No mundo dos negócios, a segurança da informação tem garantido lugar de destaque na maioria das empresas. É também um dos temas mais atuais e de maior relevância no contexto corporativo. Por isso, merece toda atenção por parte de gestores e líderes.

Absolutamente estratégica, a segurança da informação é essencial para a proteção do conjunto de dados das empresas. E, como se sabe, são fundamentais para as atividades de qualquer negócio.

Quando bem executada, é capaz de blindar a empresa de ataques, falhas tecnológicas e erros humanos. Já que qualquer tipo de falha, por menor que seja, abre brecha para problemas grandiosos.

É fundamental que os gestores compreendam a importância da área, todos os aspectos envolvidos e informações que asseguram a segurança do negócio.

Deixar as empresas indefesas e não protegê-las contra riscos — mesmo que não pareçam perigosos — não é mais uma opção.

  1. O que fazer nesse sentido? 
  2. Como ter certeza que estou seguro compartilhando informações corporativas? 
  3. Como proteger seus dados, sua empresa e seu cliente? 
  4. Como garantir a segurança nas transações?

Muitas dúvidas surgem dentro desse contexto. É preciso estar preparado para enfrentar novos desafios da realidade que se apresenta. Vamos falar sobre isso ao longo desse material. Acredite: é possível —  e urgente! —  estar protegido.

O que é Segurança da Informação?

Segurança da informação está diretamente relacionada com a proteção de um conjunto de informações, no sentido de preservar o valor que possuem para um indivíduo ou uma organização.

De forma simplificada, podemos dizer que é a área que impede que os dados e informações caiam nas mãos de pessoas não autorizadas a ter acesso a esses dados, informações ou sistemas da organização.

Não tem para onde correr: empresas de todos os portes e em todos os segmentos devem investir nela. 

Existem três atributos básicos fundamentais ao adotar políticas de Segurança da Informação:

  1. Integridade,
  2. Confidencialidade,
  3. Disponibilidade da informação.

Sobre esses princípios, vamos falar no próximo tópico. Mas, antes, queremos lembrar que, além deles, a segurança da informação também é composta por um conjunto de ferramentas, abordagens de gerenciamento de risco, tecnologias, treinamento e métodos para proteger redes, dispositivos, programas e dados contra ataques ou acesso não autorizado. 

Acompanhe o que caracteriza os 3 princípios da Segurança da Informação!

Os 3 princípios da Segurança da Informação

Na prática, é a segurança da informação que vai garantir a união de esforços e medidas voltadas para a defesa dos dados, principalmente aqueles mais sensíveis, de usuários e organizações.

Como falamos, isso começa pelos 3 princípios básicos: confidencialidade, integridade e disponibilidade. 

Confidencialidade

Como o nome já diz, esse princípio exige que os dados sejam acessados e manuseados somente por colaboradores autorizados. 

Integridade

Dados e itens de configuração só podem ser alterados por determinados colaboradores e com finalidades previamente autorizadas. 

Pode parecer uma burocracia desnecessária, mas é isso que vai garantir a segurança dos seus maiores insumos — os dados. 

Disponibilidade

A informação fornecida pelos dados somente podem ser acessadas por colaboradores autorizados, somente para determinados fins e quando forem requisitados. 

Para entender melhor como aplicar esses princípios e priorizar as medidas de segurança da informação na sua empresa, confira nosso ebook “Cibersegurança: como reduzir riscos de ataque cibernéticos no home office”!

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Cibersegurança: como reduzir riscos de ataque cibernético no home office

Segurança da informação não é apenas Cibersegurança

A informação pode ser armazenada, processada ou transmitida de diferentes maneiras: no formato eletrônico, de forma verbal, por meio de mensagens escritas ou impressas, entre outros. 

Independente da sua forma ou estado, a informação requer adequadas medidas de proteção, de acordo com a sua importância e criticidade, e esse é precisamente o campo da segurança da informação.

Portanto, a SI não está restrita somente a sistemas computacionais, informações eletrônicas ou sistemas de armazenamento digitais. O conceito aplica-se a todos os aspectos de proteção de informações e dados.

Já a cibersegurança tem como foco a proteção da informação digital que está nos sistemas interligados. Por isso, é definida como uma parte da segurança da informação.

Quais os riscos e erros mais comuns em Segurança da Informação?

Dados são o novo petróleo”.

Você já deve ter ouvido essa frase. Essa afirmação veio de Clive Humby, matemático britânico do ramo da ciência de dados que estuda o fenômeno. Ele disse:

“Os dados são o novo petróleo. É valioso, mas se não refinado, não pode realmente ser usado. Ele precisa ser transformado em gás, plástico, produtos químicos  etc., para criar uma entidade valiosa que impulsiona atividades lucrativas; portanto, os dados devem ser detalhados, analisados ​​para que tenham valor“. 

