes de tudo, um compromisso ético.

O que é ser uma empresa no século XXI?

Após 20 anos da virada do século, finalmente podemos dizer que chegamos ao século XXI enfrentando o primeiro grande desafio global neste exato momento – condição que adiciona ainda mais instabilidade à equação do século.

Encontramos um mundo de contextos cada vez mais ambíguos e voláteis, que trilha um caminho sem volta para o digital, e que vê o crescimento exponencial da produção de dados e desenvolvimento de novas tecnologias.

Em contrapartida, nos deparamos com um ultimato em relação às mudanças climáticas. O planeta urge por iniciativas globais em prol do equilíbrio imediato entre cadeias produtivas, renovação dos ecossistemas e emissões de gases poluentes.

Diante deste cenário, o que é ser uma empresa no século XXI?

Existe uma série de atitudes que podem ser tomadas por empresas preocupadas em adotar ou aperfeiçoar a sustentabilidade empresarial. Dessa forma, os adeptos da sustentabilidade empresarial acreditam que as empresas, em conjunto com os governos, podem alcançar o desenvolvimento sustentável.

Importante: a adoção desse tipo de ação não deve ser vista como um ato de altruísmo. Vai além disso. Estamos falando sobre a subsistência das empresas em um futuro de médio a longo prazo.

O equilíbrio entre os 3 princípios do Triple Bottom Line é o que vai garantir a competitividade das empresas, a renovação dos recursos utilizados por elas e a sustentabilidade – do planeta e dos negócios.

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