04/11/2019
By
Lucas Bueno

Homem de Ferro: o herói dos wearables e IoT

Voaremos junto com o Homem de Ferro na continuação da série de postagens Data Science: a Guerra Infinita. Não é difícil perceber que o herói representará a IoT (Internet of Things), certo? O enlatado é tão dependente e apaixonado pelos seus gadgets, que tem longas e intensas conversas com eles.

A Internet das Coisas já é uma realidade, mas será ainda mais popular quando vivenciarmos o salto de conectividade do 5G. Carros autônomos e smart cities, por exemplo, dependem da nova conexão para que possam atingir todo o seu potencial. A previsão é que, até meados de 2030, tenhamos um trilhão de dispositivos conectados.

Assim como Tony Stark, os cientistas de dados e as organizações precisam se adaptar às oportunidades e ao volume de dados do IoT. A seguir, vamos mostrar como as armaduras do Homem de Ferro se relacionam com o universo Big Data, além de apresentar as soluções oferecidas pelo Data Science no mundo das coisas conectadas.

Entenda a relação entre Big Data e as armaduras do Homem de Ferro

Ao longo da saga dos Vingadores, Tony Stark desenvolveu várias armaduras. É até nostálgico lembrarmos da sua primeira versão: a armadura que era de ferro, literalmente. Já em Guerra Infinita, seu traje causaria inveja até mesmo aos maiores geeks do mercado de tecnologia: a Mark L era toda composta por nanomáquinas.

Stark apresentou 50 armaduras ao longo das suas aventuras nos cinemas — contando com o exército que ele chamou no terceiro filme solo dele, é claro. Vamos propor um exercício para os fãs da saga da Marvel: que tal relacionar os momentos Big Data e as armaduras mais famosas do Homem de Ferro?

Mark I: Era Analógica

A primeira couraça que Stark desenvolveu, a Mark I, era totalmente analógica. Podemos associar essa armadura com o momento que vivíamos bem antes da conexão com a internet: a Era Analógica. Já experimentávamos um aumento dos dados e informações com a mídia/imprensa, mas o Big Data estava apenas no início da sua curva exponencial.

Mark III: dial-up e banda larga

Jatos propulsores, integração com o J.A.R.V.I.S, realização de videoconferências, displays com informações sobre a armadura. Com a Mark III, o Homem de Ferro finalmente se tornou o herói que conhecemos.

Podemos comparar esse momento do herói com a era dial-up e banda larga. Nesse momento, percebemos o verdadeiro “boom” do Big Data e a necessidade de termos estratégias sólidas nessa área.

Mark L: Era Digital e IoT

A armadura utilizada por Stark no filme Vingadores: a Guerra Infinita é um verdadeiro luxo. Com nanotecnologia, ela é dividida em fragmentos minúsculos, que trocam informações com o sistema central de acordo com as vontades do herói.

Em breve, todos os dispositivos, acessórios, ferramentas, utensílios domésticos… enfim, todas as coisas estarão conectadas e trocarão dados entre si — assim como cada nanomáquina na armadura do herói enlatado. É uma fase do Big Data em que os dados surgem com uma velocidade nunca antes vista, que será ainda mais intensa com o 5G.

Como o Data Science ajuda as companhias a atingirem seus objetivos em IoT?

Muitos dados são um problema? Não para o Homem de Ferro. Com a utilização do Machine Learning e da automação dos processos de coleta e análise de dados, o herói consegue sempre tomar decisões estratégicas rapidamente, coordenando seus inúmeros gadgets para ajudá-lo.

A equipe de cientistas de dados também possui uma posição estratégica no universo IoT. Vamos conferir como esses profissionais ajudam a sua companhia a atingir os objetivos nessa área?

Realização da análise preditiva e prescritiva

As análises preditiva e prescritiva são poderosas ferramentas, que se tornam ainda mais viáveis por conta do IoT. Afinal, com mais coisas conectadas, podemos extrair mais insumos para esses tipos de análises — tudo dependerá da nossa capacidade e velocidade de processamento, algo que os cientistas de dados podem facilitar.

Grandes indústrias — que utilizam inúmeros dispositivos e máquinas conectadas — já percebem o valor desse tipo de análise e possuem estratégias em Data Science para isso, otimizando a manutenção preventiva de equipamentos, construindo cenários estratégicos, entre outros.

Impactos operacionais e estratégicos

Os data scientists podem auxiliá-lo a automatizar toda a parte operacional da coleta, processamento e análise desses dados, principalmente com a utilização de soluções em Machine Learning. Esse é o “atalho” para que possamos automatizar uma série de processos relacionados aos dados.

Mais importante ainda: são esses profissionais que fornecem uma perspectiva mais estratégica, estabelecendo objetivos para o programa de análise, garantindo a viabilidade das ações e extraindo o máximo do valor dos dados disponíveis.

Desenvolvimento de soluções IoT

Para fechar, temos os próprio desenvolvimento de soluções IoT. A equipe de cientistas de dados pode ajudar nesse momento, já que possui não só a preocupação com o desempenho das ferramentas, mas, também, com a capacidade de extrairmos dados de maneira eficaz.

IoT já é uma realidade para a maioria das organizações. Como vimos, será ainda mais popular no nosso cotidiano em um futuro próximo, com o avanço do 5G. Antecipar-se a essa realidade é fundamental para que a sua organização se mantenha na vanguarda tecnológica na era digital.

Próximo capítulo: Nick Fury e a análise exploratória

“Existia uma ideia de reunir um grupo de pessoas notáveis e ver se elas poderiam se tornar algo mais. Ver se elas poderiam trabalhar juntas quando fosse preciso. Lutar nas batalhas que nós jamais conseguiríamos”. Lembra dessa frase? Nick Fury é um dos personagens mais marcantes dos filmes da Marvel — é uma pena que sumiu no estalo de Thanos.

O espião da S.H.I.E.L.D. e líder original dos Vingadores no MCU (Marvel’s Cinematic Universe): Fury é o cabeça que reuniu todos os heróis na iniciativa que pretende salvar o planeta de qualquer ameaça alienígena. Falaremos sobre a relação entre o estrategista e a análise exploratória do Data Science no nosso próximo post.

Perdeu o começo da nossa saga de posts? Então acompanhe desde o início. Acesse o nosso post Data Science: a Guerra Infinita!

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