Estima-se que 40 a 90% dos custos totais de um sistema são gerados após o seu lançamento. Esse gasto ocorre porque manter o funcionamento e a estabilidade de softwares é algo complexo. E para evitar falhas e reduzir custos, as equipes precisam ser habilidosas. Nesse contexto surge o SRE.

É para entregar confiabilidade aos sistemas que entra em ação o Site Reliability Engineering. O foco está na garantia de que os softwares sejam implantados corretamente, assim, um serviço confiável é entregue aos usuários finais.

Isso inclui gerenciar quaisquer problemas que ocorram na implantação do pós-software mas vai além.

Confira tudo sobre essa área de tecnologia que vem ganhando cada vez mais visibilidade no mercado!

O que é SRE?

SRE ou Site Reliability Engineering é um conceito relativamente novo que surgiu pela primeira vez no Google em 2003. Foi criado por Benjamin Treynor Sloss, vice-presidente de engenharia da Big Tech.

O termo, em sua tradução, significa engenharia de confiabilidade do site. Aqui encontram-se os profissionais que fazem parte do time de TI e se conectam com os desenvolvedores e a equipe de operações.

Sim, são eles os responsáveis por assegurar a escalabilidade, estabilidade e previsibilidade dos sistemas online de uma empresa. Falaremos mais sobre isso!

Porém, sua função também engloba todo gerenciamento após a implementação de um sistema. Dessa forma, buscam automatizar tarefas e manter as operações de forma confiável e veloz.

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Princípios fundamentais da metodologia

Primeiro, deve-se entender a importância de ter um time de engenheiros de confiabilidade do site focado em trabalhar de maneira eficaz.

Está em jogo garantir a confiança e agilidade dos sistemas online para que tudo funcione sem gaps.

Como já citamos, o criador do conceito Benjamin Treynor Sloss, desenvolveu uma metodologia que abrange alguns princípios fundamentais para se aplicar a engenharia de confiabilidade do site. São eles:

Na prática, os princípios de SRE englobam as ações que uma equipe de engenharia de confiabilidade do site deve tomar diante do gerenciamento dos serviços online.

Começando pelo primeiro item: abraçar riscos. Estamos falando de assegurar um nível de confiabilidade adequado para a empresa. Importante, concorda?

Depois disso, seguindo os próximos princípios, a organização é capaz de investir em novas oportunidades e inovações de acordo com a engenharia de lançamentos.

Isso significa minimizar os riscos para a experiência do consumidor, mantendo um objetivo claro sobre o nível de serviço.

Além disso, o foco da metodologia é buscar a simplicidade na aplicação dos serviços, como por exemplo, ao montar um sistema que reduza as mudanças no código-fonte. 

Ou seja, quanto menos códigos inseridos, menor probabilidade de encontrar bugs, sendo possível aumentar a qualidade do serviço. 

Como se tornar um profissional da área?

Para entender melhor sobre o engenheiro de confiabilidade do site, vamos fazer um compilado das principais informações sobre a área e quais passos tomar para iniciar no mercado.

Funções de um engenheiro de confiabilidade do site

Um engenheiro de confiabilidade do site se divide em duas principais tarefas: desenvolvimento e operações.

Nessa divisão, existe a possibilidade de atuar com help desk, incidentes de plantão e atividades manuais. Além disso, o profissional também pode ser envolvido em projetos, como:

Vale ressaltar que as responsabilidades de um SRE podem variar dependendo da empresa.

Habilidades para a área

A capacidade de otimizar processos é a principal habilidade que um engenheiro de confiabilidade do site deve ter.

A intenção é aprimorar e reduzir ao máximo os trabalhos manuais e repetitivos no sistema, a fim de promover maior desempenho e criar um sistema autossuficiente. 

Claro que existe também o fator humano, mas a otimização dos processos acontece exatamente para facilitar essas tarefas no dia a dia.

Outro fator primordial para o cargo é ter uma visão analítica para monitorar, mensurar dados, saber responder ocorrências e implementar de maneira eficaz soluções para corrigir questões e potencializar os resultados.

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Diferença entre SRE e DevOps

SRE e DevOps são termos semelhantes que trabalham em conjunto. Por isso, acaba sendo confuso entender as especialidades de cada área, mas vamos esclarecer as duas metodologias ao longo do texto.  

Basicamente, o DevOps é responsável pelo trabalho de desenvolvimento, operações e qualidade da entrega de um produto ou projeto. 

Já o profissional de SRE, possui a função de gerenciar e garantir a funcionalidade daquele projeto com confiabilidade, identificando bugs e minimizando os possíveis riscos. 

A boa notícia é que DevOps e SRE podem trabalhar juntos.

Benefícios do Site Reliability Engineering 

Adotar o serviço de confiabilidade do site na sua empresa agrega diversos benefícios, tanto para a experiência do usuário quanto para a confiabilidade do sistema. 

Os principais são:

Para ter esses benefícios na prática, não se esqueça: determine objetivos e tenha uma metodologia eficaz que mensure o tempo todo os resultados do seu sistema.

Assim fica mais fácil de agir de forma rápida contra falhas no sistema e saber o que mais traz resultados. 

Boas práticas de engenharia de confiabilidade do site

Saber as melhores práticas para aplicar na sua empresa é fundamental para garantir um trabalho de engenharia de confiabilidade do site de alta performance. Confira: 

Filosofia KISS

Essa filosofia é considerada referência para um time de SRE. Consiste em quatro itens:

  1. Composição: onde se projeta programas para se conectar com outros programas;
  2. Silêncio: quando um programa não tem nada de surpreendente a dizer, ele não deve dizer nada;
  3. Simplicidade: o foco é projetar a simplicidade, a complexidade deve ser adicionada apenas onde é necessário;
  4. Robustez: se conquista a partir da junção da transparência com a simplicidade.

Não acumular funções

A concentração é fundamental na área de TI, pois as interrupções podem gerar problemas graves em um sistema. 

Por isso, para evitar qualquer gap durante a jornada de trabalho, o time deve possuir suas funções bem determinadas e sem sobrecarga. 

Dessa maneira, agiliza os processos e evita chamadas desnecessárias ou lentidão na resolução de problemas.

Entender os testes de software

Os testes tradicionais de software envolvem três partes:

  1. Unidade: testes voltados a partes isoladas do software;
  2. Integração: tem o objetivo de analisar o desempenho dos elementos montados em componentes maiores;
  3. Sistema: são testes de larga escala, que focam em performance, regressão, estresse, etc.

Concluindo, o papel da aplicação do SRE é fundamental quando a empresa trabalha focada para o desenvolvimento constante em tecnologia. 

Agora que você já sabe o que é SRE, mergulhe de cabeça no assunto. Em um vídeo dinâmico e direto ao ponto, o especialista em SRE da MJV explica os princípios do conceito, como uma equipe é composta e as melhores práticas. Clique no banner e assista o bate papo.