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06/08/2020
Por
MJV Team

Governança de TI na Era dos Dados

Novas variáveis foram adicionadas às regras do jogo. Pandemia mundial, isolamento social, afastamento dos escritórios, home office, gestão remota. E por aqui acreditamos que mudanças são verdadeiros catalisadores de transformações estruturais.

As empresas que não estavam imersas na Transformação Remota tiveram que correr atrás do prejuízo rapidamente para não estagnar seus negócios. Algumas ainda estão nesse processo. A verdade é que: não tem para onde fugir, mergulhar no 100% digital é fundamental. E urgente.

Nesse contexto, entra a governança de TI. Ela sempre foi importante, mas aumentou sua relevância exponencialmente desde que a “era dos dados” se instaurou e os dados passaram a ser o novo petróleo. 

Já falamos aqui que, agora mais do que nunca, a TI precisa virar a chave para se tornar estratégica. Neste artigo, você vai entender em profundidade o que é governança de TI e como ela garante que os investimentos em TI suportem os objetivos de negócios.

O que é governança de TI?

Essencialmente, a governança de TI fornece uma estrutura para alinhar a estratégia de TI à estratégia de negócios. Dessa forma, as organizações podem produzir resultados mensuráveis ​​para alcançar seus objetivos. 

Um programa formal de governança de TI também leva em consideração os interesses das partes envolvidas, bem como as necessidades da equipe e os processos que eles seguem. No geral, ela é parte integrante da governança corporativa como um todo.

Hoje, a maioria das corporações está totalmente imersa na era dos dados. Com isso, precisam lidar com volumes e complexidades diferentes de informações praticamente em tempo real. Dessa forma, ficam sujeitas a muitos regulamentos que regem a proteção de informações confidenciais. 

Os maiores exemplos são:

Além disso, possuem responsabilidade financeira, precisam estar atentas à retenção de dados e recuperação de desastres, estão sob pressão de acionistas e clientes.

Como controlar isso tudo?

Para garantir que atendam aos requisitos internos e externos, muitas organizações implementam um programa formal de governança de TI que fornece uma estrutura de melhores práticas e controles.

Onde entram os dados na Governança de TI?

Um ponto importante é: precisamos pensar em dados antes da área de TI começar a desenvolver uma estratégia de governança. Isso é muito mais amplo do que apenas questões técnicas, abrange todos os processos da empresa que são, de alguma forma, perpassados por dados. 

Logo, é factível falar em Governança de Dados. E a Gartner a define dessa forma: 

É a especificação de direitos de decisão e estrutura de responsabilidade que garante o comportamento apropriado na avaliação, criação, consumo e controle de dados e análises. 

No geral, temos três partes principais do quebra-cabeça geral da Governança de Dados:

  1. Regras para entrada e manutenção de dados — definições aceitas, regras estilísticas etc.
  2. Execução dessas regras — o que acontece quando alguém insere um Estado como RJ em vez de Rio de Janeiro? O sistema corrige isso ou cutuca alguém na direção certa? Deveria. As pessoas estão cientes de qual forma de “estado” está correta? Deveriam estar.
  3. Gestão dos dados — administradores de dados e usuários dentro da empresa trabalhando nos dados de acordo com essas leis.

A falta de governança efetiva de dados dentro de uma empresa causa a existência (e permanência) de dados ruins, que criam uma base de informações cheia de insights equivocados. Esses dados se manifestam em definições inconsistentes, duplicatas, campos ausentes. E isso vai influenciar negativamente em tomadas de decisões.

→ Leia também: 5 dicas para investir na área de TI da sua empresa!

E a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trouxe à tona, mais uma vez, a importância da governança de TI nas organizações. Antes da pandemia mundial, era previsto que ela entrasse em vigor em agosto de 2020. 

A LGPD estabelece regras para a coleta, manipulação, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais gerenciados pelas organizações brasileiras e que atuam no território nacional.

As empresas que violarem a LGPD estarão sujeitas à aplicação de avisos, multas, embargos, suspensões e proibições parciais ou totais ao desempenho de suas atividades. As multas podem atingir até 2% da receita da organização, com um limite de 50 milhões de reais por violação.

→ Aprofunde-se mais: baixe agora o e-book Como preparar sua empresa para a LGPD!

Comece agora: 2 passos para implementar uma Governança de TI orientada a dados

Escolha uma estrutura de governança de TI

A maneira mais fácil é começar com uma estrutura criada por especialistas do setor e usada por milhares de organizações. Muitas estruturas incluem guias de implementação para ajudar as organizações a iniciar um programa de governança de TI com menos velocidade.

Atualmente, as duas estruturas mais usadas no Brasil são:

  • COBIT: publicado pela ISACA, o COBIT é uma estrutura abrangente de “práticas, ferramentas e modelos analíticos aceitos globalmente”, projetados para governança e gerenciamento da TI corporativa. Com suas raízes na auditoria de TI, a ISACA expandiu o escopo do COBIT ao longo dos anos para dar suporte total à governança de TI. A versão mais recente é o COBIT 5, amplamente utilizado por organizações focadas no gerenciamento e mitigação de riscos.
  • ITIL: acrônimo de Information Technology Infrastructure Library. O ITIL se concentra no gerenciamento de serviços de TI. Esse framework visa garantir que os serviços de TI suportem os principais processos da empresa. Compreende 5 conjuntos de práticas recomendadas de gerenciamento para estratégia de serviço, design, transição (como gerenciamento de mudanças), operação e melhoria contínua do serviço.

Busque ajuda especializada

Agora, com a LGPD às portas, muitas empresas têm uma oportunidade de ouro para ajustar tudo e entrar em conformidade com essa legislação e também com outras questões relacionadas aos dados. 

No entanto, implementar um programa abrangente de governança de TI requer muito tempo e esforço. 

O melhor conselho que podemos dar é que você busque ajuda de uma consultoria especializada, pois, como você viu, não se trata apenas de tecnologia, é preciso estruturar metodologias e práticas que, muitas vezes, são frontalmente diferentes do que a empresa pratica hoje.

Mas como fazer isso em tempos de pandemia?

Não só é possível, como não é um bicho-de-sete-cabeças. Não importa onde sua empresa esteja em termos de Transformação Digital: se na vanguarda, no meio do processo ou ainda dando pequenos passos iniciais. Somente é preciso entender em que lugar estamos para projetar as estratégias que vão embasar a transformação do futuro que queremos.

A MJV já estava na vanguarda da inovação e já tinha a Transformação Digital e a Gestão Remota como uma realidade entre os colaboradores. Utilizando o Design Thinking e as Metodologias Ágeis, nossos times já estavam acostumados a funcionar remotamente e entregar resultados de valor para o cliente. Dessa forma, se torna viável reestruturar as operações para alcançar resultados ainda mais assertivos e – por que não? – exponenciais.   

Aqui na MJV, entendemos que a tecnologia é decisiva na saúde e no futuro dos negócios. Ainda mais nos tempos de crise que vivemos, em que as mudanças empurraram as corporações rapidamente para o mundo 100% remoto e digital. 

Você já tem a Governança de TI bem estruturada em seu negócio? As informações que trouxemos aqui lhe foram úteis? Confira agora um infográfico com 5 passos para alavancar os resultados do seu time de TI!

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