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02/11/2020
Por
MJV Team

Ferramentas de Design Thinking: como usá-las para resolver problemas complexos

As ferramentas de Design Thinking são essenciais nos esforços de inovação das empresas. Mas vão além disso.

Conhecer o DT e saber utilizar suas ferramentas pode transformar até mesmo sua rotina para resolver problemas do dia a dia. Isso ocorre porque elas desmembram a complexidade dos processos e tornam tudo mais simples de solucionar, pois estão ancoradas no modo de pensar dos designers.

Você sabe que ferramentas são essas? 

É o que vamos lhe apresentar neste artigo. Continue lendo para relembrar o que é Design Thinking e como suas ferramentas podem ser a chave de virada para o seu negócio!

O que é Design Thinking

Quando falamos em Design Thinking estamos nos referindo primeiramente à forma como os designers pensam. Eles utilizam um raciocínio pouco convencional no meio empresarial: o pensamento abdutivo. Dessa forma: 

Formulam questionamentos através da apreensão ou compreensão de fenômenos 

Elaboram perguntas a partir de informações coletadas durante a observação do universo que permeia um problema 

A solução é derivada do problema, se encaixa nele. 

SOLUÇÕES INOVADORAS

Basicamente, podemos definir o Design Thinking como:

 “Uma abordagem estruturada de inovação que tem o ser humano como foco e busca gerar soluções que alinham o desejo e as necessidades do usuário consumidor à geração de valor para o negócio” 

Para ficar ainda mais simples, é correto afirmar que o Design Thinking é uma abordagem de inovação pautada na forma de pensar do designer. Isso porque o designer alia a criatividade e a empatia para criar soluções inovadoras

Quais são as ferramentas do Design Thinking

Para listarmos as ferramentas do Design Thinking, precisamos lembrar que ele é um processo normalmente dividido em quatro fases:

  1. Imersão: pesquisas de contextualização do problema.
  2. Análise e Síntese: agrupamento dos dados coletados e reenquadramento da situação inicial com base na transformação desses dados em informações relevantes. 
  3. Ideação: sessões de brainstorming coletivas e utilização de ferramentas para a criação de soluções inovadoras. 
  4. Prototipagem: testes para validação do valor das ideias para o cliente final.

Assim sendo, confira quais são as ferramentas do Design Thinking utilizadas em cada uma dessas fases:

1. Ferramentas de Imersão

  • Pesquisa Exploratória: pesquisa de campo preliminar para a equipe a entender o contexto a ser trabalhado.
  • Pesquisa Desk: busca de informações sobre o tema do projeto em diversas fontes: websites, livros, revistas, blogs, artigos etc..
  • Entrevistas: obtenção de informações através do diálogo, principalmente com os usuários/clientes do produto/serviço/processo.
  • Cadernos de Sensibilização: instrumentos utilizados para obter dados, geralmente quando o usuário está fisicamente distante. 
  • Um Dia na Vida: simulação da vida de uma pessoa ou de uma situação estudada.
  • Sessões Generativas: encontros com os atores do projeto para realizarem atividades em que expõem suas visões e compartilham experiências sobre os desafios.
  • Sombra: acompanhamento de um usuário ao longo de um determinado período que inclua sua interação com o produto ou serviço em análise.

2. Ferramentas de Análise e Síntese

  • Cartões de Insight: reflexões embasadas em dados reais das pesquisas Exploratória, Desk e em Profundidade, transformadas em cartões que facilitam a visualização das informações.
  • Diagrama de Afinidades: organização, análise e agrupamento dos Cartões de Insights com base em premissas como afinidade, similaridade, dependência ou proximidade.
  • Mapa Conceitual: organização visual simplificada de dados complexos de campo, em diferentes níveis de profundidade, para ilustrar as ligações entre os dados, possibilitando raciocínios mais lineares e permitindo que novos significados sejam extraídos das informações. 
  • Critérios Norteadores: diretrizes acerca de elementos que devem ser constantemente lembrados durante o desenvolvimento de um projeto, que determinam os limites das tarefas, mantendo o foco proposto.
  • Mapa de Empatia: matriz que sintetiza informações sobre o cliente, o que ele diz, faz, pensa e sente. É utilizado quando há muita informação de campo e é necessário gerar um entendimento melhor do público-alvo.
  • Personas: arquétipos fictícios que personificam os valores da marca e que representam a perspectiva do cliente ideal.
  • Jornada do Usuário: representação gráfica das etapas de relacionamento dos usuários com produtos e serviços que compram ou utilizam.
  • Blueprint: matriz visual esquemática que representa de forma simples todo o sistema de interações que caracterizam uma prestação de serviço.
  • Reenquadramento: exame de questões não respondidas em uma empresa a partir de diferentes perspectivas, permitindo a desconstrução de crenças e a suposição acerca de um negócio, produto ou serviço.

3. Ferramentas de Ideação

  • Brainstorming: processo criativo para incentivar os envolvidos no projeto à geração de grande número de ideias em curto espaço de tempo.
  • Workshop de Cocriação: encontro colaborativo realizado pela equipe de Design Thinkers, que reúne indivíduos de áreas de atuação diferentes para fomentar soluções inovadoras.
  • Cardápio de Ideias: catálogo que sintetiza e tangibiliza todas as ideias geradas no projeto.
  • Matriz de posicionamento: matriz que comunica os benefícios e desafios na implementação de cada solução. Dessa forma, as ideias mais estratégicas são priorizadas no momento da prototipagem.
  • Brainwriting: reunião de geração de ideias como o Brainstorming, porém, antes da discussão criativa começar, todos escrevem suas ideias anonimamente em pedaços de papel, que são embaralhados.

