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09/18/2020
Por
MJV Team

13 dicas para dar início ao Planejamento Estratégico de 2021

Atípico. Essa é uma ótima definição para o ano de 2020. O mercado nunca mudou tanto em tão pouco tempo. É verdade que muitas transformações estavam em curso já – a transformação digital, a gestão de times distribuídos, a inovação como mindset.

O que presenciamos foi um aceleramento que não estava no script. E a urgência em aposentar o modelo que vínhamos usando até aqui. 

Ainda não há um manual de instrução. Qualquer novo modelo que seja construído deve se alinhar com algumas prioridades:

  • Gestão mais descentralizada
  • Poder do propósito
  • Times distribuídos
  • Trabalho em rede
  • Transformação digital
  • Mindset analítico
  • Colaboração
  • Comunidades
  • Meio ambiente
  • Gestão de risco 

Se você está de olho no planejamento estratégico de 2021, esse post é para você. Descubra quais as soluções que não podem faltar nos planos para o ano que vem. 

O futuro chegou

Nunca falamos tanto em novos paradigmas. Um grande ciclo de inovações acontece bem debaixo dos nossos narizes – não há como ser indiferente. 

As transformações – carregadas dessas prioridades que listamos aí em cima – invadiram todas as reuniões executivas – quase que da noite pro dia. 

Você pode mergulhar em todas elas aí nesse ebook. 

Reposicionamento Estratégico:

Como as empresas podem transformar incertezas em oportunidades?

É bem verdade que os cientistas já tinham mapeados a possibilidade do mundo ser assolado por uma pandemia. 

Os cenários que emergiram desse novo normal exigem das empresas um conjunto de soluções para o alinhamento com esse futuro – que já está bem mais para presente. 

Realinhar o planejamento estratégico é a prioridade desse tempo. Mas como aplicar isso nesse cenário de transição? 

Doing things 

Bom, vale deixar anotado por perto uma frase que ganha cada vez mais sentido nessa Era de Mudanças. 

“Temos um plano estratégico. Ele se chama fazer as coisas”. 

Herb Kelleher é certeiro ao dizer isso. Sabemos que o seu planejamento estratégico de 2020 já estava pronto, mas rodou pouquíssimo tempo. 

Com certeza levou tempo e operou grande esforço para concluir esse plano de ação. 

Mas imprevisibilidades acontecem. Os que se adaptam com mais agilidade levam a melhor. E, com certeza, esse é o tom dos novos tempos. 

The next billion thing 

Só mais um lembrete, antes de entrarmos nas soluções que não podem faltar: a corrida pelo the next billion thing é uma tarefa ongoing hoje. 

A velocidade das transformações – característica da evolução tecnológica – indica que descobrir antes de todos o modelo de negócio capaz de promover a disrupção do seu mercado é prioridade para todos os negócios que querem permanecer no jogo. 

Planejamento Estratégico: o plano de voo para 2021

Heráclito cravou essa preciosidade, há mais de 2.500 anos: 

“Nada é permanente, exceto a mudança!” 

Como falamos antes, o mercado já está sentindo o impacto das transformações faz um tempinho. Transformação digital. User experience. Inovação. Dados – muitos dados. 5G. Automação. Nada disso é novidade – tudo já estava mapeado e em curso. 

Na verdade, o que não estava mapeado era o tempo, pra lá de curto, para implementar todas essas mudanças. 

Para facilitar essa empreitada de alinhar-se aos novos tempos que já aportaram, elencamos o que não pode faltar no planejamento estratégico de 2021.  

  1. Ágil ou não? Eis a questão 

Um time não é ágil, pensa ágil. Sim, estamos falando de uma mudança de mindset. Já tem um tempo que a agilidade não é mais uma tendência. Hoje, é muito mais uma necessidade. 

A partir dessa cultura ágil, é possível organizar as equipes com menos hierarquias, menos silos. Isso proporciona uma tomada de decisão bem mais eficiente e times mais autônomos. 

As práticas ágeis são uma solução indispensável para liderar nesse futuro e ter times distribuídos com mais musculatura para acelerar os resultados. 

  1. A esteira de inovação

Algumas palavras incomodam um bocado, mas é preciso encarar de frente e pensar em soluções para os impactos. Crise e desemprego são, hoje, fantasmas que assombram a grande maioria dos negócios.  

