A inovação é, sem sombra de dúvidas, o caminho a ser seguido pelas empresas que desejam se destacar da concorrência e se manterem competitivas no mercado.

Embora a informação acima seja praticamente um consenso no âmbito corporativo, há muitas incertezas sobre como fazer isso acontecer na prática. 

O processo de inovar, muitas vezes, pode ser confuso e não linear. Mas o surgimento de algumas técnicas e metodologias (como o Design Thinking) tem desenhado um caminho para o sucesso nessa jornada. 

Dentro desse contexto, a utilização de ferramentas e metodologias, aplicação da gestão da inovação e a criação de laboratórios podem fomentar a cultura de inovação e sistematizá-la como um processo nas empresas. 

Ou seja, existem diversas formas de abordar e trabalhar a inovação e para escolher a melhor é preciso entender os objetivos e contexto de cada organização. Mas, sem dúvidas, a criação de um laboratório de inovação pode ser um grande diferencial competitivo. 

→ Leia também: Laboratório de Inovação: o que é e como criar o seu espaço?

E para que você mergulhe de cabeça neste universo, vamos falar dos 8 modelos de inovação existentes e que servem como base para a implementação de projetos. 

Continue a leitura e confira! 

8 modelos de inovação

Existem diversos modelos de inovação, como falamos acima. No entanto, a criação de um ambiente que favoreça descobertas inovadoras precisa ser pensada de forma estratégica.

O mito de que as grandes ideias simplesmente surgem do nada já foi desconstruído!

Ideias impressionantes são resultados de investigações, colaborações, testes e erros. Quanto mais referências criativas estiverem disponíveis, maior a chance de ocorrer um momento “a-ha!”.

Em termos de estratégias, há 8 principais modelos de inovação que servem de base para projetos ou criação de um laboratório, que vão desde uma estrutura mais centralizada, até uma abordagem totalmente descentralizada. São eles:

  1. Modelo de mercado in-house;
  2. Modelo de compartilhamento in-house;
  3. Modelo central in-house;
  4. Modelo externo;
  5. Modelo de parceria;
  6. Modelo de consultoria;
  7. Modelo de rede;
  8. Modelo comunitário.

Vamos falar detalhadamente de cada um a seguir. 

1. Modelo de mercado in-house 

Esse modelo é altamente centralizado e, como o próprio nome diz, o processo acontece internamente. O fomento da inovação e o desenvolvimento de ferramentas que propaguem os conceitos é responsabilidade de todos, independente do nível hierárquico.

Em organizações que estabelecem esse modelo de inovação vale o investimento em espaços que as pessoas possam colaborar e compartilhar suas ideias. Até mesmo um simples café se torna um chamariz para a troca entre as áreas. 

2. Modelo de compartilhamento in-house

No modelo de compartilhamento in-house, uma equipe altamente especializada será responsável pela inovação e estará em constante contato com outros departamentos da empresa. O espaço de inovação se tornará uma espécie de “oásis” que estará ligado aos outros projetos em andamento.

As iniciativas de inovação serão distribuídas entre equipes, e cada uma delas terá um espaço para quando for preciso ter privacidade. No entanto, esses locais devem ser flexíveis e deixar os times próximos o suficiente para que a colaboração esteja sempre ao alcance.

3. Modelo central in-house 

Já no Modelo Central In-House os projetos de inovação são desenvolvidos independentes dos demais projetos da empresa. O que torna o laboratório um “ente”, de certa forma, autônomo. 

O grande desafio aqui é estar alinhado com a estratégia de negócio da empresa para que os projetos possam trazer avanços inovadores e com resultados tangíveis.

Quando esse tipo de modelo é estabelecido o ideal é que a equipe tenha seu próprio espaço que serve tanto para a troca de ideias quanto para fazer protótipos constantemente. 

4. Modelo externo 

Em algumas empresas funciona melhor o modelo externo, na prática significa que uma equipe externa desenvolve, prototipa e valida as novas ideias com total liberdade para desenvolver os processos, mas sempre em contato com a organização. 

É fundamental que essa equipe tenha acesso a todos os recursos necessários e mantenha contato constante com a empresa, isso pode ser feito através de reuniões online ou mesmo presenciais.