Nós concordamos, é claro! E acreditamos que as empresas precisam acompanhar esse movimento, pois é com os dados coletados internamente e de fontes externas que podem extrair informações e insights valiosos para decisões inteligentes e eficientes. 

Hoje, os dados são um dos ativos mais valiosos do mundo. O mundo confia na tecnologia mais do que nunca. E mais do que isso: depende delas. 

Com o isolamento social e a prática do home office, o armazenamento de uma grande quantidade de dados em variados dispositivos (notebooks, PCs, tablets, smartphones etc.) e a transmissão deles pelas redes alcançaram patamares nunca vistos antes.  

E é aí que mora o ponto de atenção! Esses aparelhos e seus sistemas subjacentes têm vulnerabilidades que, quando exploradas, prejudicam a saúde e os objetivos de uma organização. 

A perda de dados críticos, como arquivos de origem ou propriedade intelectual, pode custar à empresa sua vantagem competitiva. Indo além, uma violação de dados pode impactar as receitas devido à não conformidade com as regulamentações de proteção de dados — o não cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), por exemplo. 

Logo, com violações de dados de alto perfil que fazem manchetes na mídia, mas também com pequenos incidentes no dia a dia, é essencial que as organizações adotem e implementem uma forte abordagem de segurança da informação.

6 passos para melhorar sua Segurança da Informação

1. Gerenciamento de riscos

O gerenciamento de riscos tem um papel importante para tornar a segurança uma prioridade em todas as linhas de negócios. 

Com todas as atividades e serviços voltados para o cliente online, a ameaça de violações no sistema aumenta e as perdas que isso pode causar também crescem significativamente.

Atividades de risco mais rápidas, automatizadas e integradas – como monitoramento, relatório, análise e modelagem – reduzirão custos e ajudarão a mitigar os riscos com mais eficiência. 

Os riscos operacionais também se beneficiarão da digitalização da função de riscos: atividades diárias aprimoradas, corte de despesas e processos desnecessários.

2. DataOps vai ajudar!

Em relação à segurança, o DataOps vem para contribuir – e muito! O ganho vem de múltiplos lados. Até porque parte do que acontece dentro de uma esteira de dados completa é justamente a Governança. 

A entrega e o desenvolvimento contínuos e a integração das áreas refletem diretamente na segurança. E aqui vamos além de cibersegurança. É claro que existe essa proteção contra ataques cibernéticos e roubo de dados. Mas também consideramos a segurança da disponibilidade dos serviços. 

Com o DataOps, é possível realizar uma integração da TI com dados e com o negócio, o que permite que tenhamos segurança:

  1. No desenvolvimento — no sentido de não perder o conhecimento
  2. Dentro da esteira de dados — a governança de dados é implementada desde o primeiro momento 
  3. Durante o funcionamento do processo como um todo — se algo der errado, é possível prever e trabalhar os possíveis cenários para resolver o erro rapidamente
  4. No mapeamento dos possíveis gargalos — através do conhecimento do negócio

Leia também: DataOps: 7 passos para construir seu ambiente

3. Proteja seu cliente: siga a LGPD

Para consumir dados e tirar insights valiosos, é preciso saber tratá-los da forma adequada com segurança, garantindo a privacidade e dentro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Sim, a LGPD veio para ficar: é um movimento atual no mercado de dados. E é claro que isso tem que ir ao encontro da segurança. 

Veja: o principal não é a multa. O problema é a quebra de confiabilidade com o cliente/consumidor. Essa, na maioria das vezes, é irrecuperável. Então, você precisa protegê-lo.

Se você não souber manipular e proteger os dados dos seus usuários de acordo com a LGPD e sofrer um ataque, estará enfraquecido e fadado a perder seu ativo mais valioso: o cliente. 

A regulamentação e a LGPD, juntas, garantem a segurança para os dois lados:

  1. Cliente: precisa ter a certeza absoluta de que seus dados somente serão utilizados com a sua autorização e não serão vazados
  2. Empresa: precisa seguir as diretrizes da LGPD para viabilizar suas operações e estar segura em caso de qualquer tipo de incidente com seus dados

4. Privacidade desde a concepção

Pensar em privacidade de dados na concepção de processos, produtos e serviços. Ou seja, a ideia é integrar a privacidade e a segurança à criação e operação de novos dispositivos, sistemas de TI, infraestrutura de rede e até políticas corporativas. 

O desenvolvimento e a integração de soluções de privacidade e segurança nas fases iniciais de um projeto identificam possíveis problemas cedo, evitando alto investimento de recursos, esforço e perda de time-to-market. 

Quando a privacidade é pensada desde a concepção do serviço ou produto, aumenta de forma considerável a garantia de segurança na ponta final do processo. 

