02/11/2019
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MJV Team

Insurtech: o que é, exemplos e como aproveitar oportunidades

O conceito de insurtech está transformando o setor de seguros com novas tecnologias para melhorar a experiência do cliente, simplificar o gerenciamento de políticas e aumentar a concorrência.

Repare no termo “transformação”: é isso mesmo, as insurtechs — startups que atuam dentro desse conceito — estão revitalizando uma indústria bem estabelecida para torná-la ainda mais vibrante, sustentável e ágil.

Continue lendo para entender o que são as insurtechs, por que você deve prestar atenção nesse movimento e muito mais!

O que é Insurtech

O termo Insurtech vem da junção de Insurance (seguro) e Technology (tecnologia). Ele remete tanto às startups que atuam dessa maneira quanto ao fenômeno por trás do conceito.

Grosso modo, podemos afirmar que Insurtech é um subconjunto de Fintech: a tecnologia está por trás da criação, distribuição e administração do negócio de seguros. Aplicativos para smartphones, wearables, ferramentas de processamento de sinistros, manuseio de políticas online e processamento automatizado são todos sinônimos de Insurtech.

Bastante alinhado com o que já conhecemos do conceito de Transformação Digital, o fenômeno Insurtech é alicerçado por Big Data, Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT) — a maioria do capital investido vai para essas áreas.

Na prática, é uma grande virada de chave do mercado segurador em termos de modelo de negócio. A prática Insurtech é útil para coletar e analisar dados do cliente para fornecer um serviço melhor e mais acessível.

Se uma mulher está partindo para uma viagem de mochila ao nordeste brasileiro, ela quer seu seguro com apenas alguns cliques no seu smartphone, em vez de ter que vasculhar vários formulários na web ou, pior ainda, fazer pedidos pelo telefone.

Alguém viajando a curta distância por dois dias merece seguro muito mais barato do que alguém em uma viagem de paraquedismo de uma semana nos Alpes Chilenos, não é mesmo? Startups podem começar a oferecer seguro por apenas uma hora para alguém pegar emprestado o carro de um amigo. Isso também é Insurtech.

Os exemplos mais visíveis de Insurtech vêm do mundo do seguro pessoal:

  • dispositivos de monitoramento no carro;
  • rastreadores de atividade wearable;
  • aplicativos voltados para o cliente;
  • plataformas SaaS que gerenciam cobertura de seguro e pagamento.

Nesses exemplos, vemos seguradoras alavancar melhores dados e experiência do cliente para melhorar sua cobertura de seguro e fazer previsões mais precisas sobre os riscos.

No mundo dos seguros para pequenas empresas, por exemplo, o Insurtech trabalha nos bastidores para aumentar as opções que os proprietários de negócios têm, manter os custos baixos e acelerar a entrega da cobertura de seguro.

Vinte anos atrás, era difícil para um novo negócio encontrar seguro. Eles teriam que agendar uma reunião com um corretor e, em última análise, poderiam descobrir que a operadora do agente não tinha nenhuma opção de cobertura para se adequar aos seus negócios.

Por que prestar atenção ao movimento insurtech

Os especialistas apontam que o chamado “movimento Insurtech” forçará a indústria de seguros a intensificar seu jogo em termos de atendimento ao cliente e ofertas. Não será mais um caso de fazer as coisas como elas sempre foram feitas.

O desafio é garantir que o Insurtech seja atraente para os consumidores. Isso significa entregar produtos personalizados, em vez de um tamanho único. Os clientes também querem que seus produtos de seguro sejam entregues por meio de dispositivos móveis.

Há uma polarização no Insurtech entre o uso da tecnologia pelos representantes para adaptar sua oferta de serviços existente a um mercado em mutação e startups disruptivas que buscam participação no mercado. O elo comum, portanto, é o consumidor; ele escolherá entre players estabelecidos e desafiantes (as dinâmicas startups) — ou, o que é cada vez mais provável: usará uma mistura de ambos.

Em suma, as companhias de seguros mais antenadas e preparadas para a transformação estão investindo em startups — que facilitam o aproveitamento do “fenômeno Insurtech” — para impulsionar a inovação. Elas veem nessa iniciativa uma oportunidade em vez de uma ameaça.

→ Leia também: Open Insurance: o que é e como funciona?

