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Mercado livre de energia: vantagens e soluções para essa nova operação

Já era de se esperar que o setor de energia não passaria incólume pela Era de Mudanças. Agora é hora de investir numa transição robusta: o deep dive no Mercado Livre de Energia. O novo normal trouxe muitos desafios, mas também as soluções. E é por elas que vamos passear nesse artigo. Confira!


Vamos fazer um exercício juntos? Imagina só um mundo em que todas as empresas do setor de energia poderão comercializar energia elétrica diretamente para a pessoa física. Sim, para o cliente.

Esse mundo já existe – e é o nosso.

O novo normal trouxe muitas transformações – não só no meio corporativo. Tudo mudou e, nesse processo, muitas coisas perderam o sentido. Uma delas foi não colocar o cliente em primeiro lugar e não incluí-lo em sua estratégia de comercialização.

O setor de FMCG passou por essa virada de chave lá no início da pandemia – como se fosse há muito tempo atrás. Rapidamente, eles tiveram que responder uma questão importante para o seu ebit: com os pequenos varejistas sendo obrigados a fechar as portas, como chegar ao cliente final?

Sim, a resposta foi retirar as barreiras. A chave foi virada e muitas empresas B2B passaram a ser, também – e por que não? – B2C.

É claro que o processo não foi simples. Mudar causa medo e desconforto. Mas é preciso. E agora é hora do conservador mercado de energia fazer essa transição. 

O primeiro passo é: fique tranquilo! Existem muitas soluções que vão surgir dessa transformação. É verdade que o novo normal trouxe muitos desafios. Porém, na outra mão, também trouxe as soluções. E é por elas que vamos passear nesse artigo. Acompanhe!

Eficiência energética: o novo normal do setor de energia

Que tudo passou a ser mais pensado dentro do novo normal, você já sabe. O consumo foi colocado em xeque e entraram uma série de outras variáveis na balança da compra. Consumo consciente, verdade da empresa, valores alinhados, contribuição para o mundo.

Se antes as questões eram preço e qualidade, isso já ficou muito no passado. E o setor de energia não escapou dessa reestruturação.

É nesse contexto que surge o conceito de eficiência energética. Nada mais é do que uma forma de melhorar, cada vez mais, o uso das fontes de energia. Essa utilização mais, digamos, racional da energia consiste em usá-la de modo eficiente para obter um determinado resultado.

Vamos explicar em um esquema simples! 

Quando a empresa utiliza fontes alternativas, a eficiência energética ganha ainda mais valor.

O que fazer com essa tal liberdade?

A tal liberdade que o Mercado Livre de Energia vai trazer é que, a partir dele, será possível negociar volume e preço diretamente com quem você quiser.

Porém, aqui temos uma red flag importante. Diferente do que pode se pensar em um primeiro momento, esse movimento não incorre necessariamente em economia. Por quê?

Simples! Isso ocorre porque é preciso absorver uma série de demandas que, antes, não estavam dentro do seu escopo – e sim do de empresas como Light, CEMIG, Enel etc.

É aí que surge a “representação”. Algumas empresas já estão assumindo esse, digamos, “risco operacional” para garantir a economia durante a migração para o Mercado Livre.

Ou seja, você é livre, sim – pero no mucho. E passa a ser representado por uma empresa nos ambientes de comercialização livres (ACLs).

Vamos dar um exemplo prático de como isso funciona: 

Blockchain + mercado de energia

Aqui vamos deixar um spoiler do futuro – que pode ser que não seja tão futuro assim. A verdade é que as transformações estão acontecendo em ciclos cada vez menores e, muitas vezes, o que achávamos que só aconteceria lá na frente, acaba virando realidade do dia para a noite. 

Nessa nova realidade do mercado livre de energia, um componente pode entrar e mexer com todas as peças do jogo: o Blockchain

A tecnologia seria uma forma completamente descentralizada e segura de comercializar energia. O Blockchain possibilita, por exemplo, que a voltagem da energia seja vendida de pessoa física para pessoa física. De forma tão simples quanto apertar um botão.  

Veja: não estamos falando de energia de hidrelétricas. Mas, sim, de energia solar, por exemplo. 

