Dados IA: o que o IBGE revela sobre o uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras
A Pintec IBGE 2024 mostrou que o uso de IA nas empresas brasileiras cresceu 163% em dois anos. Veja os principais dados IA, quais setores lideram e quais barreiras ainda travam a adoção.
Os dados IA mais recentes sobre o cenário corporativo brasileiro chegaram com força: segundo a Pintec (Pesquisa de Inovação) do IBGE, divulgada em 2024, o uso de inteligência artificial nas empresas do país cresceu 163% em apenas dois anos. O número é expressivo e sinaliza uma virada de chave na forma como organizações de diferentes portes e setores encaram a tecnologia como alavanca de negócio.
Para quem acompanha o tema de inovação e transformação digital, entender o que o IBGE apurou é o primeiro passo para calibrar estratégias, justificar investimentos e identificar onde o Brasil ainda precisa avançar. Este artigo reúne os principais achados da pesquisa e o que eles significam na prática.
O que é a Pintec e por que os dados IA dela importam
A Pintec — Pesquisa de Inovação — é o levantamento mais abrangente do IBGE sobre comportamento inovador das empresas brasileiras. Ela cobre adoção de tecnologias, investimentos em P&D, barreiras à inovação e, nas edições mais recentes, o uso específico de tecnologias emergentes como inteligência artificial, computação em nuvem e big data.
Por ser conduzida pelo IBGE, a pesquisa tem representatividade estatística e metodologia rigorosa, o que torna seus dados IA uma referência confiável para gestores, formuladores de políticas públicas e consultorias que precisam embasar decisões com evidências sólidas.
A edição de 2024 é especialmente relevante porque captura o período pós-pandemia, quando a aceleração digital ganhou velocidade e ferramentas de IA generativa começaram a entrar no radar das empresas brasileiras de forma mais concreta.
Crescimento de 163%: o que está por trás do número
O crescimento de 163% no uso de IA em dois anos não é apenas um dado impressionante para press release. Ele revela uma mudança estrutural: a inteligência artificial deixou de ser experimento de laboratório e passou a integrar processos reais dentro das organizações.
Alguns fatores explicam essa aceleração:
- Democratização das ferramentas: plataformas de IA como serviço (AIaaS) reduziram a barreira de entrada técnica e financeira para empresas menores.
- Pressão competitiva: empresas que viram concorrentes colhendo ganhos de produtividade com automação inteligente aceleraram seus próprios projetos.
- Maturidade da computação em nuvem: a infraestrutura de nuvem, já consolidada em muitas organizações, serviu de base para a camada de IA.
- Disponibilidade de modelos pré-treinados: o surgimento de modelos de linguagem e visão computacional acessíveis via API reduziu o tempo de implementação.
O resultado é que os dados IA da Pintec mostram não só adoção, mas adoção em velocidade acima do que muitos analistas projetavam para o mercado brasileiro.
42% das grandes empresas já usam IA — e a administração lidera
Entre as empresas com 100 ou mais funcionários, 42% já declararam utilizar alguma forma de inteligência artificial em seus processos. Esse percentual cai significativamente em empresas menores, o que indica que o porte ainda é um fator determinante para a adoção.
Quando o recorte é por área funcional, a administração lidera com 87,9% dos casos de uso de IA dentro das grandes empresas. Isso faz sentido: tarefas administrativas como triagem de documentos, automação de fluxos de aprovação, análise de contratos e suporte interno são casos de uso maduros, com ROI mensurável e menor resistência cultural à automação.
Outros destaques por área incluem:
- Atendimento ao cliente e suporte, com chatbots e assistentes virtuais
- Recursos humanos, com triagem de currículos e análise de engajamento
- Financeiro, com detecção de anomalias e previsão de fluxo de caixa
- Operações e logística, com otimização de rotas e manutenção preditiva
Os dados IA por área funcional mostram que a inteligência artificial não está concentrada em um único departamento — ela se distribui pela organização conforme a maturidade digital de cada setor avança.
Computação em nuvem lidera a adoção geral de tecnologias avançadas
Antes de falar em IA, é preciso falar em infraestrutura. E aqui a Pintec é clara: a computação em nuvem lidera a adoção geral com 77,2% das empresas pesquisadas declarando uso da tecnologia.
Esse dado é estratégico porque a nuvem funciona como habilitadora das demais tecnologias. Sem ela, a maioria das soluções de IA em escala simplesmente não funciona com o desempenho e o custo necessários para viabilizar projetos corporativos.