4. Ferramentas de Prototipagem

  • Protótipo em papel: representações simples de interfaces gráficas, desenhadas à mão, com diferentes níveis de fidelidade para tangibilizar uma ideia.
  • Modelo de Volume: representação tridimensional de produto com nível de fidelidade variado, usado para tirar a ideia do plano conceitual e transformá-la em algo concreto.
  • Encenação: simulação improvisada que pode representar interações de pessoas com objetos ou diálogos nos quais se assumem determinados papéis. É usada para testar, construir ou detalhar etapas de um procedimento de melhoria da experiência de um produto ou serviço.
  • Storyboard: representações visuais de uma história por meio de quadros estáticos. Roteiros visuais podem ser criados a partir de desenhos, colagens, fotografias ou qualquer outro tipo de técnica de representação gráfica.
  • Protótipo de serviço: simulação de artefatos materiais, ambientes ou relações interpessoais que representam aspectos de um serviço.
  • Produto Viável Mínimo: versão mais simples possível de um produto, serviço ou funcionalidade para a obtenção da validação do mercado da sua proposta de valor.

4 passos iniciais para implementar o Design Thinking na sua empresa

O Design Thinking não é algo que se possa implementar da noite para o dia sem ajuda especializada. Isso não significa que não seja possível testá-lo em um projeto menor, até para trabalhar a virada de chave no mindset dos colaboradores. 

Confira, a seguir, alguns passos básicos que devem ser dados para a implementação desse processo!

1. Concentre-se no problema 

As empresas geralmente falham na solução eficaz de problemas ou no cumprimento de metas porque não identificam corretamente o usuário ou o problema inicialmente. Aqui estão algumas dicas para identificar seu problema:

  • Ouça: coloque-se no lugar dos usuários e pense pelas lentes deles.
  • Pergunte: quem encontra esse problema e por quê? Por que as tentativas anteriores falharam em resolver o problema em questão?
  • Tenha conversas colaborativas: trabalhar em silos é uma armadilha fácil de cair. Interaja com todos, não apenas com os membros da sua equipe. 
  • Mantenha-se imparcial: não suponha que você entenda imediatamente o problema, nem a solução. Com a mente aberta, você pode encontrar algo (melhor) que não esperava.

2. Desenvolva habilidades de Design Thinking em sua equipe

Tradicionalmente, a fase de concepção do processo de Design Thinking era salva para gerentes ou engenheiros de projeto, mas isso não significa que ele só possa ser usado por esse departamento ou função. 

Como o Design Thinking é a mentalidade de fazer perguntas, compreender e testar, todos podem e devem participar dessa prática. 

Aqui estão algumas dicas para desenvolver as habilidades de design de sua equipe:

  • Pratique a mentalidade DT: comece a implementar o processo em sua função sempre que puder. Por exemplo, se você supervisiona a integração, pense em maneiras de testar uma nova abordagem ou entender a mentalidade do novo funcionário coletando feedback por meio de uma pesquisa. Permaneça aberto a novos resultados.
  • Promova interesses em Design Thinking: se você tem membros da equipe que desejam tomar iniciativa e expandir seus conjuntos de habilidades, incentive esse interesse e a experimentação dentro da empresa.

3. Tenha (ou comece a ter) mais perguntas 

É importante entender que o Design Thinking é contínuo. É um processo de iteração em experiências anteriores para que o produto ou resultado possa melhorar e ter cada vez mais qualidade. 

No entanto, os aprendizados não podem ser implementados se não houver processo de feedback. 

Aqui estão algumas dicas para criar uma cultura de aprendizado através da coleta de feedback:

  • Seja aberto sobre o que deu errado: dê o exemplo, demonstrando que a falha é uma parte esperada do DT. Discuta abertamente quais testes falharam e por quê.
  • Veja a falha como aprendizado: tentar e falhar em uma nova abordagem serve à função crucial de restringir a lista de processos possíveis. Isso aproxima você e sua equipe da abordagem que funciona melhor. Incentive o fracasso!

4. Abrace o ciclo de feedback

O objetivo do Design Thinking não é a perfeição, mas a melhor resposta possível. E a melhor resposta provavelmente não será a primeira. Assim, um loop de feedback constante é essencial. 

Aqui estão algumas dicas para implementar um loop de feedback:

  • Teste e repita o máximo possível: encontre novas maneiras e ângulos para testar suas suposições. Você pode encontrar algo que nunca imaginaria.
  • Realize sessões de feedback com frequência: quando você adota o feedback, ele não apenas cria um espaço seguro para inovar, mas também evita que os mesmos erros aconteçam novamente.

Como você viu, o Design Thinking é uma abordagem muito útil para a resolução de problemas complexos. Não é em vão que as empresas mais inovadoras do Brasil e do mundo têm equipes dedicadas a ele e investem, cada vez mais, na contratação de consultorias especializadas no assunto.

Você conseguiu visualizar como as ferramentas de Design Thinking podem ajudá-lo a vencer os desafios do seu negócio?

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