Imagine um espaço para conectar negócios, colocar ideias em prática e conhecer soluções que resolvam problemas. Essa é a premissa de um hub de inovação.

Um ambiente planejado estrategicamente para reunir empresas, mentores, investidores, tudo isso em prol de criar negócios inovadores. Parcerias importantes surgem desses espaços.

Neste artigo, vamos te explicar exatamente o que é um hub de inovação, quais são suas vantagens, como funciona e principais exemplos. Acompanhe!

O que é um hub de inovação?

Hub de inovação é um ambiente físico ou virtual em que pessoas de diversos meios e empresas se conectam para gerar negócios.

O espaço gira em torno da inovação, estimulando a interação entre diferentes agentes para estimular o surgimento de novas ideias.

São nesses espaços que empresas jovens ou as famosas startups podem colocar em prática suas iniciativas. 

O ambiente também possibilita a conexão de startups com grandes organizações já estabelecidas no mercado, favorecendo a parceria entre ambas.

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Vantagens dos hubs de inovação

Além dos benefícios imateriais, a criação de um hub de inovação permite que negócios ainda pouco maduros conheçam quem os transforme em startups.

Quando participam de um um hub de inovação, os empreendedores se tornam visíveis ao mercado justamente para quem pode disponibilizar recursos para fazer o negócio prosperar.

Já para as grandes empresas, os hubs possibilitam conhecer soluções que resolvam demandas internas ou do seu público-alvo. 

Para os investidores, é uma ótima oportunidade de ficar de olho em modelos de negócios com alto potencial de retorno.

Outras vantagens:

Diferença entre lab de inovação e hub

Um laboratório de inovação é o espaço interno criado pelas empresas para que a sua equipe possa trabalhar. 

Já o hub de inovação é o espaço que promove a parceria entre empresas e startups. 

Em resumo, enquanto um possui foco interno, o outro se volta para iniciativas externas.

Mas isso não significa que um seja melhor que o outro, ou que as empresas devam escolher apenas um.

As organizações podem e devem possuir um lab de inovação para sua equipe e, ao mesmo, participar de hubs de inovação para fomentar contato com startups.

→ Leia também: Aprenda a implementar a Gestão da Inovação na sua empresa.

Como funciona e qual a estrutura de um hub de inovação?

A estruturação de um hub de inovação pode ser definida de diferentes maneiras. Os mais comuns são os hubs corporativos ou os hubs cooperativos

Para definir o modelo ideal, a busca de apoio especializado é fundamental para que a implantação seja adequada. 

As principais etapas que compõem essa estrutura são:

  1. Definir o modelo: Leva em conta os objetivos da implantação e os temas que serão abordados. Essa análise é fundamental para definir se o hub deve ser virtual, presencial ou híbrido.
  2. Mapeamento dos interesses: Identifica os temas que irão pautar a busca por projetos que serão captados e acelerados no hub.
  3. Formação do portfólio de projetos: Criação de condições de atração e ampliação dos projetos existentes no ambiente. 
  4. Construção de uma agenda: Elaborar uma agenda de aceleração dos projetos e eventos do Hub com as condições necessárias e a conexão com novas oportunidades e interesses.

Exemplos de hubs de inovação

1. Inovabra 

O Inovabra habitat é o ambiente de coinovação do Bradesco. Com atuação física e digital, grandes empresas, investidores e startups trabalham de forma colaborativa para inovar e gerar novos negócios.

No local, as startups participantes dividem-se em categorias e podem ser residentes ou conectadas. Além disso, esse ecossistema de inovação abrange até 20 setores da economia com intuito de inovar a partir de tecnologias disruptivas.

2. Cubo

O Cubo é uma iniciativa de inovação idealizada pelo Itaú e o Redpoint eventures, em 2015. O coworking conta com diversas parcerias de grandes corporações e redes de startups.

O processo seletivo do Cubo para startups avalia se a empresa em questão realmente desenvolve uma solução útil para problemas reais.

Leva em consideração também as oportunidades de mercado, a atratividade de investimento e se existe um alinhamento entre as culturas das startups e o ecossistema do Cubo.

 3. Wayra

A Wayra é um hub de inovação que faz parte do ecossistema da Telefônica e tem como objetivo conectar a empresa com negócios em todo o mundo.

As startups que entram no hub são consideradas parceiros estratégicos para o desenvolvimento dos negócios da empresa.

Além disso, as principais áreas de investimento são: entretenimento (jogos e vídeos), inteligência artificial, IoT, Big Data, eHealth, Edtech e Fintech.

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4 dicas para implantar um hub

1. Atente-se ao espaço

Caso o hub seja um espaço físico, leve em consideração que o local deve ser espaçoso, aberto e estrategicamente localizado para que um volume considerável de pessoas possam interagir com o hub e também ser parte do que está acontecendo lá.

2. Ambiente que estimule a criatividade

Uma das premissas básicas do local é favorecer a criatividade. Ou seja, o espaço deve ser pensado para estimular a criação.

Invista em projetos arquitetônicos que facilitem a conexão entre pessoas e crie uma sensação de dinamismo e capacidade de adaptação a diferentes contextos. 

3. Iluminação também importa

A iluminação adequada também é muito importante (não é uma coincidência o símbolo internacional de uma ideia ser uma lâmpada!). 

4. Favoreça o compartilhamento de ideia

Quadros e painéis abertos facilitam a partilha de ideias. O pensamento visual é um conceito importante para guiar a construção do espaço, uma vez que é um instrumento usado para representar e organizar as ideias. 

Quando elas são representadas de uma forma visual, se tornam táteis e mais fáceis de construir, através da colaboração.

E para colocar um hub de inovação em prática, nada melhor que saber como gerir a inovação na sua empresa. Acesse agora o Guia da Gestão da Inovação e aprenda como inovar de maneira sistemática.