Para lidar com esses impactos, é preciso trazer sua esteira de inovação para o centro da estratégia, olhar para ela sem nenhum romantismo. E lembre-se: não há espaço para inovar por inovar

Hoje, as estratégias de inovação precisam gerar eficiência operacional, novos produtos mais baratos – mas com qualidade de ponta. Afinal, baixando os custos se abre uma porta para alcançar novos mercados. 

Uma dica 

É preciso pensar produtos e soluções para novos nichos, mas sem deixar de lado os objetivos – e custos – do negócio. 

Muitos projetos morrem por conta dessa falta de alinhamento com o core business. Eles até saem do papel com potencial, mas não levam em conta a própria natureza do negócio.

O resultado, nesses casos, são margens de lucro muito baixas para sustentar o novo produto, solução ou processo. A esteira de inovação acaba não gerando resultados muito satisfatórios. 

O valor da inovação para companhia está no alinhamento que as propostas têm com os objetivos de negócio. 

Anote aí: o Design Thinking pode ser o primeiro passo rumo à esteira de inovação eficiente! 

  1. A transformação é digital: comece a digitalização  

A Transformação Digital deixou de ser só o futuro e passou a ser a realidade de todas as empresas do mundo. Nessa realidade, o desenvolvimento de software ganha mais relevância do que nunca. 

E para oferecer a melhor solução ao mercado, não basta apenas eficiência no processo de desenvolver. A experiência do usuário é o que vai definir o sucesso ou o fracasso do seu projeto.

Uma dica

Digital Development: Ágil + DT + Desenvolvimento de Software

A união DT + Ágil é o pilar do nosso processo de desenvolvimento de software. Esse combinado possibilita uma operacionalização mais eficiente e um produto final mais alinhado às necessidades do mercado.

  1. User experience 

Para ficar bem claro o peso do UX nas estratégias de qualquer negócio, vamos trazer um dado irrefutável. 

A cada 1 dólar investido em UX, uma empresa tem retorno de 100 dólares

The six steps for justifying better UX, Forrester (2006).

Não há dúvida que o coração de toda empresa é o usuário. Esse é o ativo mais valioso. 

Vale anotar que: uma boa experiência é a soma de um planejamento cuidadoso, análises, testes e investimento. Não se esqueça que tudo isso faz parte de um processo de melhoria contínua.

Uma dica

Mergulhe fundo – bem fundo no seu negócio – e entenda os interesses da sua empresa e os padrões comportamentais do seu consumidor como uma variável dentro do processo de pesquisa e construção de uma boa experiência em usabilidade.  

O Design Thinking – olha ele aqui novamente! – pode ajudar bastante nessa missão.

Aproxime seu time de desenvolvedores dos designers. Acredite, o resultado é bem significativo. 

Leia mais sobre esse tema, no Guia Completo para reter clientes com user experience.  

  1. A Indústria é 4.0

Não há dúvidas que um dos maiores benefícios das fábricas inteligentes é a redução de custos. A solução é ainda mais interessante por trazer, além disso, a eficiência operacional para o combo.   

Lembre-se que estamos falando de um segmento que conta com enormes plantas fabris e, por isso, precisa de um aculturamento. 

Uma dica 

Comece com a automação dos processo mais simples, que geram menos riscos à produção. 

  1. Dados valem mais do que petróleo 

Há uma afirmação que nós gostamos muito de usar por aqui: 

Dados são inevitáveis

Tomadas de decisões demandam dados para minimizar riscos. Mas, para isso, é necessário manter as informações acessíveis. 

Análises de dados promovem:

  • Eficiência nas ações definidas
  • Redução de erro
  • Melhora no time-to-market

E, acima de tudo, possibilitam as respostas certas para que desafios sejam solucionados. 

Com o avanço da tecnologia, a infraestrutura para coletar, processar, integrar e analisar dados está cada vez mais acessível às empresas – de startups a grandes players globais.

  1. Automação 

Novos tempos pedem novos processos, com escopos bem diferentes. Esse é o caso de 10 em cada 10 empresas. 

Priorizar os processos mais estratégicos para o momento atual faz parte da agenda dessa transformação. Imagina se todos os processos operacionais dos seus departamentos pudessem ser realizados por um robô?

A boa notícia é que eles podem, sim. Uma solução de Automação Robótica de Processos (RPA) é capaz de aumentar a produtividade do seu time remoto. 

