Enxutas, digitais, data-driven, user-centric, com modelos repetíveis, escaláveis e orientadas pela personalização de serviços. Esse é o modus operandis delas. Ou, podemos dizer, o modus operandis que o novo normal está pedindo.

As startups de todos os setores e tamanhos – sim, fintechs, insurtechs e big techs também entram nesse balaio – estão tomando de assalto o mercado e o coração dos consumidores. E esse movimento é bem perceptível para as grandes e tradicionais empresas.

Porém, não tem por que se sentir ameaçado. A verdade é que há espaço para todo mundo. No entanto, beber da fonte desse (relativamente) novo e mais alinhado mindset pode ser o boost que falta para sua corporação se manter viva e gerando valor diante dos olhos dos consumidores. 

Nesse blog post, vamos falar sobre como funciona esse mindset das startups e como você pode começar a incorporá-lo à realidade da sua empresa. Fique tranquilo: tratam-se apenas de alguns ajustes no plano de voo, você não vai precisar traçar uma nova rota. Acompanhe!

Crise e inovação: 2 lados, 1 moeda, 1 mindset

Historicamente, as crises sempre foram estopins para grandes mudanças, transformações e revoluções. Podemos dizer que são movimentos cíclicos que acontecem de tempos em tempos na história da humanidade. 

Aqui na MJV encaramos toda e qualquer crise como uma via de mão dupla: 

São dos problemas que se apresentam que acabam saindo grandes insights que trazem as mudanças que a sociedade e o mercado precisa.

Pensando nisso, trouxemos as mudanças que temos testemunhado junto com uma dica – vinda diretamente do mindset das startups – para que você possa começar hoje mesmo o deep dive dentro da sua empresa. 

  1. O novo consumidor

Depois de experimentar períodos de restrição do consumo vigente e por impulso em shopping centers, ruas e e-commerces, os consumidores estão menos propensos a comprar o que não precisam. 

Por outro lado, o comércio eletrônico está florescendo mais do que nunca. As empresas anunciam a guerra para serem melhores, mais rápidas e mais confiáveis para fisgar o coração do usuário – e o bolso também. Afinal, é preciso planejar a recuperação. 

Fica mais claro que, para se refazer do golpe, é preciso romper com a lógica atual. E como fazer isso? Pensando em como as startups funcionam e trazendo essa nova lógica para dentro da sua corporação. 

  1. Open Innovation 

Sem dúvida alguma, a Inovação Aberta é um dos temas mais quentes do momento. E não era para menos, não é? Em tempos de tanta incerteza e adaptações, a necessidade de novas soluções, processos e skills surgem a todo momento.  

As práticas de Open Innovation possibilitam a elevação do capital intelectual, com redução dos custos de produção. Além da ampliação do ecossistema do negócio, é claro. 

Sua proposta é expandir a busca por conhecimento e inovação para além das fronteiras corporativas. E onde estão conhecimento e inovação? Bingo! Nas startups! 

  1. Experiências incríveis: é hora de mimar seu cliente!

Na era digital, testemunhamos a rápida ascensão de 4 gigantes da tecnologia – Google, Amazon, Facebook e Apple. O que eles têm em comum?

O grupo – GAFA – escalou seus negócios mimando seus usuários com a construção de soluções digitais encantadoras. Sim, seus consumidores se acostumaram a conseguir qualquer coisa com apenas um clique em uma interface para lá de intuitiva. 

Atualmente, não temos mais 4 gigantes de tecnologia. Temos 9 – some a eles o BAT, Baidu, Alibaba, Tencent (as gigantes chinesas)  e mais a Microsoft – a seguirem a mesma estratégia.

Lembre-se: autenticidade e transparência são os pilares dos novos tempos. A verdade é que já não basta parecer, é preciso ser. É preciso construir uma marca e não uma corporação. 

Mergulhe nesse universo para entender melhor porque construção de marca, posicionamento, propósito e valores significam negócios. 

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Branding Means Business

  1. Jobs to be done: seu produto é mais do que apenas um produto

Provavelmente você engavetou seu planejamento para 2020 e teve que, rapidamente, construir um novo conhecimento sobre mercados, cenários, riscos, stakeholders, concorrência e usuários. Acertamos?

Essa tarefa fica muito mais fácil com metodologias que proporcionam a oportunidade de olhar além das barreiras dos negócios para se alinhar ao mercado, oferecer experiências e rever processos e práticas.  

Já parou para pensar na base de informação que você usa para criar soluções disruptivas para seu negócio? Nós, sim. 

E por isso trouxemos para os nossos projetos uma abordagem que, alinhada ao Design Thinking, proporciona resultados relevantes aos nossos clientes: Jobs to Be Done. 

