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Imersão: conheça essa fase do Design Thinking

Hoje começamos uma série textos sobre as fases introdutórias ao Design Thinking. Nossa primeira conversa é sobre a Imersão. Nos próximos, falaremos sobre Ideação e Prototipação. Boa leitura!


A Imersão é a primeira das três fase da abordagem de Design Thinking. É na imersão que a equipe se aproxima do contexto do projeto e começa a identificar e classificar os problemas a serem resolvidos.

Muito importante para dar o input no pensamento e nas ações dos design thinkers, a imersão geralmente é subdividida em duas etapas: imersão preliminar e imersão em profundidade. Logo depois, passamos para a análise e síntese das informações coletadas.

Vamos entender cada uma dessas etapas:

Imersão preliminar

Geralmente, as empresas têm desafios a serem superados, mas não sabem as raízes dessas dificuldades. A imersão preliminar se dá quando fazemos um apanhado de um monte de informações sobre o contexto para entender mais sobre o tema e podermos, aos poucos, identificar os extremos que serão explorados com mais detalhes na imersão em profundidade.

Portanto, é importante entender o problema e, caso necessário, reenquadrá-lo. Ou seja, olhar o problema sob outras perspectivas e ângulos, mergulhando nas percepções e anseios de todos os stakeholders.

Para fazer o reenquadramento, a imersão preliminar é dividida em:

Captura – Coleta de dados sobre a razão de ser do produto/serviço/empresa em relação a crenças e suposições do interlocutor. Esta captação é feita geralmente durante reuniões, mediante entrevistas, mas também podem ser feitos exercícios de analogia, encenação ou outras dinâmicas.

Transformação – Com os dados capturados, a equipe do projeto faz o mapeamento e adiciona novas perspectivas.

Preparação – Com base no resultado da fase de transformação, agora cria-se materiais de sensibilização de impacto para estimular o interlocutor a refletir.

Imersão em profundidade

Esta segunda etapa é um mergulho a fundo no contexto e na vida dos stakeholders. O foco é entender o o que as pessoas falam, como agem, o que pensam e como se sentem.

É neste momento que se identificam comportamentos extremos e mapeia-se os padrões e necessidades. A equipe observa e interage com clientes/usuários do produto ou serviço para entender seu ponto de vista e o que/como fazem e se sentem em relação a ele. São usadas diversas técnicas, como entrevista, registro fotográfico, observação participante, observação indireta, cadernos de sensibilização etc.

Análise e síntese

Depois de levantar dados, mergulhando no contexto e, vendo as perspectivas de todos os envolvidos, chega a hora de organizar os insights para obter padrões e criar desafios que auxiliem na compreensão do problema.

Nesta etapa criamos ferramentas como cartão de insights, diagrama de afinidades, mapa conceitual, critérios norteadores, personas, mapa de empatia, entre outros.

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