Oportunidades de parcerias entre seguradoras e insurtechs

Dito tudo isso, as seguradoras devem se sentir ameaçadas com o “fenômeno Insurtech”? Definitivamente, não! Há inúmeras oportunidades de parcerias entre as empresas tradicionais e as startups insurtechs.

Em um mundo onde o digital já é mainstream, instituições financeiras e seguradoras já perceberam que devem investir em menus de serviços digitais, mobiles, omnichannel, bem como em  metodologias ágeis, estratégias centradas no usuário (user-centric/people-first) e Data Science.

Firmar parcerias com startups que atuam dentro do conceito de Insurtech é, portanto, garantir um upgrade nos modelos de negócios; contar com equipes de tecnologia altamente capacitadas para tornar o processo de criação de produtos de seguros — e sua venda — muito mais fácil, rápido e eficiente.

Dessa forma, as seguradoras podem aproveitar a tecnologia de Inteligência Artificial para, por exemplo, fornecer um serviço personalizado para seus consumidores — resumir e apresentar rapidamente os produtos mais relevantes e úteis, muito mais rápido do que um humano.

Com a Internet das Coisas, podem obter dados detalhados sobre seus públicos de interesse e desenvolver e oferecer os produtos certos no momento certo. O seguro sob medida para motoristas pode ser baseado em dados enviados diretamente pelos veículos — os condutores mais responsáveis podem se beneficiar de um desconto, o que ajuda a alavancar as vendas.

Isso tudo aliado a ganho de reputação, aumento da capacidade de inovação, redução de burocracias e custos (é possível automatizar quase todos, quando não todos, os processos), ampliação do território de atuação (venda e atendimento online para regiões geográficas impossíveis de serem alcançadas presencialmente), entre outras vantagens.

Insurtechs brasileiras

Por fim, confira, a seguir, uma lista com exemplos de Insurtechs que já estão movimentando a inovação no mercado de seguros no Brasil.

Kakau

Kakau é uma plataforma de seguros sem franquia; 100% digital, possibilita aos clientes contratar e cancelar produtos e realizar pagamentos via aplicativo.

A startup diz que seu objetivo é “conduzir, por meio da tecnologia, a inclusão financeira da população brasileira que carece de conhecimento do quão importante o seguro pode ser para o seu dia a dia”.

A Kakau usa Inteligência Artificial para, em caso de sinistro, dar suporte aos usuários via dispositivos móveis com máxima precisão e rapidez.

Minuto Seguros

A Minuto Seguros desponta como uma das maiores seguradoras que unem on e offiline do país. Recentemente recebeu investimentos de um fundo do Vale do Silício, o Redpoint e.ventures.

A startup diz que “quer facilitar a vida daqueles que buscam um seguro, pensando sempre na qualidade e importância do atendimento humano”.

Segurize

Segurize é uma plataforma de indicações online dos produtos e serviços ofertados pela Segurize Corretora de Seguros.

Além de reduzir a burocracia do mercado de seguros, gera renda extra/bonificação aos clientes (os segurizes) que a indicam para amigos e conhecidos.

Bidu

A Bidu é uma corretora de seguros online, que possui uma plataforma integrada com a de grandes seguradoras. É bastante conhecida por entregar propostas de seguros em poucos segundos.

Youse

A Youse é uma plataforma de vendas de seguros online.

A startup garante que cotação, personalização e contratação são processos realizados 100% online, via qualquer dispositivo. E, caso precise de ajuda, o cliente pode contar com o apoio do time de atendimento disponível full time de segunda a segunda via telefone. “Falamos de igual pra igual, sem blá-blá-blá e de uma forma que todo mundo entenda”.

→ Leia nosso case sobre User Experience do segurado: Como humanizar e simplificar o “segurês

Conclusão

Como você viu ao longo do texto, o fenômeno Insurtech veio para ficar e já vem provocando profundas mudanças no mercado de seguros, no Brasil e no mundo.

Criar uma estratégia de parceria com startups especializadas nesse assunto e atualizar o modelo de negócios é recomendado por dez em cada dez especialistas.

Não colocar isso na agenda pode ser um erro fatal. E isso em curtíssimo prazo.

Sua seguradora já está preparada para aproveitar o “movimento Insurtech”?

Se quiser saber mais, veja nosso guia completo com essa e mais tendências de inovação no mercado de seguros: MJV Trends 2019 – Inovações Tecnológicas em Seguros.

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