Isso porque o JTBD versa sobre o que o usuário quer alcançar como objetivo em sua vida, o progresso que está tentando atingir em uma circunstância específica, seus desejos de progresso.

Lembre-se: é  sobre uma melhoria para o consumidor, não para o seu produto. Descobrindo o desejo de progresso do seu cliente, entendendo o que ele quer atingir na vida dele, é que você começa a trabalhar em seu produto ou serviço para fazer isso, atender esse desejo da melhor forma possível. 

  1. A obsessão pelo consumidor

Jeff Bezos, CEO da Amazon, afirma:

“Os clientes estão sempre maravilhosamente insatisfeitos, mesmo quando relatam estar felizes e os negócios vão muito bem. Mesmo quando ainda não sabem, os clientes desejam algo melhor, e seu desejo de encantar os clientes o levará à invenção em nome deles.”

Essa frase demonstra como a obsessão da Amazon pelo consumidor se traduz no próprio diferencial da empresa. 

Direcionar toda sua estratégia, energia e investimentos para a experiência do usuário guia-os a conseguir criar soluções que os diferenciam no mercado.

Isso tudo porque o mundo mudou, o consumidor mudou e o mercado também não é mais o mesmo. O antigo jeito de gerar valor para o usuário não funciona mais. Uma nova era user centric e orientada a dados chegou, e ela é sobre dizer mais “sim” ao consumidor.

  1. Digital first

Estamos aqui, cara a cara com os impactos das disrupções que nos levarão a uma outra economia – que não é a costumeira, nem a digital. 

Estamos frente a frente com o mindset que vai mudar por completo a forma com que vivemos. A tecnologia é fundamental, mas sozinha não destrava o potencial disruptivo. Essa revolução é uma concepção e traz a mentalidade digital-first à tona. 

Porém, não pense que estamos falando em apenas digitalizar o ambiente físico, pois não estamos! Afinal, os novos ventos nos levam para bem distante desse lugar. 

Os negócios que pretendem estar aqui nos próximos anos devem pensar em todos os processos da sua empresa operando digitalmente. 

  1. A experiência Phygital 

Tudo caminha para além do digital, orbitando entre o mundo físico e o digital. Isso te lembra alguma buzzword do momento? Acertou em cheio quem respondeu “phygital”. 

Physical + Digital = Phygital

O Phygital vai aplicar a tecnologia para trazer uma perspectiva ágil e interativa nas experiências dos usuários. O digital atua como um grande mediador de fluxos, abrindo caminhos para um mundo seamless, sem fronteiras.

Observação importante: mesmo que o cliente acesse a loja online, converse com um chatbot, utilize aplicativos e esteja imerso e familiarizado com o digital, vez ou outra ele gostará de, pelo menos, ter a opção de uma interação no espaço físico. 

Mesmo que ele não vá, mora uma segurança nesse lugar de poder interagir com um colaborador prestativo, ver os produtos “ao vivo” e entender os serviços de maneira mais, digamos, pessoal. 

Porém, note: por mais que o cliente queira ter a possibilidade de uma interação humana, nessa mistura de físico + digital, o físico está perdendo cada vez mais espaço – ainda mais em tempos de pandemia mundial e isolamento social.

Novos tempos, novos planejamentos, novos modelos de negócio: como chegar lá?

Uma grande reviravolta se anuncia para todos os modelos de negócios. Todas as empresas do mundo terão que se alinhar a esses novos tempos, redefinir suas rotas, metas e planejamentos.  

Há uma nova configuração do porvir e o mapeamento de novas necessidades dos mercados e usuários ganha relevância estratégica na transformação do seu modelo de negócio. 

Na metodologia MJV, especialistas de inovação conduzem equipes multidisciplinares em um processo de mapeamento de novos modelos de negócio mais alinhados e escaláveis para as organizações.

Desenhamos um workflow que está rendendo bons resultados em Inovação Antecipatória:

1. uma série de sessões fornecem informações sobre as implicações da pós-pandemia para o seu negócio e quais as melhores soluções para encontrar agilidade na articulação dos planos de negócios.

2. sessões de ideação proporcionam aprofundamento nos cenários específicos que afetam seu negócio. 

3. a mentalidade ágil conduz o processo para dinamizar os planos de negócios e priorizar novas iniciativas.

O novo normal não comporta perda de tempo para elaborar um plano que está longe do cotidiano. E para encontrar esses novos caminhos é preciso saber onde se quer chegar – quais são os futuros possíveis e desejáveis para o seu negócio. 

Vamos conversar sobre esse novo mindset e como essa virada de chave ainda pode salvar seu 2020? Entre em contato com os nossos especialistas!