  1. LGPD

Para consumir dados e tirar insights valiosos, é preciso saber tratá-los da forma adequada:

com segurança, garantindo a privacidade e dentro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Sim, a LGPD veio para ficar: é um movimento atual no mercado de dados. E é claro que isso tem que ir ao encontro dasegurança. 

Uma dica

Se você pensou que a LGPD só vai entrar nas últimas fases dos projetos, engano seu. 

Trazer as regulamentações para o início da concepção de qualquer solução é muito mais eficiente.

Integre a privacidade e a segurança à criação e operação de novos dispositivos, sistemas de TI, infraestrutura de rede e até políticas corporativas. 

  1. Cibersegurança 

Hoje, com o isolamento social e a prática do home office como uma forte realidade em muitas empresas, o armazenamento de uma grande quantidade de dados em variados dispositivos (notebooks, PCs, tablets, smartphones etc.) e a transmissão deles pelas redes alcançou patamares nunca vistos antes.

Esses aparelhos e seus sistemas subjacentes têm vulnerabilidades. Uma violação de dados pode ter uma série de consequências devastadoras, pode destruir a reputação de uma marca através da perda de confiança dos consumidores e parceiros. 

Investir em Cibersegurança é prioridade em um mundo remoto!

Uma dica

O outsourcing de TI pode ser o dream team que seu negócio precisa. 

  1. Customer Success: propósito e comunicação

A era da experiência do usuário ganha mais relevância ainda em tempos de transição. O consumidor segue mais consciente do que nunca. 

A busca por vínculos cada vez mais alinhados com valores mais sensíveis abre precedentes para questionamentos, como “o que as empresas fazem de relevante para o mundo?”.

Surge a necessidade de ultrapassar as barreiras da própria organização e se comprometer com uma missão que impacte o mundo de forma positiva. Nunca um propósito, um storydoing, foi tão relevante. 

Não podemos esquecer que: 

Boas histórias geram drivers de valor e é justo isso que os investidores querem ver! 

Em um mundo digital e centrado no usuário, o conteúdo é rei e seu objetivo é justamente engajar e comunicar. Spoiler: a transparência é assunto sério – vamos falar dela logo alí. 

É crucial produzir conteúdos relevantes, assim seus consumidores terão condições de fazer escolhas cada vez mais conscientes em relação a qualquer produto ou serviço. Priorize sua estratégia de relacionamento. Esteja disponível em diversos canais.

Lembre-se: uma boa estratégia de comunicação inspira, engaja e desenvolve seus colaboradores. 

  1. Engajando o time: a prata da casa

A Era da Colaboração chegou! E para ficar. Envolver ganha cada vez mais relevância nos planos de ação. 

Só que, em um mundo 100% digital, as empresas precisam ir além de envolver seus funcionários fisicamente – agora, por exemplo, nem tem como -, mas virtualmente também. 

Uma dica

Engajar, via redes sociais, criando uma estratégia de conteúdo a ser entregue por diferentes canais é uma solução e tanto para inspirar e motivar suas equipes e parceiros. 

  1. Tecnologias emergentes

Como já falamos ali em cima, a pandemia global só acelerou a urgência de encarar a digitalização dos negócios. 

Em cenários de incerteza, a tecnologia pode promover as disrupções necessárias para que os negócios ganhem valor competitivo e até mesmo criem novos mercados para liderarem. 

Uma dica

Para potencializar os resultados da transformação digital, nosso conselho é, antes de tudo, entender a fundo seu negócio, os novos cenários que podem surgir e quais as tecnologias são importantes para seus objetivos. 

  1. Futurismo é a nova gestão de risco 

Não há risco maior do que o de interromper a continuidade do negócio. Mas em um mundo onde situações inesperadas acontecem em períodos de tempos cada vez mais curtos – e, muitas vezes, em escala global -, como estar preparado para uma transição mais rápida e eficiente?

Manter um olho no presente e um em futuros possíveis é uma boa saída. Quem já se rendeu ao design de futuros possivelmente tinha cenários, como o que estamos vivemos agora, mapeados. Dessa forma, já tinha no cofre estratégias para se adaptar rapidamente sem perder ritmo.  

Zygmunt Bauman nomeou momentos como esse que estamos passando como tempos de interregno. Cruzamos o que não é mais rumo ao que não é ainda.  O modelo velho já não nos serve mais e o novo ainda não está pronto. 

Há uma oportunidade enorme de co-criar esse novo e alinhar o planejamento de 2021 com o cenário que temos agora. E os futuros desejáveis são um grande passo. 

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