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09/03/2020
Por
MJV Team

Conheça as principais ferramentas do Design Thinking

O mundo não parou, só mudou um pouco. E, pensando no contexto de incertezas que estamos vivendo por conta da proliferação do Covid-19, é importante repensarmos nossa estratégia. Para isso, as empresas precisam abrir mão do velho para o novo chegar.

O presente (e o futuro!) será daquelas empresas que pensarem em cocriar, que priorizarem a proximidade com seus colaboradores e clientes. É justamente nesse lugar que mora a chance de co-criar uma nova mentalidade.

Resta saber: quais corporações vão conseguir se adaptar com mais agilidade?

Pensar em que habilidades precisamos desenvolver, adotar modelos de gestão mais eficientes. Repensar processos. Recalibrar a estratégia. Olhar com mais atenção para a necessidade de um propósito que carregue a verdade da empresa e esteja vivo em cada processo. 

É um momento de incertezas, mas de arregaçar as mangas e começar a construir o futuro. É possível sair dessa crise muito mais fortalecido, assertivo e estratégico. Basta olhar para o lugar certo e empregar a ferramenta certa. 

É esse movimento que a MJV já fazia e está sendo potencializado nesse momento tão delicado. E o Design Thinking, metodologia que está em nosso DNA e que foi o alicerce de nossa construção de valores, pode ser o fio condutor para essa transformação. 

Nesse artigo, vamos falar sobre as ferramentas de DT e como elas podem ser usadas para resolver problemas específicos nos esforços de inovação do seu projeto/negócio. E para você que acha que seu projeto tem que ficar parado por conta da pandemia e do isolamento social, preparamos um bônus especial ao final! Confira.

Reposicionamento estratégico: o que importa agora

A resposta é simples: reposicionamento estratégico.

O Design Thinking será o pano de fundo para um reenquadramento estratégico (ou reframe estratégico, como preferir chamar). 

O que é isso? 

Repensar e entender como as pessoas estão se sentindo, como estão lidando com a nova realidade, que mudanças ela traz e o que temos em comum. 

O Design Thinking consegue traçar um panorama de todos esses vetores, compreendendo profundamente o indivíduo através de suas análises. Dessa forma, coloca todos em uma mesma página, possibilitando um maior entendimento do negócio nesse momento de transição e de gestão. 

O que precisamos nesse momento é entender o indivíduo, conhecer e compreender a fundo suas necessidades. E isso nos levará a repensar, também, o negócio. E é aí que o Design Thinking brilha porque isso é o que ele faz de melhor. 

E como isso gera valor para o negócio?

  1. Promove engajamento
  2. Ajuda a pensar em ações que geram uma transição remota mais eficiente
  3. Mostra o caminho para repensar o negócio em um momento de crise
  4. Encontra oportunidades de negócio nesse contexto
  5. Mantém a corporação no jogo: sua empresa continua competitiva no mercado

Ferramentas do Design Thinking: fase por fase

Vamos começar com uma definição de Design Thinking.

Aqui na MJV ele é utilizado como 

uma abordagem estruturada de inovação que tem o ser humano como foco e busca gerar soluções que alinham o desejo e as necessidades do usuário consumidor à geração de valor para o negócio”.

Se quiser entender com mais profundidade, confira nosso livro Design Thinking, Inovação em Negócios

Vamos, agora, para as ferramentas do Design Thinking empregadas em cada uma das fases. 

Imersão

É na imersão que a equipe de projeto aproxima-se do contexto do problema que deseja resolver, com foco no usuário final. Essa fase costuma ser dividida em duas sub-fases: a imersão preliminar e a imersão em profundidade.

Imersão preliminar

Entendimento inicial do problema.