Por isso, qualquer ação que uma empresa realize que envolva o processamento de dados pessoais deve ser realizada com a proteção e a privacidade dos dados em cada passo. 

5. I.A. como aliada

A Inteligência Artificial eleva o cuidado com a segurança da informação e é uma forte aliada até mesmo quando se trata de procurar por buracos nas defesas da rede de computadores. 

Devido à escala e ao aumento da complexidade, especialistas em segurança cibernética estão sendo substituídos por plataformas automatizadas de IA.

6. APIs: novo desafio da Cibersegurança

Entre os maiores desafios atuais estão os ambientes hiperconectados orientados a APIs. 

Hackers gostam de APIs porque apresentam vários caminhos para acessar os dados de uma empresa. Além disso, podem ser usados ​​juntos de formas não intencionais para permitir novos ataques que exploram aplicativos móveis e da web.

As APIs voltadas para o público são uma preocupação importante, pois são um vetor direto para os dados confidenciais por trás dos aplicativos. Traga para a sua agenda a necessidade urgente de fechar as portas para os riscos de segurança resultantes da exposição às APIs. 

Como? 

  1. Implantando uma abordagem multifacetada para a segurança.
  2. Lidando com o ambiente atual através de uma abordagem mais proativa e adaptativa.

O que avaliar na hora de contratar uma empresa especializada?

Existem alguns pontos que você deve levar em consideração na hora de fechar com uma empresa que vá tratar a segurança da informação no seu negócio. Vamos conhecer alguns deles?

O dream team de sucesso

Existe um elemento que é fundamental nessa equação e que faz toda a diferença: sua equipe. 

Para operar com segurança e qualidade, é preciso ter um time capaz de operar sistemas complexos e que saiba lidar com as adversidades que com certeza irão aparecer no dia a dia. 

Mas nós sabemos que nem sempre a busca por profissionais que supram as necessidades da corporação é uma tarefa fácil. Nesse caso, você pode — e deve! — pedir ajuda. 

  1. É aí que entra o Outsourcing de TI. Acredite: a equipe certa é capaz de resolver os desafios mais complexos desse novo tempo de forma rápida, barata e eficaz, garantindo agilidade e qualidade. 

Mecanismos de segurança como prioridade

A segurança da informação precisa ser uma prioridade para não perder tempo, dinheiro, dados e clientes. 

Medidas para adicionar novas camadas de segurança para suas operações e serviços precisam estar em primeiro lugar na agenda. Os atacantes conquistam mais skills em tecnologia e acesso a recursos todos os dias. E isso tudo em um ritmo muito mais acelerado do que os esforços de defesa das corporações.

  1. Avalie a segurança da informação da sua potencial empresa parceira. Confira os mecanismos de segurança cibernética e os meios adicionais para garantir segurança em todas as etapas pelas quais os dados passam. 

Organizações com boas estratégias de segurança da informação conseguem prevenir ataques cibernéticos, violações de dados e roubos de identidade, além de fazerem o gerenciamento de riscos.

LGPD em foco

Para operacionalizar uma estratégia focada na privacidade do usuário é preciso definir as políticas de privacidade informativa da organização. Essas políticas fornecem a base sobre a qual as equipes de operações e desenvolvimento podem determinar os requisitos de segurança e projetar salvaguardas de privacidade. 

  1. Essas políticas precisam estar em conformidade com a LGPD. Essa conformidade é a garantia que seus dados estarão em boas — e seguras! — mãos.

Treinamento é essencial

O treinamento dos desenvolvedores e demais funcionários responsáveis pela criação dos processos e produtos é a chave para uma garantir a manutenção da segurança da informação. 

  1. Sua empresa parceira precisa ter a habilidade de treinar os seus colaboradores e guiá-los nesse processo. E aqui podemos utilizar uma série de ferramentas, como gamificação e plataformas EAD — que se encaixam perfeitamente em nossa realidade remota atual. 

Inovação em foco

É preciso saber que nenhuma companhia consegue atingir o controle de todas as ameaças à Segurança da Informação. Porém, é possível —  e muito importante — manter a dinâmica da inovação acompanhando a constante mudança e evolução de hardwares e softwares. 

Dessa forma, uma empresa inovadora e capaz de fazer testes constantes tem potencial para ser a parceira ideal nessa empreitada!

Além disso tudo, vale lembrar: esteja preparado!

  1. Tenha um plano de ação para incidentes. 
  2. Estabeleça rotinas e procedimentos necessários. 
  3. Esquematize ações que devem ser tomadas em caso de crise. 
  4. Comece a tomar medidas agora. 

É preciso ser preventivo e não reativo.

Se você precisa de ajuda para estruturar sua segurança da informação, nós podemos te ajudar. Entre em contato com nossos especialistas e vamos conversar sobre os seus desafios e planos para este ano!