5. Modelo de parceria 

Em alguns casos, fazer parcerias com outras empresas (muitas vezes de segmentos distintos) pode agregar muitos benefícios e ser uma opção para fomentar a cultura nas organizações. Nesse formato as empresas compartilham as responsabilidades, recursos, custos, riscos, mas também os benefícios. 

Nesse modelo cada parceiro acaba tendo seu espaço próprio, mas isso não impede que haja compartilhamento tanto no âmbito físico quanto no virtual.

6. Modelo de consultoria 

Como o próprio nome já diz, nesse tipo de modelo a empresa contrata uma consultoria para implementar projetos de inovação. A grande vantagem dessa opção é que ela não precisa colocar a “mão na massa” e a consultoria traz consigo suas expertises, além de uma nova visão sem os vieses internos dos colaboradores. 

Nesse caso, o ideal é que os colaboradores da consultoria possam ficar alocados na organização para que extraiam ao máximo de sua essência. Isso facilita a geração de ideias, prototipagem e teste. Mas caso não seja possível, o trabalho também pode ser feito em espaços separados. 

→ Leia também: Como escolher uma consultoria de inovação?

7. Modelo de rede 

No modelo de rede a palavra de ordem é a colaboração. Neste caso uma empresa pode convidar pessoas externas para trazerem suas ideias, na verdade não apenas pessoas físicas, mas também outras instituições e organizações. 

A organização de eventos nichados por ser um grande chamariz para esse tipo de inovação, assim é possível atrair e reunir pessoas diversas em prol da geração de ideias que serão disseminadas e testadas posteriormente. 

8. Modelo comunitário

É um modelo que funciona de forma mais pontual, por exemplo, reunindo um grupo de pessoas para resolver um determinado problema rapidamente. A principal vantagem é a união de indivíduos diferentes e uma ampla troca de conhecimentos e soluções. 

Aqui vale a reunião de pessoas em espaços físicos como coworkings ou mesmo em reuniões e eventos que ocorram de forma virtual.  

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Design Thinking Inovação

O que levar em consideração ao escolher os modelos? 

Alguns aspectos devem ser considerados ao escolher um ou mais modelos de inovação para a sua empresa, veja a seguir:

Se a empresa estiver procurando ajuda externa por não ter a inovação como uma de suas principais competências, uma abordagem totalmente descentralizada provavelmente não será eficaz. 

Seria melhor centralizar os esforços de inovação de uma forma sistemática e integrada sendo possível lançar mão de um modelo de compartilhamento in-house

Ao tentar construir uma cultura de inovação, as empresas devem investir em diversas frentes. O modelo de mercado in-house pode ser interessante, embora exija um grande esforço e a realocação de recursos para focar em inovação.

No entanto, se esse é o DNA que a empresa deseja imprimir em suas ações certamente será um excelente investimento.

Injetar a cultura de inovação em todas as áreas da organização, com a criatividade como uma prioridade, é não só um caminho para investir, mas também para obter o retorno sobre esse investimento.

Se uma organização quiser começar com um projeto de inovação específico, o modelo de consultoria é um dos caminhos para agilizar e até mesmo viabilizar o processo.

Desta forma, uma equipe externa especializada vai lidar com a execução dos projetos de uma forma imparcial em relação aos desafios apresentados. 

Este modelo também é uma ótima opção para quando a empresa quiser orientação especializada através de projetos, trazendo uma nova perspectiva.

Em termos de espaço, é preciso ter uma sala de inspiração dentro da instituição, em que ambos os lados possam se reunir e discutir ideias, bem como, testar protótipos. 

Às vezes, as empresas buscam uma perspectiva externa imparcial. Se este for o caso, o modelo externo pode ajudar. Assim, o funcionamento interno da empresa e seus “dogmas” não afetarão o resultado dos projetos.

Por outro lado, pode ser que a organização precise olhar para dentro para ser capaz de resolver problemas externos. Neste caso, o modelo de compartilhamento interno ou central provavelmente será a melhor alternativa.

A tomada de decisão por um modelo ou a combinação de mais de um deve ser feita a partir da correlação entre os objetivos da empresa em relação ao laboratório e os modelos existentes apresentados.

Resumindo, os melhores modelos de inovação são aqueles que se enquadram na sua realidade e que ajudam a sua empresa a “reescrever as regras” e inovar. 

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