→ Ferramentas: 
  • Reenquadramento: reuniões de alinhamento estratégico entre a equipe que conduzirá o projeto de Design Thinking e colaboradores da empresa contratante — ou do departamento para o qual se está trabalhando em um projeto.
  • Pesquisa exploratória: pesquisa de campo preliminar que auxilia a equipe no entendimento do contexto a ser trabalhado num determinado projeto. Ela fornece insumos para a definição dos perfis de usuários, atores e ambientes ou dos momentos do ciclo de vida do produto/serviço.
  • Pesquisa desk: fornece referências das tendências nacionais e internacionais sobre a área estudada, além de insumos com temas análogos, que podem auxiliar no entendimento do assunto trabalhado.

Imersão em profundidade

Identificação de necessidades e oportunidades que vão nortear a geração de soluções.

→ Ferramentas:
  • Entrevistas: obtenção de informações por meio do diálogo, principalmente com os usuários, clientes do produto/serviço/processo.
  • Cadernos de sensibilização: instrumentos utilizados para obter dados, geralmente quando o usuário está fisicamente distante.
  • Sessões generativas: encontros com os atores do projeto para realizarem atividades em que expõem suas visões e compartilham experiências sobre os desafios. 
  • Técnica de sombra: acompanhamento de um usuário ao longo de um determinado período que inclua sua interação com o produto ou serviço em análise.

→ Saiba mais: Como funciona a fase de Imersão do Design Thinking!

Análise

Fase de sintetização das informações coletadas para a geração de insights. Na Análise, o designer consegue entender com clareza em qual cenário os stakeholders estão envolvidos, o que será fundamental para a etapa seguinte: a Ideação.

→ Ferramentas:
  • Cartões de Insight: reflexões embasadas em dados reais das pesquisas Exploratória, Desk e em Profundidade, transformadas em cartões que facilitam a visualização das informações.
  • Diagrama de Afinidades: organização, análise e agrupamento dos Cartões de Insights com base em premissas como afinidade, similaridade, dependência ou proximidade.
  • Mapa Conceitual: organização visual simplificada de dados complexos de campo, em diferentes níveis de profundidade, para ilustrar as ligações entre os dados, possibilitando raciocínios mais lineares e permitindo que novos significados sejam extraídos das informações. 
  • Critérios Norteadores: diretrizes acerca de elementos que devem ser constantemente lembrados durante o desenvolvimento de um projeto, que determinam os limites das tarefas, mantendo o foco proposto.
  • Mapa de Empatia: matriz que sintetiza informações sobre o cliente, o que ele diz, faz, pensa e sente. É utilizado quando há muita informação de campo e é necessário gerar um entendimento melhor do público-alvo.
  • Personas: arquétipos fictícios que personificam os valores da marca e que representam a perspectiva do cliente ideal.
  • Jornada do Usuário: representação gráfica das etapas de relacionamento dos usuários com produtos e serviços que compram ou utilizam.
  • Blueprint: matriz visual esquemática que representa de forma simples todo o sistema de interações que caracterizam uma prestação de serviço.

Ideação

Fase em que as ideias são apresentadas sem nenhum julgamento; momento de pensar fora da caixa e propor soluções para o problema. Na Ideação utilizam-se práticas de estímulo à criatividade, o que ajuda na geração de soluções que estejam de acordo com o contexto trabalhado.

→ Ferramentas:
  • Brainstorming: processo criativo para incentivar os envolvidos no projeto à geração de grande número de ideias em curto espaço de tempo.
  • Workshop de Cocriação: encontro colaborativo realizado pela equipe de Design Thinkers, que reúne indivíduos de áreas de atuação diferentes para fomentar soluções inovadoras.
  • Cardápio de Ideias: catálogo que sintetiza e tangibiliza todas as ideias geradas no projeto.
  • Matriz de posicionamento: matriz que comunica os benefícios e desafios na implementação de cada solução. Dessa forma, as ideias mais estratégicas são priorizadas no momento da prototipagem.

Prototipagem

Fase de validação das ideias geradas por meio de protótipos. É a hora de aparar as arestas, ver o que se encaixa no projeto, juntar propostas e colocar a mão na massa.