A sequência de adoção que os dados IA da Pintec sugerem é bastante lógica:
- Migração para nuvem (infraestrutura)
- Coleta e organização de dados (data lakes, data warehouses)
- Análise avançada e business intelligence
- Modelos de machine learning e IA aplicada
Empresas que ainda estão nos estágios iniciais dessa jornada precisam entender que a adoção de IA não começa com um modelo — começa com uma fundação de dados e infraestrutura bem estruturada.
Barreiras: custo alto e falta de pessoal qualificado travam o avanço
Se o crescimento de 163% é animador, as barreiras identificadas pela Pintec são um alerta importante. As duas principais razões pelas quais empresas brasileiras ainda não adotaram — ou não expandiram — o uso de IA são:
- Custo alto de implementação: licenças, infraestrutura, customização e integração com sistemas legados representam investimentos que muitas empresas, especialmente as de médio porte, ainda não conseguem absorver.
- Falta de pessoal qualificado: o gap de talentos em ciência de dados, engenharia de machine learning e arquitetura de IA é uma realidade no mercado brasileiro. A demanda cresceu mais rápido do que a oferta de profissionais capacitados.
Essas barreiras não são exclusivas do Brasil — elas aparecem em pesquisas similares na Europa e nos Estados Unidos. Mas no contexto brasileiro, onde a base de empresas é majoritariamente composta por pequenas e médias organizações, o impacto é proporcionalmente maior.
Para superar esses obstáculos, muitas empresas têm recorrido a parceiros especializados que combinam capacidade técnica com visão de negócio — reduzindo o tempo de implementação e o risco de projetos que não geram retorno.
O que os dados IA do IBGE significam para a sua empresa
Interpretar os dados IA da Pintec vai além de comparar percentuais. O que a pesquisa do IBGE revela, em essência, é que o mercado brasileiro está em um ponto de inflexão: empresas que avançam agora constroem vantagem competitiva; empresas que esperam enfrentarão um gap crescente em relação aos concorrentes que já operam com inteligência artificial integrada aos seus processos.
Os sinais são claros:
- A adoção cresce em velocidade acelerada entre grandes empresas
- A área administrativa já demonstrou maturidade de uso
- A infraestrutura de nuvem está consolidada como base para IA
- As barreiras são conhecidas — e superáveis com a parceria certa
A questão não é mais se sua empresa vai adotar IA, mas como e com quem vai fazer isso de forma estruturada, segura e orientada a resultados reais.
A MJV combina design thinking, dados e tecnologia para ajudar organizações a transformar dados IA em estratégia aplicada — desde o diagnóstico de maturidade digital até a implementação de soluções que geram impacto mensurável no negócio.
Quer entender onde sua empresa está nessa jornada e quais são os próximos passos? Fale com um especialista da MJV e descubra como acelerar sua adoção de inteligência artificial com método e segurança.
Perguntas frequentes sobre dados IA e a pesquisa do IBGE
O que a Pintec IBGE 2024 revelou sobre o uso de IA no Brasil?
A Pintec mostrou que o uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras cresceu 163% em dois anos, com 42% das empresas com 100 ou mais funcionários já utilizando alguma forma de IA.
Qual área das empresas mais usa inteligência artificial segundo o IBGE?
A área de administração lidera com 87,9% dos casos de uso de IA entre as grandes empresas pesquisadas pela Pintec.
Qual tecnologia tem maior adoção geral nas empresas brasileiras?
A computação em nuvem lidera com 77,2% de adoção, funcionando como infraestrutura habilitadora para outras tecnologias, incluindo a inteligência artificial.
Quais são as principais barreiras para adoção de IA no Brasil?
Segundo a Pintec IBGE, as duas principais barreiras são o custo alto de implementação e a falta de pessoal qualificado em áreas como ciência de dados e engenharia de machine learning.
Pequenas empresas também estão adotando IA no Brasil?
A adoção é significativamente maior em empresas com 100 ou mais funcionários. Empresas menores ainda enfrentam barreiras maiores de custo e capacitação, o que torna a parceria com consultorias especializadas uma alternativa estratégica.
Por que os dados IA do IBGE são relevantes para decisões de negócio?
Por serem produzidos com metodologia rigorosa e representatividade estatística, os dados IA da Pintec oferecem uma base confiável para benchmarking setorial, justificativa de investimentos e planejamento estratégico de transformação digital.
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