A seguir, vamos falar das soluções que esse novo mercado vai demandar. E já aproveitamos para incluir blockchain na lista, é claro. Confira!

Quais os next steps?

Todas as empresas do mundo terão que se alinhar a esses novos tempos, redefinir suas rotas, metas e planejamentos. Mas para encontrar esses novos caminhos é preciso saber onde se quer chegar.

A Metodologia MJV sempre proporciona um vasto e denso estudo de mercado para construir uma base de dados que responde corretamente suas perguntas em busca de soluções que gerem valor para o negócio.

Nossos projetos contam com 2 abordagens que vêm proporcionando resultados relevantes aos nossos clientes: Design Thinking e Jobs to Be Done. Essas metodologias são oportunidades de olhar além das barreiras dos negócios para se alinhar ao mercado, oferecer experiências e rever processos e práticas.  

Mas por onde começar a construir essa estratégia? Quais são os primeiros passos? Como reestruturar seu negócio em um momento tão delicado?

Para sanar essas dúvidas, bolamos um workflow que é um plano de voo simples e objetivo. E que pode gerar um roadmap que vai ajudar em outras dores também. 

Workflow de soluções

1ª etapa: Design Thinking

  • Abordagem arrojada, sistematizada, não linear e com foco no ser humano. 
  • Ajuda a mudar fundamentalmente a forma como exploramos os problemas e criamos soluções
  • Metodologia totalmente adaptável: suas ferramentas são aplicadas de acordo com a necessidade das empresas, projetos, produtos e serviços. 

Soluções inovadoras para:

  • Reduzir custos
  • Aumentar lucro
  • Gerar novos modelos de negócio

Para repensar o Planejamento Estratégico é necessário começar a responder algumas perguntas:

  • Onde você está?
  • Qual é o foco?
  • O que deseja alcançar?
  • Qual é a estratégia para chegar lá?

  • Imersão: trará insights valiosos sobre a empresa e os problemas dos usuários
  • Equipes multidisciplinares e stakeholders com diferentes pontos de vista para construir soluções viáveis para os desafios

Na verdade, o Design Thinking é um passo anterior ao “mãos à obra!”. É pensar e trazer estratégia para os projetos antes mesmo deles começarem. 

É através do DT que você vai imergir na realidade do cliente para entender verdadeiramente suas dores. O enriquecimento que ele traz para o projeto antes dele acontecer é imensuravelmente vantajoso para qualquer corporação. 

2ª etapa: Jobs To Be Done

  • Analisa, descobre e sintetiza os desejos de progresso de um indivíduo 
  • Tem um quê de virada de chave, de mudança de jogo: fornece uma estrutura para definir, categorizar, capturar e organizar todas as necessidades dos clientes de uma empresa

Os consumidores contratam produtos ou serviços para get the job done/fazer o serviço em prol dessa caminhada que eles querem trilhar para alcançar o progresso desejado 

Descobrindo o desejo de progresso do seu cliente, você começa a trabalhar em seu produto ou serviço para fazer isso, atender esse desejo da melhor forma possível 

Melhoria para o consumidor 

(não para o seu produto ou serviço) 

3ª etapa: desenho da estratégia

Depois dessas duas fases, entramos em uma terceira camada. Aqui, vamos realizar o desenho da estratégia. 

Essa fase está diretamente ligada aos objetivos de negócio de cada empresa. Logo, vai variar em termos de soluções. Vamos trazer apenas algumas para exemplificar as possibilidades que se abrem diante dessa transformação. 

  • Desenho da jornada do cliente
  • Usabilidade das plataformas digitais
  • Melhoria do atendimento dos diversos canais 
  • Construção de portais e aplicativos
  • Visualização de dados com dashboards mais amigáveis 
  • Soluções de UX/UI 
  • Integração de sistemas 
  • Blockchain
  • Se a sua dor não estiver contemplada aqui, podemos bater um papo para entender melhor que solução sua empresa precisa!
  • Fique atento!

Aproveitamos para deixar aqui outro spoiler do futuro: publicaremos nosso Trend Report com as tendências mais quentes para o setor de energia. Nele, você vai encontrar tudo que não pode faltar no seu planejamento estratégico de 2021. Em breve!

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