→ Ferramentas:
  • Protótipo em papel: representações simples de interfaces gráficas, desenhadas à mão, com diferentes níveis de fidelidade para tangibilizar uma ideia.
  • Modelo de Volume: representação tridimensional de produto com nível de fidelidade variado, usado para tirar a ideia do plano conceitual e transformá-la em algo concreto.
  • Encenação: simulação improvisada que pode representar interações de pessoas com objetos ou diálogos nos quais se assumem determinados papéis. É usada para testar, construir ou detalhar etapas de um procedimento de melhoria da experiência de um produto ou serviço.
  • Storyboard: representações visuais de uma história por meio de quadros estáticos. Roteiros visuais podem ser criados a partir de desenhos, colagens, fotografias ou qualquer outro tipo de técnica de representação gráfica.
  • Protótipo de serviço: simulação de artefatos materiais, ambientes ou relações interpessoais que representam aspectos de um serviço.
  • Produto Viável Mínimo: versão mais simples possível de um produto, serviço ou funcionalidade para a obtenção da validação do mercado da sua proposta de valor.

→ Leia também: Prototipagem no Design Thinking: Modelos de Volume!

Como você viu, em cada uma das fases do Design Thinking, os designers podem lançar mão de diversos tipos de ferramentas. Obviamente, cada ferramenta tem suas aplicabilidades a depender do projeto no qual se está trabalhando. 

Também é muito normal que os profissionais tenham suas preferências por determinadas ferramentas. Não importa, o que realmente é relevante é que há opções amplamente testadas e aprovadas. 

Bônus: Design Thinking Digital

Seu projeto não precisa ficar parado por conta da pandemia e do isolamento social, nem precisa esperar até chegar uma vacina. É aí que entra o Design Thinking Digital!

Todo esse novo contexto de muitas incertezas traz uma diversidade de desafios complexos e urgentes. As empresas precisam criar soluções rapidamente para assegurar competitividade e continuidade em suas operações e objetivos.

É importante lembrar que estamos falando de desafios que permeiam toda a estrutura empresarial e se desdobram em aspectos estratégicos, táticos e operacionais. Isolamento social e trabalho remoto são apenas algumas das preocupações e desafios. 

E como enfrentar esses desafios para manter a competitividade de curto e médio prazo? 

Já demos um spoiler nesse material: utilizando o Design Thinking.

Ao trazer uma mentalidade alinhada com as crescentes incertezas vigentes, a abordagem entrega um resultado de valor em pouco tempo, levando o foco para o indivíduo e para uma execução em curto prazo. 

Através do Design Thinking Digital, se torna possível:

  • Adaptar e reenquadrar estratégias de médio prazo para planos de curto prazo dentro de um contexto de crise
  • Pivotar planos de negócio em execução e priorizar
  • Reenquadrar dinâmicas e rotinas de trabalho para minimizar o impacto em suas forças de trabalho, seus parceiros, cadeias de valor e clientes
  • Identificar novas oportunidades para a busca de competitividade e retomada de crescimento

Como fazer isso?

Tendo em vista este cenário de exceção, a MJV propõe um formato próprio para permitir diagnosticar, conceituar e validar de forma ágil um redirecionamento estratégico assertivo e aderente aos desafios do contexto. 

Uma vez que as novas incertezas demandam agilidade, o formato proposto visa revisitar e “pivotar” rapidamente os business plans vigentes.  Nesse cenário, todas as etapas do planejamento são revistas de forma dinâmica, utilizando o Design Thinking Digital como metodologia para otimizar e facilitar a definição de temas complexos e as tomadas de decisão subsequentes.

“Este não é o normal, são tempos de estresse e incertezas. É também um período em que o trabalho que estamos fazendo é mais crítico.” 

Jeff Bezos, CEO da Amazon, trouxe essa reflexão realista sobre nosso novo cenário. E nós acreditamos que esse tipo de conjuntura é a catalisadora para viradas de chave. 

E você? Precisa de ajuda para virar a chave na sua empresa? Aprofunde-se ainda mais baixando agora o e-book Design Thinking e Ágil no contexto da Transformação Digital! Se ficar com alguma dúvida, entre em contato conosco!

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